Alguns dias depois da viagem pra Nantes ( = dias de loucura com provas, reuniões do Montgolfiades e devaneios neste mesmo blog), mais precisamente logo depois da prova de Machines Hydrauliques na sexta de manhã, era a vez de fazer um passeio intensivo e maluco com o Fujii!
Fui pra Bruxelas pegar um ônibus noturno pra Basel, Suíça. Acho que é a primeira vez que pego um ônibus noturno na Europa. Não difere muito dos ônibus "diurnos", tirando o fato de os bancos serem incrivelmente espaçosos e reclináveis. Soma-se isso ao fato de o ônibus estar bem vazio, então não atrapalhava ninguém deitar o banco no máximo e botar os pés na cabeceira do assento da frente (visualizem a posição...). Mesmo assim, não é o lugar ideal pra dormir (as pernas formigam com os pés pra cima), principalmente quando o ônibus é parado pela alfândega às 3 horas da manhã (até agora não sei, mas suponho que estávamos em Luxemburgo indo pra França). Além disso, as paradas começaram às 5h30, em Strasbourg. Depois disso, não consegui mais dormir.
Enfim, cheguei em Basel às 7h30. Não tinha pesquisado nada sobre as cidades que ia visitar, não tive tempo. Aliás, fomos descobrindo as cidades que visitaríamos on demand, mais detalhes em seguida. Fiz então o plano básico (para os momentos em que você chega numa cidade que não conhece e não tem intenção de ficar muito tempo). Peguem suas canetas e tomem nota:
1) Encontre o Tourist Information (supostamente você chegou de trem, o "i" deve estar por perto).
2) Encontrando o "i", peça (ou pague por) um mapa da cidade. Olhe rapidamente os diversos folhetos disponíveis e procure por informações sobre pontos turísticos. Atenção a dias e horas de abertura e fechamento, distâncias e curiosidades. Lugares curiosos são os mais legais. Uma praça ou uma igreja só são interessantes se elas tiveram uma historia intrigante.
3) A partir das informações recolhidas anteriormente, faça um roteiro, preferencialmente circular (da gare até a gare). Problema eventualmente encontrado (especialmente na Suiça): os mapas não tem indicação de altitude, logo um trajeto curto pode ser potencialmente bem cansativo num relevo acidentado!
4) Tire muitas fotos. Como é uma visita rápida, às vezes fica difícil se lembrar de ter passado por certos lugares. As fotos ajudam a "remontar a história".
Bom, foi isso que eu fiz. Resultado: cidade visitada em 1h30. Até peguei o trem antes do previsto. Impressões: cidade com estilo bem antigo, "medieval". As ruas são simpáticas, lembram um pouco Lille, mas a vida por lá parece ser pacata demais. Não me atraiu muito.
Em seguida, Baden, cidade principal da "metrópole" onde o Fujii mora! Em algumas palavras: uma ponte, um rochedo, um relógio sem ponteiro, Alstom, 16000 habitantes. Mesmo assim tem 1 McDonalds, 1 Burger King e uma estação de trem com 2 supermercados, quase tão equipada quanto um Iguatemi, dadas as devidas proporções. Bem-vindo ao primeiro mundo!
Zurich é feia pra caramba como cidade, só tem prédio cinza e umas igrejinhas sem graça. Não sei por que as pessoas mais ricas do mundo moram ali. Chega a ser vergonhoso comparar a Oscar Freire a Bahnhofstrasse. A loja mais pobre dessa rua seria a loja mais chique de São Paulo. Mercedes, Ferraris, Lamborghinis trafegam serenamente a cada farol. Foi difícil encontrar um humilde Corsa nessa cidade! Revoltados (inconscientemente) com essa perfeição, colaboramos com a poluição do lago de Zurich deixando cair acidentalmente nossos guardanapos de bratwurst de 8 CHF.
Ainda estamos em torno das 15h de sábado quando partimos à Bern, etapa fim de tarde/manifestação comunista(?)/ponte mega-alta da viagem.
Ufa, tá ficando longo e tenho coisa pra fazer, aguardem a segunda parte!
terça-feira, 7 de abril de 2009
Suiça I
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Um comentário:
pô lissao...jah faz 10 dias que o blog nao eh atualizado!
toh curioso pra saber o resto da historia!!!
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