7h42: levanto da cama. Com Thiagão e Marcelo arrumando as coisas pra pegar o trem. Eles dormiram em casa depois de perderem um trem pra Munique. Engraçado rever o Thiagão de novo aqui em casa, passou um ano, tanta coisa e ao mesmo tempo parece que foi ontem que ele tava dormindo aqui (no sentido metafórico da palavra, claro). Até dia 28 em Cracovia!
8h05: no ateliê de FabMec. Soldando e serrando metais com Nico e Toch enquanto Romain e Max usinaram. Isso até umas 11h50. O dia inteiro de hoje é reservado pra atividades de projeto, ou seja, muita gente simplesmente foi curtir as férias na quinta (já que não tem aula à tarde). Nosso grupo, super responsável, ficou (tirando um que já está em Lyon). Tinha um documento pra entregar até hoje mas que faltavam aprovações dos tutores do nosso projeto, então o cara responsável por pegar esses documentos disse que eu podia entregar depois sem problemas... Isso depois de eu ter arrumado o texto no computador até 2h da madrugada do dia anterior... Odeio o departamento de projeto.
12h05: Fiz um arroz com bacon com molho pimenta (mas ele não é vermelho nem apimentado). Gostei, ficou bem bom, e me deu um baita sono depois. Comecei a sentir necessidade de fazer siesta, coisa que nunca precisei antes, não sei o porquê. Como eu assisto alguma coisa quando estou comendo e acabaram todas(!) as séries que eu tinha no computador, resolvi começar uma nova: My Name is Earl. Parece bacana.
13h44: Enquanto os outros voltaram a usinar, eu tive que fazer alguns últimos detalhes de fim de ano. Fui no banco atualizar os dados da associação, fui em Lille recuperar meu titre de séjour antigo que foi encontrado (embora só sirva mesmo como lembrança já que ele já está vencido há tempos), fiz umas ligações pra conseguir as autorizações de utilização do terreno onde vamos fazer as Montgolfiades de 2009. Pena que hoje era um 'no-french' day, ou seja, não conseguia falar francês direito. Tem dias que isso acontece, a língua trava e você mesmo se nota falando muito mal francês. Fenômeno a investigar.
15h58: passei no ateliê pra encontrar o pessoal, mas já tinham ido embora. Nem deu pra desejar boas festas. mas é estranho, pensar que faltam uns 5 dias pro Natal, réveillon, 2009... Não me sinto "nessa época". Não me sinto em véspera de férias (ou simplesmente de férias, porque agora não tenho mais nenhum compromisso letivo até o dia 5). Esse fim de ano está muito estranho...
Bom, ainda nem preparei minhas malas, preciso lavar a roupa e arrumar um pouco o quarto antes de viajar amanhã de manhã. Então... até breve!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Ultimo dia letivo do ano (gregoriano)
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A Paris ce week-end
Pra relaxar depois de uma semana cheia e antes de outra semana cheia (aliás, todas as minhas semanas parecem cheias ultimamente....)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Leia antes que isso fique velho
Algumas vezes é difícil separar o que é velho e o que é novo.
Por exemplo, estou agora no meu velho (de 460 dias) apê, ouvindo um nostálgico Korn, vendo meus velhos veteranos acabando seus estágios e voltando pro Brasil. Vendo o resultado dos mais novos selecionados pra vir pra cá ano que vem, quando eu ainda devo estar por estes lados. Gente que nasceu nos anos 90! Sensação de vovôterano...
Ao mesmo tempo, estou acabando de planejar uma louca viagem pra vários lugares inéditos, e alguns já conhecidos, com antigos e novos amigos: Köln-Düsseldorf-Frankfurt-Stuttgart-Dublin-Belfast-Edinburgh-Glasgow-Auschwitz-Krakow-Warsawa-Berlin-Copenhagen-Hannover. Fevereiro no Brasil, abril no ski, maio nas 21èmes Montgolfiades e, quem sabe, julho em Silverstone.
Continua fazendo frio em Lille, a école continua chata, mas a vida em geral continua muito legal. Continuo procurando estágio, e sou recusado continuamente.
De novidade mesmo, só o fato de eu estar participando de uma liste BDA pipo (alguém ainda lembra o que é pipo? - vide arquivos lá por setembro ou outubro ou novembro 2007). Basicamente, isso quer dizer uma chapa de brincadeira pro "grêmio das artes" da escola. O filme de campanha ficou bem legal, pena que não vou colocá-lo na Internet, pra manter minha reputação... =P
É tudo por enquanto. D-81 até o Brasil.
domingo, 23 de novembro de 2008
Neve!
Além disso, sem muitas novidades... ah, sim teve o fim-de-semana louco com o bom e velho James em Tilburg! Mas prefiro não comentar sobre isso... =P
Fotos no lugar de sempre...
Não quero ir pra école!!!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Voltando pra casa
Está decidido: estarei no Brasil na semana do Carnaval 2009. Aguardem!
Tags: brasil
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
*Adendo: links
Meu vicio na Internet tem seu lados bons (?) Seguem alguns links de sites que eu achei legais nesses últimos dias (curiosamente, em especial na véspera das provas):
http://szymon.tumblr.com/ - fotos e idéias legais
http://www.vimeo.com/ - youtube de vídeos em alta definição; na lista de favoritos da pagina inicial, só tem vídeos muito bons!
http://www.yankodesign.com/ - produtos criativos
http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/viaje-na-viagem.shtml - boas dicas de viagem, mas tem que procurar
Retrospectivas e perspectivas
Voltei. De Rouen e Fécamp, que foi basicamente a minha viagem do Toussaint. Era pra ser um bate-volta, saindo às 5h30 de casa pra pegar o primeiro (e evidentemente mais barato) trem pra Rouen, visitar a pequena capital da Haute-Normandie, dar uma passadinha nas famosas falésias da costa norte, e pegar o ultimo trem de volta pra Lille. Não deu muito certo.
Tudo bem, a parte de acordar e pegar o trem, que costuma ser a mais difícil, deu certo. E a visita também. Rouen lembra um pouco Lille, não diretamente, mas no plano geral: cidade muito importante na região, mas pequena e que pouca gente ouve falar fora da França; um centre ville super bonitinho e com uma arquitetura particular; lugar onde tem coisas famosas do tipo que dá aquela reação de "ah, isso fica lá?" das pessoas, como a catedral que o Monet pintou mais de 30 vezes, ou o lugar onde Joana d'Arc foi presa e queimada viva.
A tarde, fui dar um pulo nas falésias de Fécamp, cidadezinha na costa norte, que rendeu umas fotos bem legais. Pena que não deu pra eu ir até Etretat, onde as falésias são mais famosas. Culpa do incompetente serviço de transporte publico de Fécamp - um ônibus que nunca chegou.
Como essa cidade é meio isolada do mundo (tem uma estação onde saem trens a cada hora, e vc precisa fazer uma baldeação pra chegar em Rouen), e o infeliz aqui esqueceu de ver o horário do ultimo trem que eu deveria pegar pra não perder a ultima baldeação pra Rouen, pro ultimo trem direto até Lille, perdi o dito cujo por 3 minutos. Mais 57 esperando o seguinte e afogando as magoas no McDo do lado da estação.
Aí que não deu muito certo. Ou deu! Acabei pegando um trem pra Paris e passei a noite (pela segunda vez em 2 semanas) na casa do meu veterano politécnico! Valeu mesmo, Gu!
Esse foi basicamente o meu Toussaint. Todo o resto da semana até sexta passada pode se resumir em dormir e Internet. Aí começou a maratona de estudo pras provas: Automatique, Ciência dos Materiais, Gestão (contabilidade) e Mercado Financeiro. Deprimentes. Não apenas as matérias, mas o fato de eu sentir que não estou aprendendo nada, e que involuntariamente também desisti de me esforçar mais do que o necessário pra 'passar', o que não é difícil com provas com consulta e questões idênticas, sem nem mudar os números, todos os anos. Tirando Ciência dos Materiais, pra evitar injustiças. Bom, veremos as notas depois.
Agora, o futuro. Sem aulas de agora até segunda, ainda sem permissão pra sair da França, que faço eu? Algumas coisas já estão definidas: show do Oasis em Lille (sim, em Lille!!) dia 30/01 e Montgolfiades nos dias 08, 09 e 10/05/2009. A definir: viagem de Natal/Ano Novo, continuidade do Formulille, viagem pro Brasil, estágio, meu futuro profissional.
Acho que estou atrasado. Mas por enquanto vou descansar.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Toussaint
Vejamos, onde eu parei? Ah, sim, fim de semana passado fui pra Paris, ver o salão do automóvel de Paris e conhecer uns bixos da Centrale local. Ia de trem, mas acabei não acordando e fui de carro com alguns simpáticos bixos da École.
Ah, é, não acordei porque na noite anterior teve o Gala. Gala é a festa onde todo mundo vai bem-vestido, onde tem o bar brasileiro todo ano, onde toca uma banda semi-famosa e muito ruim, onde a gente volta pra residência em ônibus superlotados, e que no final é apenas uma balada muito cara. Mas foi legal, com a presença de "velhos" conhecidos de Nantes!
Bom, voltando à Paris, Salão do Automóvel no sábado, bateau mouche e château de Vaux-le-Vicomte no domingo (quando eu num tinha mais bateria na câmera de tanto ter tirado foto de carro no salão), rever "velhos" veteranos de Lille estagiando em Paris... Enfim, foi um fim-de-semana legal.
A semana seguinte foi tensa: reuniões com patrocinadores, prova tipo decoreba sem ter tempo pra decorar,... mas deu tudo certo (eu acho, veremos a nota depois =P). Acho que encontrei o ponto ótimo da relação horas de estudo/nota necessária pra passar.
Lamento a falta de ânimo evidente nesse post. Estou entediado. E pensando muito sobre o que eu faço da vida. Pelo jeito vai ser mais uma coisa que eu vou deixar pra véspera.
Dia claro, poucas nuvens, o sol batendo nas folhas verde-amareladas que caem incessantemente na calçada. É o que eu estou vendo da minha janela agora. Vou dar uma volta.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
domingo, 12 de outubro de 2008
As últimas (1 de n)
Acho que eu vou atualizar mais frequentemente esse negócio.
Retomando o post anterior:
Tempo: continua fazendo frio, e agora o sol ainda não nasceu quando eu acordo pra alguma aula às 8h. Mas bizarramente os últimos dias foram ensolarados e fazem absurdos 22°C nesse momento.
Matérias: essas não mudam muito ao longo das semanas. Apenas uma observação para o fato de as provas estarem chegando. Mas isso só veremos na véspera.
Montgolfiades: foi o que mais me ocupou nesse período. A assembleia geral dos engenheiros foi legal pra conhecer uns caras importantes, como o presidente da associação de engenheiros de Marseille, curiosamente um nordista que mora em Paris e só viveu em Marseille nos 3 anos de Centrale que ele fez. Destaque também pro Bruno e Andrea (alemã do nosso ano) que apresentaram uma peça de teatro (toda em francês, uns 15 minutos) durante o jantar e embasbacou os franceses. Mas a viagem já tinha valido pelas refeições! Descobri o verdadeiro sentido de "ao ponto" do filet mignon! Ummm!
Essa semana também tive uma reunião com vários órgãos da prefeitura pra fixar a data e as atividades do evento ano que vem. Tudo bem, Villeneuve d'Ascq é 10 vezes menor que São Caetano, mas, em proporções francesas, é até uma cidade importante, tava meio tenso de encontrar todo esse pessoal. Mas deu tudo certo, foi tranquilo. Semana que vem é a reunião com os patrocinadores, aí sim eu quero ver!
Formulille: quem diria que a crise financeira mundial iria afetar a gente. Estamos em uma situação hiperdelicada. A Toyota recusou a proposta de patrocinio, argumentando que cortaram todos os investimentos "extra-produção" a zero por causa da crise. Agora, ou achamos patrocínio até o fim do ano, ou temos que começar outro projeto do zero!
Viagens: outro problema. Perdi minha identidade francesa. Pouco importa porque ela ia expirar depois de amanhã mesmo. Mas com a nova sem previsão de chegada, não posso sair da França (+ Bélgica, porque lá num tem fiscalização...). E minha semana de férias é daqui a 2 semanas. Droga.
Natal/Ano Novo ainda indefinido.
Voili voilou! (só pra concluir)
Nota pessoal: preciso tirar mais fotos. Não uso minha câmera há um mês!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Como andam as coisas?
Respondendo...
As coisas andam como sempre, muita coisa pra fazer, pouca coisa sendo feita, em média 8 horas de aula por dia, das quais em média 2 horas "matáveis" (e matadas). Faz frio (14°C agora, 19h), garoou e neblinou nos últimos dias.
Estou achando esse ano (por enquanto) mais fácil e mais tranquilo que ano passado. Estou fazendo minhas centésimas horas (literalmente) de CATIA (software de desenho e modelização 3D), viajando nas aulas de Automação e Transmissão de potência (não que sejam matérias necessariamente ruins, mas as aulas são horríveis) não indo muito nas aulas de MecFlu e Materiais, fazendo uma optativa de mercado financeiro (só pra lamentar por que eu ainda não tirei meu dinheiro do banco antes que ele vá à falência), reaprendendo Access em Info2 e contabilidade em Gestão de empresas.
Pra essa semana, preciso contatar centraliens daqui e do resto do mundo pra fazerem vídeos-depoimentos sobre as experiências deles no exterior, editar e publicar no site da école. Parte da minha "Atividade Profissionalisante", mais uma invenção do currículo Centrale Lille. Mas o projeto fui eu mesmo que escolhi.
Na sexta, devo começar com o meu grupo de projeto (o outro, Formulille) a elaborar o plano de fabricação do chassis do nosso belo protótipo de carrinho de corrida. Por plano de fabricação entenda-se documentar detalhadamente em papel e desenho técnico todas as fases de fabricação, máquinas e materiais utilizados, dimensionamento das ferramentas, etc. Ah, e estamos com meio pé dentro de um patrocínio da Toyota, esperemos que dê certo, afinal, modestamente, nós merecemos.
O Montgolfiades tá meio capengando no momento. Fecharam temporariamente o lugar onde faríamos a apresentação e jantar da associação, mas precisamos motivar e trazer novos membros, sem orçamento, de algum jeito. E preciso preparar uma reunião com vários membros da prefeitura pra começar a organização do evento em termos burocráticos (zilhões de autorizações a assinar). Além disso, no sábado parto pra Arras (uma cidade a uns 100km de Lille) pra uma assembleia geral da associação dos engenheiros da Centrale Lille (tipo a AEP da Poli) pra puxar o saco dos diretores em busca do anual patrocínio da associação.
Fora isso, dou umas voltas por Lille no fim-de-semana com os novos bixos (muito legais por sinal, e normais pro meu padrão distorcido), fazemos jantares periódicos entre brasileiros, tudo isso tossindo no meio do caminho (não estou resfriado, mas estou com uma tosse crônica muito irritante - principalmente pros outros durante a aula - desde semana passada).
Alterno idas ao bandejão e almoços feitos em casa, alterno arroz, macarrão, torta e purê, hamburger, salmão, presunto e legumes congelados, suco de maçã, uva, abacaxi, laranja, guaraná, uma mistura estranha e refrigerantes.
Pra semana de feriado de outubro/novembro, estava pensando em ir pra Irlanda e talvez Escócia, pro Natal/Ano Novo tava pensando em voltar pro Brasil, mas as passagens já estão absurdamente caras, o que me faz pensar em talvez voltar na uma semana de férias em fevereiro/março, que coincidentemente bate com o Carnaval. A suivre...
Ah, e pra não levar ovada sobre meus erros ortográficos e a mediocridade das minhas construções semânticas, uso recurso da minha especial e intransferível licença poética enquanto politécnico em mobilidade internacional.
Esqueci alguma coisa?
sábado, 27 de setembro de 2008
O fim do começo ou o começo do fim?
Teoricamente, o programa de duplo diploma dura 2 anos, mas somando os 2 meses iniciais em Vichy mais os prováveis 6 meses de estágio depois do fim das aulas do segundo ano, devem acabar virando dois anos e meio. O que significa que estou mais ou menos na metade agora, 1 ano e três meses. Meio caminho andado.
Como todos os dias, peguei o "20 minutes", jornal grátis francês de manhã. Não do corredor das associações na école, mas de um posto de distribuição no metrô. Matei as aulas da manhã de hoje pra ir em Lille arrumar uns problemas que eu estou tendo com o meu plano de saúde (um exame de sangue que não pagaram). Isso resolvido (eu espero, o reembolso deve sair em 4 semanas), fui almoçar no Quick (McDonald's franco-belga), onde li que aprovaram a construção de um estádio de futebol gigantesco em Villeneuve d'Ascq (o município onde eu moro) até 2012. O problema é que ele ficará bem perto do centro da cidade, o que não deverá ser bom em termos de transporte nem de urbanismo. Por esse motivo, o prefeito de Villeneuve d'Ascq se absteve da assembléia dos dirigentes da região (porque é um projeto da região inteira, então o prefeito não tem muito poder de voto nem dentro da sua própria cidade) como forma de protesto.
Bom, vocês não devem estar nem aí pra tudo isso que eu falei no último parágrafo, e eu também não deveria estar, O problema é justamente esse. O 20minutes, o Quick, essa notícia, toda essa rotina... virou a minha rotina. Esse é o meu ponto.
Não entendeu, né? Deixa eu tentar de novo:
Comprei um celular novo hoje (LG Viewty, por enquanto me parece bem bacana, ainda mais por 1€). E fiz um plano de 24 meses (porque é mais barato), sendo que (dizem que) eu posso cancelar o plano no meio sem pagar nada extra se eu provar que eu vou sair da França antes desse período, que é o que eu devo fazer. Sair da França... voltar pro Brasil...
Não sei se estou olhando pro copo cheio ou vazio aqui. Um lado da minha cabeça pensa: "oba, é só sobreviver mais uma vez o período que eu já vivi desde que eu cheguei aqui e volto pra casa!"; enquanto um outro me lembra: "a partir de agora estamos na metade final dessa aventura louca. Todas essas pessoas com quem eu estou convivendo agora ou vão ficar por aqui, ou vão se espalhar por todos os lados do mundo, assim como as pessoas que eu deixei no Brasil."
Acho que estou muito influenciado pelo final de "Bienvenue chez les ch'tis".
domingo, 14 de setembro de 2008
Promessas de ano novo (letivo)
- ficar menos tempo na Internet
- reduzir o tempo de sono de 8 pra 7h
- tomar café da manhã (implica acordar antes das 7h40)
- sair mais de casa
Bom, se eu fizer pelo menos essas 4 já será um ano proveitoso.
Perdido na Europa volta à programação normal.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
A cidade mais desenvolvida do mundo
Impressionante como Tokyo é moderna. E também por isso tem aquele mesmo ar de Paris. O individualismo, cada um vive por si, o silêncio do metrô e as caras nos celulares. Lógico, tem os seus lados de prédios velhos e lojas abandonadas, mas tem tanto lugar chique, com cara de que foi construído ano passado, arranha-céus gigantescos, mares de shoppings sem fim pela metrópole toda, arquiteturas inigualáveis... Só pra citar alguns 'bairros' com essas características: Shinjuku, Shibuya, Roppongi, Shinbashi, Ginza, Odaiba, Ueno, etc. É um outro mundo. É o futuro.
Nem fui embora ainda mas tenho certeza que eu vou sentir muitas saudades daqui. Do cheiro dos restaurantes de lamen na rua, do rodizio de sushi fresquinho e barato, das lojas de 100 yen, dos combinis, de comer a menos de 4 euros por refeição sem o esforço de procurar muito (percebe-se que muito do que eu sentirei falta está ligado à minha pão-durice), das privadas com assento elétrico, dos onsens, dos gadgets que você só encontra no Japão e talvez na França 1 ano depois e bem talvez no Brasil uns 3 anos mais tarde...
É uma vida prática e relativamente barata, essa do Japão. Excelente pra turista conhecer o país, mas talvez não tão simples assim para os que vivem e trabalham aqui. Pensando na quantidade de lojas que ficam abertas 24 horas, nos escritórios com luz acesa altas horas da noite e mesmo olhando pra caras das pessoas às 18h no metrô, dá pra perceber que o trabalho é duro.
O negócio é ganhar em euros e gastar em ienes mesmo! =D
França, me aguarde, estou voltando.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Japão, caro?
Aproveitando esse dia de calor insuportável (sensação térmica de 42°C) em que eu só vou sair daqui do albergue no fim da tarde, queria destacar um fato, ou melhor, um estabelecimento que muito me surpreendeu aqui nas terras nipônicas: as lojas de 100 (ou 99) yen.
100 yens equivalem atualmente a mais ou menos R$1,50 , US$ 0,95 ou 0,65 €. E com 100 yen você pode comprar: 250g de arroz pra microondas, 200g de curry pré-cozido, 1 cup noodles, uma marmita pequena de sushis, 1 pacote de KitKat, uma barra de chocolate Nestlé, 1 garrafa de 600ml de Coca, 1L de suco de maçã ou laranja 100% natural, 1 tubo de Pringles, 1 toalha, 1 bússola, 1 tesoura de unha, fones de ouvido, 1 panela pequena, 1 pacote de CD-Rs, 1 pasta-arquivo, luvas de borracha, creme de barbear, 1L de butano, enfim, a lista não tem fim. Basicamente, você consegue comprar praticamente tudo o que precisa na vida a 100 yen cada.
Além de AllStars originais a 20 reais, mochila da Puma a 10 dólares e flash drives portáteis de 80GB a 80 euros.
E vivo num albergue em Kyoto a menos de 7 euros por dia com Internet banda larga ilimitada (mais barata que a minha residência na França com ajuda do governo!) e vou me mudar para um em Tokyo a 13 euros com wi-fi, aluguel de DVD grátis e bebidas à vontade.
Tudo bem, o transporte ainda é caro (2h30 de Shinkansen = TGV japonês custam 100€) e se você viver aqui, vai ter que trabalhar MUITO. Só estou dizendo que não parece ser difícil sobreviver por aqui se você procurar os caminhos mais econômicos.
E me arrependo de não ter trazido uma mala vazia pra poder trazer tudo isso pra França!!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A vida em Kyoto
O tempo passa muito rápido aqui! Sinceramente, não sinto que passou mais de uma semana desde que cheguei em Kyoto. Diferentemente das cidades européias, onde dá pra fazer aqueles passeios de um dia e você conhece a cidade inteira, as cidades do Japão são tão absurdamente extensas e conurbadas umas nas outras que é impossível você dizer que conheceu uma cidade em um dia.
Ainda por cima, praticamente a cidade inteira de Kyoto é considerada tesouro nacional do Japão pela quantidade absurda de (enormes) templos e construções imperiais (Kyoto foi capital do Japão por mais de um milênio, antes de Tokyo). É tanto templo e jardim que, por mais lindo que seja, uma hora cansa.
Não me cansou ainda porque mal conheci a cidade. Visitei 2 templos dos 2000 que existem em Kyoto, e dos quais 17 são considerados patrimônio cultural mundial pela UNESCO. Bom, tenho 2 semanas pela frente pra isso. E pra conhecer Osaka, o parque da Universal, e talvez Nagoya. Depois (dia 24) vou pra Tokyo!
Na verdade, não passei muito tempo em Kyoto. Nos primeiros dias, viajei com uns recém-conhecidos franceses, americanos, canadenses e japoneses pela região: a histórica Nara, capital do Japão antes de Kyoto, ou seja, antes do século 8; o Lago Biwa - o maior do Japão; Himeji, que tem o considerado melhor castelo do Japão; Akashi, Greenwich japonesa; a ilha de Awaji, "origem do Japão"; a ponte de Akashi, maior ponte suspensa do mundo; a pacata Kakogawa e a moderna portuária cidade de Kobe, de onde partiu o primeiro navio de japoneses rumo ao Brasil, o Kasato Maru. Enfim, até que eu fiz bastante coisa, vai. Mas não me pareceu tanto.
Bom, vou tentar aproveitar o máximo daqui, afinal, sei lá eu se ou quando vou poder voltar.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Um mês depois...
Muita coisa aconteceu. Estou aproveitando esse dia que eu me dei de descanso pra resumir as ultimas noticias.
Primeiro, viagem com papai, mamãe e irmã correu tudo bem, tudo dentro da margem prevista de gastos, passeios e dor nas pernas, tirando talvez uma injusta multa de pedágio, mas tudo bem. Sem muito o que comentar, assuntos pessoais, o importante é que no final todo mundo gostou da viagem!
Em seguida, a viagem pro Japão. Num tive muito tempo pra arrumar as malas e tava super cansado mas até agora não tem nada em especial que eu ache que tenha esquecido... acho que estou me acostumando a fazer malas pra viagem. O voo foi tranquilo, apesar de estranhamente meia hora atrasado, considerando que era um voo de companhia japonesa. O mais engraçado é que eles já tem um portão de embarque especifico no aeroporto de Paris, e as mensagens de aviso do tipo "embarque em 30 minutos no portão 12" eram faladas só em japonês! Pro pessoal já se sentir no Japão... ou no Brasil, porque havia muitos brasileiros no voo: sentaram 3 do meu lado, 3 na minha frente e mais uns 6 alguns assentos atrás de mim.
Bom, enfim, miraculosamente consegui pegar todos os trens certos e no horário de Narita até Matsumoto, onde eu dormi uma noite antes de ir pra Hakuba. Deu tempo só de dar uma passadinha em frente ao castelo de lá. O que mais me surpreendeu até agora foi o céu, que é menos azul não sei porque, e o calor umido, que deixa o ar aqui pesado e sufocante.
Cheguei em Hakuba, cidade montanhosa, super famosa pelas estações de ski (sediou muitas das provas dos jogos de inverno de Nagano 1998) cheia de chalezinhos estilo europeu. São os alpes japoneses, ou a Campos do Jordão do Japão. Até o meu novo lar temporário foram 45 minutos de subida à pé com uma mala de 25kg na mão e outra de 10 nas costas sob o sol de meio-dia e 35°C, o que explica a camisa suada das fotos.
A casa (que era ao mesmo tempo um albergue, na verdade) era bem confortável, apesar de desorganizada: a cozinha era cheia de latas de cerveja e brinquedos pelo chão (eles têm 2 filhos pequenos, a mais nova hiperfofinha e o mais velho uma das crianças mais pentelhas que eu já conheci).
Bom, tcho resumir melhor porque isso tá virando novela: os 2 primeiros dias foram tranqüilos, os donos foram supergentis e etc, mas a partir do terceiro dia até o ultimo que eu fiquei lá eles ficaram cada vez mais ranzinzas até eu não aguentar mais as agressões (verbais, e uma vez física, mas não aquela coisa que deixou cicatriz nem nada, soh uma pratada na barriga) e humilhações que eu sofria e decidir ir embora.
Trabalhava geralmente entre as 10h30 e as 15 horas (e 2 vezes também entre as 18h e as 21h30) todos os dias incluindo sábado e domingo fazendo todo tipo de trabalho: lavando louça, servindo e arrumando as mesas do restaurante, arrumando a casa, limpando quartos e banheiros, empilhando pedaços de madeira pro inverno, cortando a grama do quintal com uma maquininha parecida com um barbeador, entre outros. Tudo isso sem esperar ganhar um tostão no final, apenas o direito de dormir e comer. Confesso que na maior parte do tempo o trabalho não era extasiante, e as refeições apesar de não serem fartas eram relativamente boas. Eu até aceitaria tudo isso não fossem as provocações e insultos verbais que eu sofria nesse período e que me deixavam extremamente estressado durante o dia inteiro.
Enfim, cheguei num sábado e fui embora no domingo seguinte, meio que de repente mesmo. Peguei o primeiro trem que saía de Hakuba em direção à Kyoto, onde eu estou agora. Estou num albergue baratinho, limpo, mas meio medonho, daqueles que você tem certeza que a fiscalização vai fechar se um dia eles passarem aqui. Mas eu tenho Internet ilimitada, e isso é um bom avanço!
Agora vou tentar aproveitar o tempo por aqui, passeando mesmo, conhecendo novas pessoas com o mínimo de gastos possível. To num dormitório com um americano e um canadense super legais, o que tá ressuscitando meu inglês, tem uns colegas de Lille pra não me esquecer do francês, e todo o resto do mundo à minha volta é em japonês! Voilà uma verdadeira imersão cultural e lingüistica!
O meu único (mas considerável) problema é a possibilidade latente de eu ser deportado do Japão, uma vez que não estou seguindo mais o itinerário previsto e graças ao qual me deram o visto. Além disso, meus responsáveis no Japão, a família de Hakuba, me odeiam (é recíproco), podem prestar queixa ao serviço de imigração e posso até virar procurado pela polícia. Que encrenca, né? Eu definitivamente não tenho sorte com familles d'accueil (relembrando o saudoso caso de Mme. Sarron em Vichy, coincidentemente há exato 1 ano atràs).
Mas quem esperava que esse duplo diploma desse tantas aventuras, hein?
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Se você quiser me encontrar nessas férias...
Olá, você está no meu blog.
A partir do dia 09 de julho até o 1° de setembro, não garanto a não-periodicidade destes posts, pois estarei em modo viagem. Se você quiser ou precisar me encontrar durante esse intervalo, tente me achar em:
Lille - 09~10 de julho
Paris - 11~14 de julho
Milão - 15 de julho
Veneza - 16 de julho
Roma - 17~18 de julho
Londres - 19~22 de julho
Bruxelas - 23 de julho
Em deslocamento - 24~25 de julho
白馬 (ou algum outro lugar do Japão) - 26 de julho~01 de setembro
Caso contrário, deixe sua mensagem no link abaixo deste post.
Piiiiip
Tags: vacances
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Strasbourg, novo álbum e as férias
Como o espaço na minha primeira conta do google acabou, fiz um novo Picasa, disponivel nos links ao lado. Coloquei fotos da minha passagem por Strabourg ontem, as quais pretendo comentar.
O conceito de férias não é mais o mesmo... me sinto cheio de coisas pra fazer, como se eu estivesse ainda em aulas, só que sem as aulas. Mas, como durante o ano, eu não estou fazendo o que eu deveria fazer, por mais simples que seja. Preguiça. Estou dormindo muito tarde e acordando muito tarde pra ter tempo de fazer as coisas que eu preciso antes do fim do horário comercial. Que saco.
Enfim, acho que eu vou sair, assistir um filme.
Tags: preguiça, strasbourg, vacances
terça-feira, 24 de junho de 2008
1 ano
Pois é, há mais ou menos um ano (sem contar as horas exatas) ou 366 dias (2008 é bissexto) ou 5% de todo o meu tempo de existência neste planeta eu postava meus primeiros relatos neste blog. Despedidas. Não me canso dessa sensação de que o tempo passou tão rápido e tão devagar...
Ontem dei um pulo em Paris - saí às 6h30 de Lille e voltei às 15h30, mto surreal - pra fazer o visto pro Japão (é, eu vou passar um mês no Japão) e no tempo livre passei pelos lugares clássicos: torre Eiffel (grande Eiffel!), Arco do Triunfo, Champs Elysées, Louvre, etc. Fiquei horas andando sem rumo, simplesmente por andar e reconhecer (ou não) as paisagens que eu encontrava. Um típico perdido.
Mas o que me assustou foi o fato de eu estranhar Paris. O excesso de 'urbanidade', as pessoas quietas nas ruas, no metrô, não se ouvia uma palavra. A única voz convivial que se sobressaía, de alguém compartilhando felicidades com algum amigo era de uma garota no celular, falando com alguém que não estava ali. Eu sei que eu to começando a viajar nas ideias, mas estava pensando que São Paulo era mais ou menos assim também. E eu estou me desacostumando com esse individualismo social, com o sufocamento de prédios (e olha que Paris nem tem prédios altos), que não tem aqui em Lille, cidade não muito pequena nem muito grande.
Enfim, voltando, acabaram as aulas mas eu ainda tenho uma apresentação de projeto e uma reuniões de patrocinadores do Montgolfiades até quinta, então até là eu devo estar ocupado... Tenho que sair pra pagar 20€ por um mísero corte de cabelo. Ai!
Até mais!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Ch. 30: contagem regressiva
Semana de relatórios, modelizações, e-mails pra enviar, reuniões a marcar, provas a estudar (e refazer), sem muito tempo pra pensar. Por outro lado, a partir do dia 26 não tem nada no meu emploi du temps... Falta pouco pras tão aguardadas férias de verão.
Falta pouco para eu completar 1 ano de Europa, 1 ano longe do Brasil, 1 ano conhecendo novos lugares e novas pessoas, 1 ano que eu não vejo tanta gente que eu via todo dia...
O tempo passa...
Falta pouco.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Ch. 29: 05/06 - a typical day
07h15: toca o alarme do meu celular. "Graduate", Third Eye Blind. Que preguiça. E olha que eu fui dormir antes das 0h ontem. Boto pra re-tocar depois de 9 minutos até as 07h42, quando eu efetivamente me levanto da cama.
07h52: estou saindo correndo de casa, sem ter comido ou bebido nada como café da manhã. A aula começa às 8h a école fica a 10 minutos da residência.
08h03: chego na porta da sala, fechada. Desespero momentâneo. Rodrigo (vulgo Diguinho, UFRGS, companheiro de grupo) me liga e abre a porta, que só abre por cartão magnético... de dentro da sala.
08h10: depois de horas carregando, abre-se finalmente o Catia (software de modelização de objetos em geral). Aula de Construção Mecânica. Objetivo: modelizar no Catia uma árvore motora para uma maquina de torsão baseado numa apostila mal-escrita e um professor que não explica nada. Vão-se 4 horas inventando cotas e criando peças baseando-se no próprio bom senso. "Allison: 800 mm de diâmetro tá bom? ; Diguinho: Bota 750, parece que tem muito material aí. Allison: hum, tá bom então. Mas vamos deixar um pouco mais largo ali pra poder colocar um parafuso. Será que ele segura?"
10h08: a pausa, sempre atrasada (deveria ser às 10h). E o tempo de pausa, os teóricos 15 minutos viram 20 ou 30. 10h30 estamos de volta na sala. O professor voltou às 11h.
12h14: fim da aula, atrasada também (12h). Passo no correio da escola. O pacote com um software de simulação de movimento pro Formulille (=projeto do carro de corrida) que deveria ter chegado na semana passada ainda não está lá. Hora de almoçar. Sem tempo de voltar pra casa: vamos ao RU (restaurante universitário).
12h36: eita fila demorada. Só pra comer fritas com salsicha e bacon (nesse dia o prato tava especialmente engordurado).
12h54: pegando o costume francês de comer rápido. Dou uma rápida olhada no e-mail e nos to-dos na sala do Montgolfiades (=associação que organiza o evento dos balões). Preciso ligar pra prefeitura pra declarar a mudança de presidência, ligar pra tesoureira pra ir no banco mudar o responsável legal da associação, assinar uns 4000€ em cheques, mandar a responsável comunicação refazer o dossiê de imprensa e marcar reunião com os patrocinadores em algum buraco entre as aulas antes das férias. Ops, já tá na hora do francês.
13h31: chego no andar da sala, a professora ainda não chegou. Minutos depois estamos na sala discutindo sobre as viagens que nós estrangeiros faremos ano que vem, a morte do YSL e o tema dos artigos que cada aluno deve fazer pra ser publicado num pequeno livro de circulação interna da escola. Eu vou fazer sobre a historia dos balões na França, nada mais natural.
15h10: da aula de francês direto pra sala de comunicação da escola. Havia pedido contratos de direito de imagem para os estrangeiros que estão acabando o duplo diploma. Como parte da minha Atividade Professionalisante (=um trabalho sobre qualquer coisa que te retorne algum aprendizado - ou não), colherei depoimentos escritos e em vídeo dos estrangeiros que estão indo embora para serem divulgados no site da Ecole Centrale de Lille. Além disso, vou terminar um guia em francês para os que estão chegando. O objetivo é melhorar o nível de informações dado aos alunos das escolas parceiras do grupo Centrale. Feito isso, saio correndo de volta à residência, já estou atrasado pra reunião de projeto.
15h55: Conseguimos uma sala na residência para abrigar nossa maquete do carrinho. No dia anterior, havíamos comprado 36 m de tiras de madeira de 2,5 x 2,5 cm na Leroy Merlin pra construir a maquete do chassis do carro em tamanho real. Queremos ver se o modelo feito no computador fica bem na realidade, se é fácil de ser montado, se há espaço pra todas as peças, se dá pra adaptar o cockpit pra maior (1,90m) e menor (1,70m - eu e mais 2 caras) pessoa do grupo.
16h55: o chassis evolui bem, apesar de alguns erros de medida no começo. Pausa de um projeto pra outro. Ligo pra minha tesoureira e nos encontramos no banco pra regrar a transição de presidência do Montgolfiades. Mas faltam documentos. Marcamos rendez-vous para terça seguinte com o gerente.
17h39: de volta à garagem Formulille. Todo mundo motivado, cada vez mais empolgado à medida que os montes de pedaços de madeira começam a se parecer com um chassis. E todos nem um pouco a fim de fazer o relatório de Info pro dia seguinte. Eu não ligo, não faço essa matéria porque pude validar com a Introdução à Computação da Poli.
20h44: Serra, lima, prega, mede, serra, lima, prega, mede. Isso cansa! Imagina quando for pra soldar aço, pensamos nós! Acabamos metade do chassis. Está bom por hoje, afinal ainda precisamos fazer o relatório mesmo assim. Sessão de fotos, todos contentes com o resultado, todo mundo coube no carro! No entanto, prevemos a necessidade de uma boa regulagem da distância dos pedais e da inclinação do banco devido à diferença de alturas. Ai que fome!
21h17: de volta pra casa, hora de planejar as coisas pros próximos dias. Google Agenda, zilhões de reuniões. A próxima é no sábado, dia de limpar a sala do Montgolf, que não é arrumada faz uns... 2 anos. Tem suco de laranja fora da validade embaixo de tendas de 250m², jogos infantis dos anos 80 que deviam ser parte de um concurso pra crianças de alguma edição anterior, entre outros. Mandando e-mails, (não) falando com a mãe no skype e fazendo a janta ao mesmo tempo. O macarrão com nuggets ficou bom, pelo menos. Com azeite e tempero espanhol em pó.
22h40: de saco cheio desse dia, volto ao modo relax dos últimos 11 meses: vou ouvir musica, perder tempo no facebook, assistir vídeos no youtube, simplesmente não pensar em nada, ou começar a pensar demais.
23h37: Resolvi atualizar este blog.
00h51: poxa, demorei! Ainda bem que não tenho aula amanhã de manhã!
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Ch. 28: on travaille, on travaille...
Muita coisa acontecendo e pouco tempo pra escrever, essa é minha desculpa por não estar postando tão freqüentemente... Bom, onde eu estava mesmo?
Ah, sim, a semana de provas. É aquela coisa de sempre: acabo deixando tudo pra véspera, não estudo o tanto que poderia (ou melhor, deveria) e, passado o sufoco, fica a expectativa : deu pra passar? Dessa vez em especial foi matemática, que prova trágica! Bom, descobrirei a resposta em breve...
Nem dê tempo pra respirar: minutos depois de entregar a última prova da semana, peguei carona em um carro e fui direto pro Parc du Héron. Estavam começando as (os?) XXèmes Montgolfiades Centrale Lille. Um fim-de-semana maluco montando e desmontando stands, preparando mesas, limpando pratos, vigiando criancinhas, seguindo balões de carro por Lille, fazendo social com patrocinadores, e tudo isso dormindo das 2h às 4h da manhã.
No meio disso tudo, ainda deu tempo de voar sobre Villeneuve d'Ascq. Não tinha muito vento quando eu voei, teve inclusive uma hora em que o balão literalmente parou de se mexer quando estava em cima de um prédio, ou seja, não passei por muitas paisagens... Mas mesmo assim é uma experiência incrível! Você flutua na altura ideal: mais alto que um prédio, mas mais baixo e bem menos veloz que um avião, ou seja, um ponto de vista em que você vê além do horizonte ao mesmo tempo que você consegue enxergar as feições de curiosidade das pessoas que te acenam lá embaixo. Normalmente, esse passeio custa 170€, mas para nós foi de graça. Foi a recompensa após quase um ano de (não muito) trabalho.
Pouco trabalho nesse ano, porque ano que vem (desde agora, na verdade) as coisas só vão "piorar". Semana passada fui eleito presidente dessa associação, ou seja, virei o responsável pela organização dos (das?) XXIèmes Montgolfiades ano que vem. Que loucura! Acabei de aprender francês e já tenho que marcar reuniões com a prefeitura, pilotos, chorar dinheiro pra patrocinadores (o orçamento tá apertado ainda por cima!), dividir tarefas aos meus (por enquanto) 5 subordinados e garantir que todos os milhares de fatores envolvidos estejam corretos até o ano que vem! Ai ai, que abacaxi eu peguei!
Quase esqueci da historia do furgão sem carteira. Foi o seguinte: durante o evento, estávamos precisando do furgão do BDE (mais ou menos como o grêmio da escola), que estava em outro evento (Lille aux Echecs, tb organizado por alunos, mas no centro de Lille - e que teve bem menos público, diga-se de passagem =P), e eu era o único com carteira além do presidente e da tesoureira, que não podiam sair do local. "Deixa comigo", disse eu, nervoso com a chance de poder voltar a dirigir depois de mais de 10 meses sem pegar no volante. Fui até lá, peguei o furgão (que não é difícil de dirigir, apenas a noção de espaço tem que ser maior) e fui seguindo as placas até o parque. No meio do caminho, eu tive que passar por uma estrada, então, nada de anormal passar de 110km/h. Foi super tranqüilo, entreguei o furgão direitinho, etc. Só tinha esquecido o fato de verificar que estava com a minha carteira de motorista (com a qual eu jurava estar). Fato é que ela estava em casa, logo tinha dirigido sem carteira. Lição do dia: sempre verifique que você está com a carteira de motorista. Enfim, depois ainda dirigi um Twingo por alguns quilômetros (com carteira, dessa vez). Nossa, que saudades de dirigir!
De volta à rotina centraliana. To ficando mestre em transmissão de carro de tanto estudar pro projeto! Com certeza essa é a 'matéria' que eu mais estudei na Centrale, tirando Viagens I II e III. Me pergunte qualquer coisa sobre junta homocinética ou pontos turísticos de Budapest que eu devo saber responder! Além disso, peguei um projeto pessoal (mais uma das matérias 'pipo' daqui) cujo objetivo é melhorar o nível de informações entre as Centrales e seus parceiros mundiais, principalmente para os alunos = mais trabalho.
Pelo menos uma coisa boa é que estou achando as matérias que eu estou tendo agora mais legais, e me convenço cada vez que são os professores que fazem a diferença. Transferts thermiques é uma matéria meio bizarra, mas o professor é bem legal (pena q tem lição de casa... pra amanhã!), as aulas de Construction Mécanique estão mais praticas e os laboratórios de Science des Matériaux são bem interessantes e didaticamente muito bem organizados .
Bom, como deu pra ver, tenho muita coisa pra fazer, então vou parar por aqui hoje. Mas ainda falta contar a viagem aos castelos de la Loire, que foi no ultimo fim-de-semana, com direito a um jantar exclusivo no famoso castelo da 'Caras'! Como assim?!? Fotos em breve!
Tags: montgolfiades
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Ch.27: férias e calor
Vamos então ao resumo das ultimas semanas. Primeira parte: a viagem à Europa Central. Partimos eu, Aldo, Bruno e Eliana (prima do Bruno) de Bruxelas rumo a Praga!
Primeira experiência de avião low-cost: sem problemas, bem melhor do que eu esperava, só a pressurização da cabine que não funcionou direito e fiquei meio surdo por umas horas... A cidade é muito bonita, daquelas que você anda sem rumo pelo centro e acha um prédio/igreja/teatro bacana a cada esquina. Impressionante! Os preços, por outro lado, deixaram um pouco a desejar. Comida custava tão caro quanto na França (e pior, em "czech money" - até hoje não sei como é o nome da moeda deles - ou seja, acrescenta aí uma taxa de conversão), além do que tivemos um triste contratempo com o metrô.
Tudo começou quando queríamos comprar a passagem de trem para Bratislava e não conseguíamos chegar na estação de trem a pé, só de metrô ou carro. (detalhe importante: Praga, assim como as capitais por onde a gente passou, é uma cidade mais "urbana" que Paris, Roma, etc., quer dizer, pedestre não tem muita vez, os acessos pra pedestre são tão bons quanto em São Paulo...). Pegamos então o metrô por uma estação, descobrimos que era a estação errada mas deu pra comprar o bilhete mesmo assim e íamos voltar pro albergue.
Ora, já tínhamos dado tanto dinheiro pra esse metrô que não custava fazer 2 estações 'por conta da casa'. Sim, eu sei, isso é feio, errado e pagamos caro por isso. Ah, sim, importante dizer que aqui não tem catraca pra entrar no metrô, tem uma maquininha onde vc coloca o seu bilhete pra marcar o horário que vc vai usar. Logo, vai da sua vontade vc registrar o seu bilhete ou não. Só que vc está sempre sujeito a ser controlado, ou seja, aparecer um cara no metrô pra verificar se vc registrou o seu bilhete direitinho ou não.
Bom, deu pra entender o que aconteceu, né? Multa de 28 €. Ai. Pelo menos essa multa dava direito a andar livremente no metrô por aquele dia, então saímos pra dar uma volta, só de revolta mesmo, até o metrô fechar às 0h.
Tirando isso, o albergue era bem bom pelo preço dele e conhecemos pessoas bem legais, como uma japonesa que se demitiu do trabalho e tava viajando sozinha pela Europa por 6 semanas! Que loucura!
Próxima parada, Bratislava. Num posso dizer muito sobre a cidade porque ficamos muito pouco tempo por lá, mas ela era barata ("slovak money" rules!). Também não demos sorte com o tempo, choveu durante as 16horas que a gente ficou por lá.
De Viena ficou na memória as paisagens 'magnifiques', o albergue com chuveiro do lado do microondas, altos papos filosóficos sobre as injustiças do mundo e 2 espetáculos (uma ópera e um balé) por 2€ cada na ópera de Viena! Se perdemos dinheiro no metrô de Praga, os lugares em pé na ópera foram o melhor negocio da viagem! Assistir ao balé de Tchaikovski com direito à "Lago dos Cisnes" numa das óperas mais importantes do mundo foi mais uma daquelas experiências que eu nunca esperava ter na vida e que de repente apareceu e eu vivi! Nessa mesma ópera encontramos também a turma da Stephanie, do Anderson e do Eric de Lyon (vraiment désolé por não lembrar o nome de todo mundo nesse momento!), a alguns lugares de distância!
Tcho dar uma resumida que tá ficando longo: em seguida, Sopron, pequena cidade húngara na fronteira com a Austria, lar do nosso colega de centrale Marcell, pelo qual tenho que agradecer pela ótima recepção, visita pela cidade, historias, goulash, traubisoda e pelos muitos quitutes! Finalmente, Budapest! Cidade enorme, muito maior que as outras que a gente visitou! Dessa vez tenho que agradecer meu frère d'accueil Máté pelo tour pela cidade e por apresentar as comidas típicas da Hungria (turorudi e comida chinesa!!), sem esquecer do jantar num 'all you can eat AND drink' com direito a champagne, carne de tubarão e muitas outras coisas que eu nem sei o nome! Um último, mas não menos importante reencontro dessa viagem foi com o grande compatriota centralien Bernardo, no aeroporto, logo antes de partir de volta pra casa. Foi reconfortante saber que todos nós vemos que nossas écoles tem a mesma... média.
Bom, essa foi a viagem à Europa Central. Voltando à Lille, surpresa: estava ainda mais quente do que quando havíamos saído, cenário que não mudou até hoje! Agora, todo dia meu termômetro passa da escala (que vai até 52°C). Tudo bem que é porque o sol bate direto nele, mas mesmo assim é um calor não-desprezível! Pra aproveitar esse tempo, temos saído pra tomar um banho de sol, andar pelo parque que tem aqui perto, enfim, desfrutar da qualidade de vida francesa!
Por outro lado, a école não pára, ou seja, voltando da viagem, me restava apenas uma semana pra estudar pra 4 provas, entre elas as temidas Mathématiques. Ao mesmo tempo, estava chegando o Montgolfiades, o evento de balonismo no qual eu estava ajudando a preparar e que começava no fim de semana logo depois das provas. Foi uma semana tensa... Mas isso eu vou deixar pra contar num próximo post.
Tags: bratislava, budapest, praga, sopron, viena
terça-feira, 6 de maio de 2008
Ch. 26: preâmbulo do 27
Não foi por falta de assunto que não escrevo faz algum tempo, muito pelo contrário! As coisas andaram agitadas nessas últimas semanas. Como "essas últimas semanas" ainda não acabaram completamente, vou deixar pra registrar com mais detalhes essa retrospectiva num futuro próximo, sendo próximo um período maior ou igual a 3 dias e sem limite superior (ora, é a minha definição! - muito afetado por matemática). Em pauta:
- O aquecimento global: porque no norte da França, por definição, não faz mais de 30°C. Logo, algo está errado.
- A viagem à Europa Central: Praga, Bratislava, Viena, Sopron e Budapest. Encontros e desencontros, Bruno, Aldo, Eliana e talvez alguém na vida real...
- A primavera: pétalas róseas valsando pelo ar, coisas que você só vê em filme, ao vivo no campus Lille I.
- A trágica semana de provas e como eu devo sofrer no final do ano.
- O ar: tem sido um bom companheiro ultimamente. Me refrescou, me levou até Praga, me trouxe de volta de Budapest e só perdeu o fôlego uma vez, quando voei de balão sexta-feira passada.
- Les Montgolfiades Centrale Lille: como 13 estudantes conseguiram reunir mais de 30 mil pessoas e organizar o que se tornou o evento do ano na região? Como carregar mais de 2 toneladas de equipamento em 3 dias dormindo 2 horas por noite sem jantar? Como dar bronca em criança em francês? Como voltar a dirigir depois de 11 meses começando por um furgão, andando na rodovia a 110km/h e sem carteira de motorista?
Bom, voilà, cenas do próximo capítulo.
Tags: bratislava, budapest, montgolfiades, praga, provas, sopron, viena
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Ch. 25: remarque
Neste momento faz 32°C de acordo com o termômetro na minha janela. Estou me bronzeando.
Não é todo dia que isso acontece, principalmente quando à noite continua fazendo perto dos 5°C. Só por isso valeu o post.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Ch. vinte e... três e meio : troca de papéis
Aproveitando a numerologia sugestiva, gostaria de destacar um fato muito estranho dessas férias até agora: uma inversão de papéis. Durante as aulas, eu não fiz nada. Como se fossem férias. Nesses primeiros dias de férias, porém, dediquei mais tempo às atividades escolares do que na soma de todos os dias letivos desse ano.
Depois de umas 12 horas de trabalho, finalmente acabei meu relatório de estágio. 35 páginas, 6800 palavras coerentemente organizadas (eu espero, pelo menos) em francês. Que orgulho.
Mas ainda preciso fazer o relatório de projeto, tenho que escolher qual transmissão vamos colocar no nosso carro. Lá se vão mais uma dezena de páginas e algumas horas perdidas.
Quinta-feira, tenho reunião na école pra definir meu AP (atividade profissionalisante, devo fazer alguma coisa sobre estreitar as relações entre Escolas parceiras em programas de intercâmbio) e ainda preciso cuidar da sala do Montgolfiades, enquanto todo mundo viaja. Muita coisa pra fazer.
Mas ainda viajo essa semana. Pra n'importe où!
Era isso. Vou dar uma saída porque faz uns dois dias que não saio ao ar livre. Tá fazendo um solzinho gostoso esses dias. Até breve.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Ch. 23 : como andam as coisas
Queria escrever alguma coisa mais filosófica, profunda, como uma retrospectiva crítica de todos os eventos, impressões e detalhes desses nove meses e pouco da minha perdida vida francesa. Mas estou sem idéias, então vamos direto aos fatos, friamente organizados em lista. O que tem me ocupado nos últimos tempos:
- Meu projeto, intitulado Formulille. Continua sendo um projeto louco, 6 indivíduos sem pouca ou nenhuma experiência em concepção e fabricação de carros querendo tirar do nada um veículo de corrida seguro, resistente, econômico, e que faça de 0 a 100 em menos de 5 segundos. Acabamos de conseguir os tubos pro chassis, mas ainda falta arranjar motor, caixa de câmbio, diferencial, discos de embreagem, amortecedores, eixos cardã, triângulos de suspensão, tambores de freio, coluna de direção, rodas, pneus, assento e outros nomes que eu só sei em francês, além de patrocinadores, algo perto de 10 000 euros em fundos, e muito tempo pra calcular, usinar, moldar, soldar e fazer intermináveis relatórios! Vai ser 'quente', como diriam os franceses. Mas to adorando! Queria até me implicar mais mas... (explicação no final do post)
- 日本語です。毎週日本語を勉強しても、ぼくはだんだん悪くなっている。だから、自分にとても腹を立てる! The same thing with English. Unbearable!
- Explicar que eu não falo chinês para transeuntes me pedindo informações em línguas que eu não entendo. Foram 5 pessoas mês passado, entre elas inclusive uma mulher de feição, digamos, não-oriental (loira de olhos azuis). Nessa vez eu até fiquei confuso, pedi pra ela repetir porque achei que não tava entendendo nem mais francês.
- Les Montgolfiades. É a associação da escola que organiza um evento anual de balonismo. Não faço muita coisa, basicamente mando e-mails pra jornalistas e divulgo o evento em sites locais. Mas vai começar a ficar mais agitado porque o evento começa dia 2 de maio.
- Viagens. Viajar é legal, mas organizar uma viagem é chato e demorado. Falando em viajar, o ski miou pra mim, então devo ficar por aqui na semana que vem. Ou não.
- E as aulas, estudar pras provas depois das férias, fazer o relatório de estagio, se implicar mais no projeto, onde ficam no meio disso tudo, você pode estar se perguntando. Pois é, essa é a parte que ocupa a maior parte da minha semana centralienne. Não isso, mas exatamente o contrário. Nesses períodos, ou estou dormindo ou estou na net, ou assistindo uma série ou um filme, ou simplesmente contemplando a passagem do tempo. Lembra da preguiça do começo do ano? Está mais forte do que nunca. Para isso, tenho uma teoria: acho que estou inconscientemente testando meu limite de fazer o mínimo possível sem arriscar a minha aprovação nas matérias. Deve ser isso. Alors, Centrale Lille, defy me!
E é assim que as coisas andam por aqui.
Tags: aulas, centrale, chinois, formulille, inglês, japonês, lille, montgolfiades, vacances
sexta-feira, 14 de março de 2008
Ch. 22: carpe diem
É o que eu tenho a dizer. Interpretem do jeito que vocês acharem melhor.
Ah, sim, num sei se eu contei que eu fui pra Paris ver Lille-Lyon no Stade de France! O jogo foi bem fraquinho (o Lille perdeu ainda por cima), mas foi recorde de público! Teve fogos de artifício no final (souvenirs de Vichy...), foi bacana!
__________________________
Planos para as férias de abril:
1a. semana: Ski à Tignes.
2a. semana: Lille - Bruxelas - Praga - Bratislava - Viena - Sopron - Budapest - Bruxelas - Lille. Se tudo der certo com a presença do meu eterno irmão Máté!
Vamos ver onde estudar matemática se encaixa nessa história (prova logo depois do feriado)...
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Ch.21: pensamentos jogados e transcritos
A -------------------------
Bom, acabei que fiquei a semana inteira em casa mesmo. Não totalmente enclausurado. Eu mais os brasileiros (e ocasionalmente uns franceses) na mesma situação fizemos bouffes (=jantares) todos os dias pra bater um papo, assistir um filme (dica do dia: "Once"). Mesmo assim, passar quase o dia inteiro chez toi pensando que poderia estar viajando me entristece.
Então, hoje fomos eu, Bruno, Carla e Gustavo dar uma saída pra Liège, cantinho leste da Bélgica, meio espontânea, pra sair desses ares deprimentes de residência estudantil de férias...
Liège é muito bacana. Uma mistura feia e estranha de prédios de concreto velhos e casinhas de tijolos vivamente coloridas. Tipicamente belga. Mas os 'pontos turísticos' (catedrais, abadias, palácios, estátuas, monumentos, etc.), a nova gare super estilosa e a vista da cidade do alto da Montagne de Beurgen (com 371 degraus contados um a um!) são muito bonitas. Além disso, de acordo com o Bruno, lá é a terra dos gauf(f)res, uns waffles caseiros cobertos de chocolate ou outros sabores. Gostosos. Enfim, achei a cidade mais legal que Bruxelas.
B -------------------------
Como eu disse, uma semana faz você pensar muito. Demais. Não bom. Foi aí me dei conta que este período de férias que acaba foi o meu terceiro de apenas nove nos meus dois anos de Europa. E que hoje fazem 8 meses seguidos que estou em território europeu. E que estou há 6 semanas sem ter aula (mas tendo provas e estágio), então a volta às aulas vai ser muito estranha.
C -------------------------
Resolvi estabelecer (pela enésima vez na vida) metas para esse novo semestre que se inicia. São elas:
1. Estudar mais, mais regularmente e com antecedência (trauma do estágio: não quero virar operário!!)
2. Planejar férias pelo menos 1 mês antes d'elas acontecerem (trauma das vacances d'hiver: quero sair da rezzzz!!)
3. Devanear menos na Internet (implica diretamente na 1, 4 e 5)
4. Aprender varias línguas sem perder as antigas (só porque eu acho legal mesmo)
5. Dormir mais cedo (pra acordar a tempo de fazer o café da manhã)
6. Aprender a escrever com a mão esquerda (trauma de ambidestro)
Vamos ver se a coisa vai dessa vez.
D -------------------------
Cortei o cabelo. Estilo francês. Mas não ficou tão ruim.
E fiz onigiri! E deu certo! Que emoção! (confissões de um cozinheiro iniciante)
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Ch.20: E acabou o meu estagio!!
To pensando agora meio de cabeça, então posso ter esquecido algumas coisas no meio, mas no momento este é o meu saldo após 4 semanas:
- 1 sobretudo novo!! =D
- 1 solde de inverno = 1 calça, 2 sapatos e 2 camisas novas
- 158 horas na fábrica
- n calos nas mãos
- 2 cortes na mão esquerda (já cicatrizados)
- 1 bolha no indicador esquerdo (já estourada)
- perda parcial de sensibilidade nos 2 polegares
- participação na montagem de mais de 25000 boosters ("freios")
- 1 teste físico e psicológico por causa de 2 esteiras de peças que esvaziavam a cada 10 segundos e precisavam ser abastecidas... por mim!
- 10 curta-metragens assistidos no 30° Festival Internacional de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, sendo que 1 era excelente ("Silence des machines", eu acho que era o nome, anotem aí que um dia ele ganha algum prêmio), 1 era muito bom, uns 3 mais ou menos e o resto uma porcaria
- 1 encontro com meu velho frère d'accueil Raúl e seus amigos!!
- cabelos mais compridos e 1 indecisão sobre cortá-los
- 1 relatório de mais de 30 páginas e 1 apresentação sobre o estágio a fazer! aiaiai
- 2 morais da história: aprendi a valorizar de verdade o trabalho operário e preciso estudar pra não virar um!!
Saldo final: negativo, uma vez que as lições que eu aprendi eu já tinha entendido na primeira semana, as 3 semanas seguintes foram uma tortura sem valor agregado...
Fotos no Picasa.
E agora estou na minha semana de férias antes de voltar pras aulas. Sem planos no momento, mas com uma vontade tremenda de viajar!
Tags: booster, bosch, clermont-ferrand, estágio
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Ch.19: E começou o meu estágio !
E começou o meu estágio ! Estou trabalhando de segunda a quinta das 5h às 13h e sexta das 5h às 11h30 essa semana, e das 13h às 21h (seg-qui) e 11h30 às 18h (sexta) na semana que vem. Nas duas semanas seguintes devo trabalhar das 7h às 15h. Ou seja, 38h30 semanais e, “se tudo der certo”, nas palavras da moça do RH, com um pagamento no final. Espero! Não fosse o fato do mega Carrefour do lado da fábrica estar fechado todo o domingo, a carga horária de Lille e esse estágio aqui me fariam pensar que o país onde se trabalha 35h semanais e onde eu estou são lugares totalmente diferentes!
A fábrica em si é super legal: tem uma parte moderna que produz um freio ABS a cada 10 segundos, pronto pra ser montado no carro. Média de 14000 peças produzidas por dia, e quase tudo automatizado por braços mecânicos tipo KUKA com de dezenas de graus de liberdade, e apenas 6 operadores cuidam de toda essa produção. A parte de ABS, ESP e controle programável do freio corresponde a 75% da produção da fábrica. Ela é uma de cinco no mundo inteiro (Alemanha, Austrália, Japão e EUA) com capacidade tecnológica para fazer o modelo mais recente utilizado nos carros atualmente. Legal.
Os outros 25% da produção são de peças presentes no sistema de frenagem de qualquer veículo, tendo ele ou não ABS: são os boosters e cilindros de freio, responsáveis por amplificar o esforço feito pelo motorista no pedal para ser transmitido às rodas. Só que essas peças exigem muito menos tecnologia, são mais ‘rústicas’ e todo fabricante de peças consegue fazer. Adivinhem onde eu caí.
Sou responsável pela montagem da parte do diafragma do booster, traduzindo, juntar 5 peças em 10 etapas usando 2 tipos de prensa hidráulica. O trabalho em si não é muito pesado, mas é bem fordista. Depois do 230º conjunto que você monta, começa a cansar. E ainda faltam umas 4 horas pela frente...
Estou fazendo uma média de 1 montagem/minuto trabalhando como um robô, sem pensar no que estou fazendo, mas mesmo assim aparentemente isso é muito lento, porque parece que estou atrasando a produção.
Bom, depois eu continuo porque estou exausto e preciso acordar umas 3h30 amanhã pra chegar na hora. Fui!
sábado, 12 de janeiro de 2008
Ch.18: Preguiça
Preguiça é a palavra da vez. Desde quando eu voltei de férias, talvez até antes, está me batendo uma preguiça, mas daquelas fortes que te fazem hesitar em escovar os dentes, preparar o jantar e até dormir! Dormir!!! Pra ver como essa é das grandes...
Logo, preguiça de postar. Por isso me desculpo pela relativa inatividade por aqui e afora. Mas acho que daqui a pouco, com as provas chegando e a minha preguiça pra começar a estudar (essa sempre esteve por aqui), o desespero vai tocar a minha campainha e eu voltarei à minha programação normal. Pelo menos, assim espero...
Novidades? Bom, essa semana que chega é a minha segunda semana de provas aqui na Centrale, mas eu só faço 2 provas (graças àquela historia de validação de disciplinas), e ainda por cima de matérias que eu já tive no Brasil, Mecânica dos Sólidos e Termodinâmica. Tem jeito de deixar a preguiça mais forte? Só falta tirar minha consciência pesada dizendo que é obrigação minha fazer bonito nessas matérias, já que eu já as tive.
Depois disso, no domingo (20/01) parto pra Moulins, centro da França, pertinho da saudosa Vichy, pra fazer 4 semanas de baito na Bosch. Esse será o meu estágio de primeiro ano. Não sei exatamente o que eu vou fazer, mas provavelmente será algo similar a apertar parafuso.
Enquanto isso, fico aqui sonhando nas possíveis viagens que eu talvez possa fazer nos fins de semana quando, espero, eu esteja livre: Vichy/Cusset, pra visitar o CAVILAM e minha famille d'accueil; Lyon/Ecully, pra dar um olá pros meus queridos amigos da ECLyon e (finalmente!) entregar o DVD com as fotos de Vichy e do Toussaint pro Bernardo; Nantes, também pra dar um alô e conhecer a Centrale Nantes; Paris/Château-Malabry/Palaiseau, entrando de penetra na Centrale Paris e/ou Polytechnique e reencontrando velhos amigos; Bordeaux, só pra conhecer porque dizem que lá é muito bonito. Mas por enquanto estou apenas sonhando...
Ah, e agora acabei de vez de colocar as fotos "The Best Of" no Picasa. Inexplicável como cada nova viagem muda totalmente a minha cabeça! E como todo vez eu tenho vontade de morar numa cidade que eu visito, só pelo tempo suficiente de aprender a língua, conhecer as pessoas e entender os costumes do lugar! Acho que estou ficando viciado em viagens...
Tenho que ir que a preguiça chegou e já está me cutucando aqui. Ciao!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Ch.17: Ah, les vacances!
Não to com tempo no momento pra postar tudo o que aconteceu nos últimos 15 dias (e que dias!) mas, para matar um pouco a curiosidade, selecionei (dentre mais de 30GB) e postei algumas fotos e vídeos dos primeiríssimos dias de viagem, além das legendas de Londres! Confiram!
Tags: final de ano, fotos, londres
