Terça, 20/11:
Inicio das aulas de inglês, obrigatórias. Lição do dia: não fique 4 meses sem utilizar ou pelo menos revisar uma língua aprendida, senão pode jogar o seu CPE no lixo!
Quarta, 21/11:
N-ésima aula de japonês. Lição do dia: a mesma de ontem, ainda tarde demais.
Quinta, 22/11:
Dia de compras no supermercado: reabastecimento da geladeira, e, principalmente, de água, esgotada havia 3 dias!
Sexta, 23/11:
Dia de não ir nas primeiras aulas de Thermodynamique. E não, eu não validei essa matéria.
Sábado, 24/11:
Viagem-relâmpago à Brugge, Bélgica. Pra aliviar as mágoas de não poder ter ido ao Gala de Lyon, reencontrar todo o pessoal... Pelo menos a cidade era bacana. Fotos e mais detalhes aqui. Dia de assistir (finalmente!) Ratatouille na casa da Carlinha (filme bonitinho, aliás).
Domingo, 25/11:
Dia de faxina em casa e olhar pro teto (que está meio sujinho nos cantos, mas o que eu posso fazer?). Dia de pensar em estudar, por exemplo, inglês, e não o fazer.
Segunda, 26/11:
Dia de não ir nas aulas de Méca.Sol.... Eu também não validei essa matéria. Nota pessoal: tomar cuidado pra não ficar muito vagabundo! Falando nisso, dia da soirée de lançamento das campanhas dos BDAs (Bureau des Arts - associação estudantil que cuida de tudo relacionado a artes e cultura). Como eles são escolhidos por votação, aparecem uns vídeos de campanha bizarramente engraçados pra conquistar os eleitores!
Terça, 27/11:
Dia de Projeto, ou seja, a manhã inteira e parte da tarde livres para os grupos se reunirem e definirem as diretrizes para o avanço do projeto. Isso se traduz em reuniões com o diretor científico e o piloto, 2 professores responsáveis por ajudar no andamento do projeto, outros professores, jornalistas, técnicos, eventuais patrocinadores, etc. Além disso, começar a botar a idéia em pratica, aprendendo a mexer nos softwares necessarios (Catia, Abacus, etc.) para modelizar nosso carrinho de corrida.
Dia da segunda aula de inglês... Carambolas, por que eu não estudei no Domingo?!?
Ultima notícia: Primeira nota da Centrale: 14/20 de Economie Générale! ieeee! Como referência, a média geral foi 11,78 e a maior nota foi 17. Bom, o fato é que eu gostei da minha nota!
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Ch.13: Flash news da semana passada
Tags: bda, brugge, inglês, japonês, projeto, ratatouille, thermodynamique
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ch. 12: os altos e baixos de Amsterdam
Aqui na ECLille, os estrangeiros tem direito a validar até 3 matérias do primeiro ano, se a gente já as fez no pais de origem. Como engenheirando mecânico, todas as grandes matérias desse periodo (de agora até janeiro) eu já fiz no Brasil: Electricité Industrielle ( = trifásico, transformadores = PEA), MMC ( = MecSol com o Pesce), Méca.Sol. (que não é igual a MecSol e sim = MecA / MecB) e Termodynamique (que dispensa apresentações...). Dessas 4, validei as 2 primeiras, na minha opinião as mais chatas. A outra que eu validei é Informatique, que eu só terei depois do estagio de fevereiro. Alguns diriam então "Poxa, tá fácil o negocio, aí hein?". O problema é que, mais uma vez, como Mecanismos e PMR que eu tive aqui de novo, o jeito que eles dão o conteúdo é diferente, mais "matemático" e (acreditem, politécnicos) muito mais jogado que algumas matérias da Poli.
Enfim, aproveitando esse relativo tempo livre que eu terei até o Natal, ou seja, um tempo livre como o da Poli (umas 2 tardes livres, às vezes um pouco mais), tenho tempo agora pra contar minhas impressões sobre Amsterdam.
Partimos eu, metade dos brasileiros que estão em Lille, mais o time de vôlei da escola (porque originalmente a viagem era pra essa galera participar de um torneio), mais quase uma centena de franceses. Chegando na cidade, lá pelas 23h30 de sexta, a primeira impressão foi de que, mesmo a Holanda sendo um pais minúsculo, eles desperdiçam muito espaço. Na periferia da cidade, parece que construíram vários prédios novos, gigantescos, todos estilizados e super espaçados um do outro, parecendo a La Defense de Paris. Prédios comerciais moderníssimos vazios mas com todas as luzes acesas! Que desperdício!
Desperdiçando em energia elétrica, pelo menos eles economizam em combustíveis fosseis. A cidade é movida a bicicleta: tem uma enganchada num poste a cada 5 metros, e milhares sobre as pequenas pontes que atravessam os infinitos canais da cidade. À primeira vista, Amsterdam é uma cidade aconchegante (geladissima, mas aconchegante), romântica com sua arquitetura clássica, um castelinho no meio da praça, cisnes nadando sobre os canais e todos moradores se deslocando de bicicleta...
Pura ilusão. Bastou alguns minutos andando pela cidade pra encontrarmos muitos dos famosos "coffee shops" onde se vende maconha legalmente, o "Red Light District", onde as, digamos, mulheres de vida fácil se exibem atrás de portas e janelas (fotos proibidas?) além das diversas lojas de souvenirs com biscoitos de cannabis e objetos fálicos. Ou seja, Amsterdam é uma cidade muito maluca. O contraste pareceu mais forte ainda quando vimos no domingo diversas inocentes crianças fantasiadas pelas ruas esperando a chegada do Papai Noel... Que diferença!
Pulando pra parte cultural, fomos no Museu Van Gogh e na Casa do Rembrandt. O primeiro tem quase todas as obras do cara, o segundo não tem nenhuma, mas foi legal do mesmo jeito. Os dois são muito interessantes, deu pra aprender um pouco da historia da arte holandesa. A parte baixa da minha viagem foi saindo do Museu do Van Gogh, que foi quando eu perdi minha câmera... Bem que os panfletos pela cidade diziam: "Beware of pickpockets!". 200€ e 100 fotos insubstituíveis ficaram em Amsterdam. Pelo menos o ladrão esqueceu de roubar o carregador também. Haha. Bem-feito pra ele.
Como toda viagem, conhecemos o melhor da culinária local: Burger King, KFC, falafel e croquetes do Febo, um fast-food barato onde você pega o lanche em janelinhas, no mesmo método das maquinas de comida.
Minha impressão dos holandeses: pode ser que a gente os tenha pego num fim de semana ruim, mas a maioria me pareceu muito antipática. Outro problema são as próprias bicicletas. Fui quase atropelado e vi quase-atropelamentos varias vezes. Eles pedalam muito rápido! E o fato curioso é que todo mundo fala inglês, o que facilita bastante as coisas numa cidade em que todas as placas de rua tem palavras de no mínimo 11 letras!
Bom, acho que é isso. Se eu lembrar de mais coisas eu coloco no próximo post. Em resumo, Amsterdam é uma cidade bizarra ("o último refugio de liberdade", como dizia uma das inúmeras camisetas que vc encontra nas lojinhas de turista), mas que vale a pena conhecer. Dà pra visitar tudo em um dia, se vc não tiver torcido o tornozelo, né Portillo? =D
Até mais!
Tags: amsterdam, validações
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Ch. 11: constatações de outono
Direto da Résidence Léonard de Vinci de Villeneuve d'Ascq, à 0h do dia 16, os termômetros marcam, ou melhor, meu termômetro marca -1°C.
Fatos óbvios (e meio assustadores) comprovados experimentalmente nos últimos dias:
1) Cabelo cai proporcionalmente ao quanto ele cresce.
2) Agua congela à temperatura ambiente.
3) Cadeira com rodinhas é uma das melhores invenções do homem.
4) Minha geladeira serve pra esquentar comida.
5) Cadeira inclinável é uma das melhores invenções do homem.
6) Lille é mais quente que Lyon e Clermont-Ferrand (onde já nevou).
7) As folhas caem no outono. E há muitas folhas por árvore. Muitas.
8) Cadeira de rodinhas E inclinável é uma das melhores invenções do homem.
9) Eu durmo muito, mas sempre menos do que eu gostaria.
Amanhã vou pra Amsterdam, passar o fim-de semana. Vamos ver no que isso vai dar.
Até!
domingo, 11 de novembro de 2007
Chapitre 10: Toussaint - 2ème partie
Continuando...
Vejamos, onde eu estava? Ah, sim, saindo de Carcassonne pra chegar à noitinha em Marseille! E sermos muito bem recepcionados pelos marseillais do 1o. e 2o. ano! Valeu Paulo e Anderson pela hospedagem, Ailson, Cibele, Bituka, Crespo e Gustavo - certeza que eu esqueci alguém(ns), então um obrigado especial acompanhado de umas desculpas pra vcs! Marseille realmente é uma cidade diferente das outras da França. Longe ainda de ser qualquer São Paulo em termos de insegurança, mas das cidades que eu já visitei aqui é a que eu me senti menos "à vontade"...
Mais uma vez acordamos cedo no dia seguinte pra conhecer Avignon, cidade que foi sede da Igreja Católica durante o século XIV. Mais do que o Palais des Papes e a ponte que não atravessa o rio, o mais marcante dessa parte da viagem foi a partida de Avignon: entramos no trem quando as portas já tinham fechado e ele estava começando a andar! Tá certo que já aconteceram muitas aventuras emocionantes pra pegar ou sair do trem durante essa jornada, mas essa é impossível de ser batida! Agora ninguém mais poderá nos contradizer quando dissermos que já pegamos o trem andando! De volta à Marseille de tardezinha, fomos à praia (de pedra) descobrir que a probabilidade de acertar uma pedra no ar com outra pedra independe do tamanho das duas, e sim da distância máxima entre elas (de preferência menor que 1 metro, no nosso caso XD)! Ainda fomos conhecer a Centrale Marseille (que estava fechada) e o Château Gombert (casa do Alberto!), que não ousamos entrar tb...
Já era terça-feira e tínhamos uma pergunta: quantos engenheiros são necessários para colocar 5 pessoas e 8 malas e mochilões num porta-malas? Resposta: nenhum, se o carro não for um Polo! Enfim, muita logística depois, pegamos o pequeno carro pra fomos para Toulon, Hyères e St. Tropez. Muito congestionamento e praia de lama depois, chegamos à noite em Nice, só com tempo pra descansar pra conhecer dia seguinte...
...Cannes, Nice e Mônaco! Cannes não é grande coisa, só vimos o lugar onde acontece o festival, que por fora era feinho (não deu pra entrar) e ainda por cima conseguia cheirar a metrô lotado em pleno céu aberto! Não seja por isso, partimos pra Mônaco.
Essa sim vale a sua fama! Uma paisagem única: vários prédios com cara de superluxuosos encrustados e espremidos nos rochedos íngremes de face pro porto, onde estão estacionados incontáveis barcos e iates! Nessa primeira passagem, visitamos o Palacio, os jardins e a catedral de Mônaco. O momento adrenalina no dia foi a corrida pra pegar a troca de guardas do Palacio, que acontece sempre às 11:55. Pegamos meio na metade, mas foi super curta... E o momento feliz foi fazer o percurso do circuito (com algumas alterações devido ao sentido do tráfego) em 3 takes e em... 17 (ou era 7?) minutos!! é que tava um baita trânsito...
De volta à Nice, conhecemos o Mercado de Flores, a praia (ainda de pedra) e os muitos congestionamentos da cidade!! Só pra matar a saudade de São Paulo... hahaha
A noite, finalmente entramos no tão esperado Cassino de Monte Carlo! Eu achava que era maior... O movimento tava fraco no dia, mas vi um cara apostar 10000€ na roleta (e ele ainda ganhou!), o Lucas mostrando tendências ao vicio (cuidado, Lucas!!) e o Bernardo faturando 60€! Pas mal!
E assim, já estávamos na quinta-feira! Me despedi (na verdade não, mals!!) do Lucas e do Rafael, que voltaram pra Lyon, e fomos eu, Bernardo e Stephanie conhecer os famosos calanques de Marseille. Tava frio, nós e as malas nos molhamos e se sujamos de sal, mas desse passeio saíram as melhores fotos de paisagem da viagem. Não me canso de ver o pôr-do-sol da costa de Marseille como meu fundo de tela!
E chegamos ao ultimo dia de viagem. Depois de tomar um suco de laranja (fresquinho! = 4€) com crepe de café-da-manhã, demos um ultimo passeio pela Canebière, avenida principal de Marseille antes de nos separarmos na Gare Saint-Charles... Valeu Bernardo, Lucas, Rafael e Stephanie por essa viagem inesquecível! Mas isso é só um até logo! Aguardem que teremos mais!
Como comecei a viagem, voltei sozinho pra Lille. Como é estranho, depois de uma semana de viagem, totalmente desligado do cotidiano da école, pensar que eu estava voltando pra "casa", e estava voltando pra Lille. Por volta das 20h, foi a segunda vez que eu "cheguei" na Gare Lille Europe. A primeira foi quando eu tinha chegado em Lille pela primeira vez, o que por incrível que me parecesse, já faz mais de 2 meses. Naquela primeira vez eu estava perdido, curioso, totalmente inconsciente de como seria minha vida aqui pelos próximos 2 anos. Parece que quando eu estava aqui nesses primeiros meses, sempre dentro dessa rotina corrida, eu tinha esquecido de me fazer essa pergunta. De repente, acho que agora eu estou começando a entender. Que o Marcelo e a Batian descansem em paz.
sábado, 3 de novembro de 2007
Chapitre 9: Toussaint - 1ère partie
Menti. Perderei ainda mais umas horas em que eu deveria estar estudando pra relatar a incrível jornada desses últimos 8 dias pelo sul da França. Vai ser difícil bater essa viagem como a das mais lindas paisagens em tão curto espaço de tempo e região. Vou tentar dar uma resumida de tudo o q aconteceu.
Tudo começa na quinta-feira passada (25) em Lille, que é por onde começarão todas as minhas futuras viagens. Mas essa deu uma sensação especial porque foi a primeira vez que eu comecei totalmente sozinho a viagem, no caso, o trajeto de 3h de TGV até Lyon.
Para uma primeira viagem foi bem tranquilo, tirando o fato de o meu celular ter caído, soltado a bateria e eu ter esquecido o PIN pra fazê-lo ligar. Logo, acabei ficando incomunicável durante toda a viagem sem nem menos saber o telefone de ninguém na França. OK, talvez isso pudesse ter me causado problemas... (conselho do autor: tenham o numero de alguém que esta no mesmo pais que você anotado na carteira) Mas, como eu disse, foi tranquilo porque o Bernardo e o Rafael, os lyonnais* que vieram me buscar na estação me acharam a tempo. A noite ainda teve bouffe de feijoada, que eu esnobei e não comi, já que coincidentemente tinha acabado de saborear uma legitima brasileira antes de sair de Lille (valeu mãe do Gustavo!)
Segundo dia, Lyon. Enquanto os lyonnais (e os lillois e todos os estudantes da França menos eu =P) assistiam o ultimo dia de aula antes do feriado, aproveitei o dia conhecendo a antiga capital da Gália: o museu galo-romano e os respectivos anfiteatros, o museu de belas artes, a basílica de Notre Dame, a imitação da torre Eiffel, o Rhône, rio que corta a cidade, o parque, as praças, as avenidas principais e as inúmeras 'montées' (ladeiras), que tornaram a viagem um pouco cansativa...
Apesar do clima nublado que nem em Lille, Lyon justifica o titulo de cidade-patrimônio mundial. Só nesse dia andei mais de 9h quase sem parar, mas isso era só o começo...
Próxima parada, Toulouse! De Toulouse, ficaram a incrível visita da Airbus, vendo o gigantesco A380 ao vivo sendo fabricado e entrando no concorde que fez o ultimo vôo comercial supersônico, a grande praça do Capitólio, a bela vista da ponte à noite, o jantar de kebab e a hospitalidade de 2 politécnicos em intercâmbio que nos hospedaram pela noite (valeu Danilo e Gabriel!).
Em seguida veio Carcassonne. Cidade pequena que se atravessa em 30 minutos à pé, que não parecia grande coisa até descobrirmos, no fim de uma rua, a vista da cidade medieval, imponente ao alto, vislumbrando o rio, cintilante pelos raios do sol. Uma paisagem inacreditável, daquelas que por mais que as fotos fiquem boas, só estando lá pra sentir emoção parecida. Foi quase tudo perfeito, exceto pelo fato de ela estar no alto de uma colina (ou seja, subir com malas nas costas - e na frente - por muito tempo...).
Fim da parte I (putz, gastei escrevendo aqui todo o meu horário de economia que eu tinha planejado!!)
*lyonnais: aqueles que estudam na Centrale Lyon.
Tags: carcassonne, lyon, toulouse, toussaint
