Aproveitando que eu vou pro Brasil daqui a uma semana, fico só por uma semana, e ainda não sei bem como ocupar esse tempo, aceito sugestões nos comentários. Eventos, lugares, souvenirs, feedback me!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Voltas (parte final)
Bom, está na hora de acabar logo essa história...
Protagonistas: eu, Thiagão e Marcelo.
Kraków, no pique! Centro velho, praça central gigante, a catedral. Igual a quase toda cidade europeia que eu conheço, só que ao estilo polonês! Faz você pensar como a Europa tem diferenças tão brutais em arquitetura, língua e cultura num espaço de poucas centenas de quilômetros (bom, no caso de Lille, logo ali na cidade belga do lado), mas no fundo conserva o mesmo 'estilo' de cidade: centro velho, praça central gigante, catedral. Notas pra me relembrar: o hotel Orbis, mais chique (e velho) da viagem, o primeiro dia patinação no gelo e a dor de garganta do dia seguinte, um cara e um carro correndo atrás de outro com uma arma na mão no meio da praça principal.
Próxima parada: Warszawa. De todas as cidades europeias, é a que mais me lembra São Paulo, ou a imagem que eu tenho na cabeça da cidade do trânsito. Prédios modernos, grandes centros comerciais, mas sempre com um toque de pobreza (não é bem essa palavra, mas enfim) num canto pra lembrar que você está num país subdesenvolvido. Como o mega Stand Center de roupas na frente do prédio-símbolo da cidade, ou a estação de trem reformada por fora e decadente por dentro. Geograficamente Warszawa também é grande; andamos pra caramba e não conseguimos ver tudo. Inesquecíveis: comidas baratas, segundo dia de patinação no gelo (e dores nas pernas), restaurante tcheco na praça do reveillon com porções gigantescas e talvez com as bactérias que me fizeram passar mal em Berlin (ou foi o suco de laranja do café da manhã no trem).
Berlin! Quase 10 meses depois da última visita, lá estava eu de novo! Morrendo de frio como da última vez , mas agora com uma terrível intoxicação alimentar. A lembrar: o Hotel de France, a segunda vez que janto no Subway do Checkpoint Charlie, réveillon na frente da Brandenburg Tor na companhia de alemães aleatórios de Köln e Bremen (Janine e Jenny?) e o sofrimento de ir diversas vezes no banheiro químico, o primeiro dia de 2009 acordando às 13h, saindo do hotel às 15h ainda sem poder comer nada indo dormir cedo.
Estamos no dia 2 de janeiro, partindo às 7h de Berlin pra chegar às 13h em Kobenhavn, Dinamarca, com uma boa surpresa pelo caminho: o trem que entra na balsa. O funcionamento completo desse mecanismo ainda me é um mistério, mas é certamente muito interessante! 118m de trilhos atravessando um barco que por sua vez atravessa as terras picotadas da Dinamarca... A destacar o quarto de hotel minúsculo (e depois falam do Japão...), as lojas engraçadas com pé-direitos desnivelados em relação à rua, a inexistência de iluminação fora do centro à noite, o troféu 'Manneken Pis' da Dinamarca, a pequena sereia (também mal iluminada), a cidadela (escura)e o lago congelado (que não dava pra enxergar).
Chegamos à cidade final da minha viagem: Hannover. Não costuma estar nos guias das cidades mais turísticas da Europa (ou mesmo da Alemanha), mas é justamente uma daquelas cidades que parece legal você morar um dia, exceto pra garçonete que nos atendeu no jantar que não aguentava mais a cidade. Depois de dias em que todos nós passamos mal em algum momento algum dia, em Hannover estávamos todos melhor! (ok, eu ainda estava me recuperando...) Viva o Bratwurst! Destaque para o quarto do Suitehotel, opostamente ao de Kobenhavn, excessivamente grande, o grande Ratthaus, a igreja destruída com um sino de Hiroshima, o pioneirismo arquitetônico da cidade (opera, museu, um prédio do Gehry), e o alto índice de imigrantes concentrados num canto da cidade.
Domingo, dia 4, foi o dia de nos separarmos: Thiagão e Marcelo foram pra Amsterdam enquanto peguei um trem de volta pra Lille. Seria o fim dessa historia, não fosse por um controlador de trem belga afobado. Segunda, dia 5, 18h, estava eu saindo de casa pra aula de japonês quando me toca o telefone. Era o Thiagão, desesperado, vindo pra Lille Flandres, sem uma mala! Aconteceu que uma das bagagens dele ficou num trem que se dividiu quando vinha pra Lille, e o Thiagão estava num dos vagões que iam ficar e foi apressado a mudar de vagão por um controlador belga. Depois de uma meia hora sem encontrar um numero de achados e perdidos da Bélgica, o Thiagão alugou um carro e partimos em direção a Courtrai (Kortrijk), onde o trem se dividiu, na esperança de que a mala tenha ficado lá e não partido pra outro lugar na Bélgica! Viagem completamente maluca, mas que deu certo no final: achamos a mala, o Thiagão dormiu em casa achando que tinha perdido o avião, mas no final por causa de uma nevasca no CDG o voo tinha sido atrasado pro dia seguinte.
E esse foi o fim da minha última grande volta pela Europa. Acho que não terei mais uma oportunidade como essa tão cedo. Brasil, ski, Montgolfiades e estágio devem ocupar o tempo das minhas últimas férias europeias. Lembro de já ter disso isso em posts anteriores, mas lamento muito ter perdido 'à toa' algumas semanas de feriado que eu tive. Ainda preciso conhecer os países ibéricos, nórdicos, Grécia e Turquia. Quem sabe um dia.
P.S.: Mais uma vez provo o efeito [ter coisas pra fazer] diretamente proporcional à [fazer qualquer outra coisa que não preciso fazer]. São 2h30 da manhã, tenho aula com uma provinha amanhã, um relatório a entregar, um vídeo a filmar, um estágio a achar, além de literalmente mais de 50 e-mails pra responder e responsabilidades a cumprir que podem até me levar pra cadeia caso contrário, mas estou aqui eu, escrevendo neste blog e pouco a fim de trabalhar...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Voltas (parte 2) + bola de neve
Aaiaiai, eu sei que estou super atrasado aqui, provavelmente esqueci coisas que poderia ter colocado aqui antes de me esquecer, mas os últimos dias (ou semanas) tem sido MUITO cheios e não consigo me organizar direito. É a tal da bola de neve.
Falando em neve, nevou forte hoje de manhã. Pra mim, um motivo a mais pra não ir na aula...
Enfim, voltando à nossa história, mas sendo obrigado a resumi-la drasticamente, visto que não vou ter tempo de contar tudo porque ainda tenho umas coisas pra fazer aqui...
Se eu esquecer de alguma coisa muito importante, eu coloco depois.
25 de dezembro de 2008: Natal em Dublin. Não fizemos nada de especial, tava tudo fechado. Conhecemos uns bairros (o dos bares, o da St.Paul's Cathedral) e umas estátuas de bronze engraçadas. Pobre vaquinha! Foi também o dia do jantar de 11 pacotes de miojo de sabores diferentes.
Dia 26 estávamos meio cansados de ficar em Dublin e decidimos meio à la Allison (leia-se em cima da hora e com emoção) pegar todas as coisas do albergue e pegar um ônibus pra Belfast e voltar direto pro aeroporto de Dublin no fim da tarde pra pegar o avião pra Edinburgh (essa frase ficou grande e confusa, né?). No começo um cara que encontramos no ônibus nos disse que Belfast era super religiosa e estaria tudo fechado, o que derrubou a gente, já que era um dos motivos pelos quais estávamos saindo de Dublin. E a visão inicial da estação de ônibus na saída de Belfast parecia que ele tinha razão. Ainda bem que não! Belfast é uma cidade bem animada, com uma arquitetura ligeiramente diferente da Irlanda, mais moderna e ao mesmo tempo pequena e acolhedora. Está na minha lista de cidades pra morar.
Pegamos o avião à noite e chegamos de noitinha em Edinburgh, cidade mais alta que eu visitei até hoje (a 55 graus, ganha de Glasgow por 5' de latitude). Fiquei pouco tempo, mas também gostei bastante. Mas não sinto tanto como uma cidade pra morar como Belfast, e sim pra visitar. Destaque para o albergue louco com papel de parede do Totoro, o quarto com 36 camas, meu recorde, a paisagem, os castelinhos e as coisas muito baratas graças à libra desvalorizada!
Não perca a conta, ainda estamos no dia 27 e estou saindo às 15h de Edinburgh à Glasgow. Glasgow é uma cidade com muito mais cara de cidade grande. Agora pra mim isso não é um elogio. Paredes pichadas, ruas com bares velhos e gente estranha, muito mendigo e gente pouco educada. Mas a cidade tem um certo charme à noite (eram umas 16h30 quando cheguei e já estava escuro). A lembrar: o longínquo e minúsculo aeroporto de Glasgow Prestwick, onde passei a noite dormindo no banco e onde comprei um livro que ficou apenas umas 8 horas na minha mão (esqueci ele depois no avião).
6h20 estava em Prestwick e 10h10 estava em Wroclaw, Polônia. Quantas pessoas no mundo podem dizer que fizeram essa viagem? Enfim, foi nesse dia que ocorreu o único erro de planejamento da viagem. De Wroclaw a Auschwitz foram 3h30 de trem, o que fez com que eu chegasse tarde demais pra ver os campos de concentração que já estavam fechados porque começa a escurecer às 15h na Polônia. Ainda por cima estava chovendo... Peguei então o trem pra Kraków para encontrar um velho e um novo amigo...
Thiagão, te deixo contar o resto.
P.S.: antes que me esqueça, coisas interessantes que aconteceram por aqui depois dessa viagem maluca de Natal/Ano Novo (a qual eu vou acabar de contar numa terceira parte): semana de provas, também conhecida como os dias mais tranqüilos de Janeiro (2 temporadas inteiras de My Name Is Earl), soirée pós-provas, soirée mexicaine, visita do Daniboy, nivers da Ana Laura (07), Gustavo (10), além logicamente do meu (31), com direito a show do Oasis em Lille na véspera, despedida de um lillois pro Rio, visita de parisienses e cearenses e a estadia do meu cearense preferido aqui em casa! Voilà!
P.S. 2: recomprei o livro que tinha perdido no avião da Ryanair. Aos curiosos, ele se chama The Economic Naturalist - Why Economics Explains Almost Everything, Robert H. Frank.
