Ano Novo, de volta à mesma école. Ano Novo, vontade de mudar, fazer coisas novas, pensar porque continuar com as velhas, rever metas. Tênis, roupas, músicas, blog. Decidi a partir de agora tentar escrever apenas coisas, eventos dos quais eu gostaria de lembrar. Tenho uma péssima memória pra eventos. Do tipo:
Pessoa: - Você lembra daquela vez quando ...[resgate de memória X] ?
Eu: - Ahn... não...
Pessoa: - Como não? Quando Fulano de Tal ...[ação engraçada e/ou bizarra realizada por Fulano].
Eu (em mais de 50% das vezes): - Hum... ainda não...
Mas afinal é o que eu venho tentando fazer desde o começo. Uma coisa que ajuda bastante são fotos. Logo, pretendo tirar mais fotos do que nunca em 2009. Assim vou ter material a beça pra ficar vendo quando eu ficar velhinho. Haha.
Bom, dito isso, vamos aos acontecimentos dos últimos tempos:
- Viajei. Pra quase todas as cidades que eu tinha planejado, algumas a mais. Considero ticadas 16 cidades e 6 países, em especial a Alemanha. Calculei uns 7100 km no Google Earth. Como referência, o raio médio da Terra é de 6371km. Viajei.
Primeiro pra Köln com Biato, Diguinho, Sonnino e Guilherme, irmão do Biato (ele é Biato tb, mas enfim). Gostei bastante da cidade, gostosa de andar pelas grandes e pequenas ruas, marchés de Nöel por todo lugar e, claro, a catedral gigante na saída da gare.
Próximo destino: Düsseldorf. Menos 'bonitinha' em relação à Köln, mas mais cidade de morar em bairros tranquilos e trabalhar em prédios grandes e modernos do lado da sua casa. Como cheguei no fim da tarde, já estava escuro, e não tinha um mapa (gosto de andar assim mesmo por uma cidade nova - e segura - como a maioria das cidades daqui). Uma hora estava andando no escuro total numa parte residencial (confesso que o instinto paulistano deu umas cutucadas em alguns momentos, até eu ver uma velhinha andando na mesma rua). A destacar: a promenade cheia de lojas, o computador com internet instalado num daqueles painéis que ficam no meio da calçada, a torre-restaurante e umas casinhas do Frank Gehry.
Em seguida, Frankfurt, a cidade mais São Paulo que eu encontrei na Alemanha. Mega prédios modernos (os mais altos da Europa, fora a Rússia), centro financeiro da Europa (BCE, Bolsa de Frankfurt) ao lado de bêbados, drogados e sex shops na frente da gare. Apesar de ser super seguro, não me senti muito bem lá. Quero ver quando voltar pra São Paulo...
Mesmo dia, uma passadinha em Darmstadt, uma cidade claramente universitária. Foi onde mais ouvi português na Alemanha, e olha que eu só fiquei umas 3 horinhas lá. O centro é pequeno mas muito simpático. Pena que a gare era longe pacas.
No dia seguinte, fui pra Stuttgart. De uma certa maneira me lembrou Düsseldorf. a cidade não é muito turística por natureza, mas tem uma rua principal de comércio bem longa e prédios bem sóbrios. Parece um lugar legal pra morar, pratico, pelo menos. O marché de Nöel mais enfeitado que eu vi foi lá.
Encontrei Tainá, Liba e Steil à tarde e fomos pra Ludwigsburg, uma cidade a 10 minutos de Stuttgart que conservou todo o estilo clássico de séculos atrás. Fizemos uma visita no castelo com um guia alemão traduzido improvisadamente em inglês por outro simpático alemão que estudou nos EUA e estava viajando com a namorada jamaicana! O castelo é uma espécie de Versailles alemã, gigantesco, e o guia tinha muitas histórias pra contar e deixava encostar em tudo, tirar foto com flash, etc. Lição aprendida: chineses aprendem alemão mais fácil que francês.
Na volta pra Frankfurt ainda passei por Heidelberg, outra cidade onde o centro fica a uns 3km da estação. Bonita pra ver, não parece tão animada pra morar. Destaque para o mega castelo no topo na montanha. Pena que as fotos não ficaram tão boas quanto parecia na realidade.
Dia 24/12/2008, acordei 5h da manhã pra pegar um ônibus de 2h pro aeroporto de Frankfurt-Hahn da Ryanair. Fui enganado pela Ryanair. Mais lições para o futuro: aviões voam com forte neblina, pegar cadeira da fileira da saída de emergência. Cheguei em Dublin perto do meio-dia e na minha primeira hora na terra dos duendes já tinha ouvido 9 pessoas falar português. No aeroporto, no ônibus e no caminho até o albergue. Dublin é a cidade com mais brasileiros na Europa, sem a menor dúvida. E foi a cidade dos encontros também. Foi onde encontrei mais gente que eu conhecia: Mateus, Jéf, Macho e a 'primeira-dama', Ezequiel, Bruna e uma galera da Unicamp, além de Aline, Anderson, Bolota e Andre de Marseille que coincidentemente estavam no mesmo albergue. Falando em albergue, não comentei sobre onde eu fiquei antes justamente porque eram muito bons, sem o que reclamar (tirando talvez os chuveiros coletivos alemães que eu encontrei em Düsseldorf e Frankfurt, muito estranhos). O quarto onde eu fiquei em Dublin tinha capacidade pra 20 pessoas. O banheiro (compartilhado prumas 200 pessoas imagino) era meio nojento. E tinha um cara que reclamava de tudo e tinha tiques assustadores, carinhosamente apelidado de Brown's, o nome do albergue. Mas de resto o ambiente era legal, caras que tocam violão por dinheiro na rua ensaiando no hall, nós fazendo 11 pacotes de miojo (de sabores diferentes, mas principalmente frango) pra 9 pessoas numa panela gigante. Experiência interessante. No fim, passei o Natal com Mateus, Jéf, Macho e primeira-dama no albergue onde eles estavam, mais 'normal'. Pizza, nuggets, torta de salmão(?) e bolo foram a nossa ceia. Feliz Natal a todos!
Fim da parte 1
sábado, 10 de janeiro de 2009
Voltas (parte 1)
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