Cheguei. De vez.
Isso significa que às 7h24 do dia 13/12/2009, horário de Brasília, teve fim meu curto longo período perdido na Europa (e no Japão, e até no Azerbaijão), e com isso o propósito da criação deste blog.
Se depender do Google, isto aqui vai ficar no ar por muitos anos, até eu voltar um dia pra cá e dar muitas risadas.
Estou pensando em abrir um novo blog em francês/inglês pra dar notícias aos que ficaram do lado de lá do atlântico. Agora preciso dar satisfações pra eles também. Veremos se dá certo.
Mas, por enquanto, é só.
Talvez.
Até.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
The End (beta)
Tags: fim
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Baku, IJSO 2009
Ô viagem maluca!
Difícil resumir uma viagem de 10 dias num país totalmente incógnito para 99% das pessoas do mundo! Bom, talvez não tanto.
Dia sim, dia não, ficávamos trancados num hotel no centro de Baku, capital do Azerbaijão, discutindo e traduzindo do inglês pro português provas... de biologia! Obrigado, Google, pela sabedoria sobre os trofoblastos. Uma rotina de trabalho das 9h às 3h do dia seguinte.
Nos dias de folgas, pequenos tours ao redor de Baku e muitas coisas aprendidas sobre o Azerbaijão, como por exemplo:
- O Azerbaijão vive de gás petróleo, o próprio nome do país pode ser traduzido com a "terra do fogo", já que desde o século I existem relatos de fogo "saindo" pelas montanhas, devido ao gás que sai lentamente da terra.
- Foi lá que o primeiro poço de excavação de petróleo do mundo foi perfurado, no fim do século 19. Houve uma época em que o Azerbaijão era o maior produtor de petróleo do mundo, produzindo o dobro dos EUA.
- Enquanto a maioria da população é muçulmana, é um país de grande tolerância religiosa. É um dos únicos lugares no mundo onde não-praticantes podem entrar e tirar fotos de dentro de mesquitas.
- Baku é uma cidade em plena reconstrução: antigos e cinzentos prédios soviéticos estão dando lugar a mega arranha-céus, shoppings e parques que não perdem para as melhores cidades européias. Porém, os poços de petróleo e a poeira por todo lugar não dão uma boa impressão em termos de limpeza urbana... todos os carros (excetos os lavados ontem) tem uma faixa de terra ao longo da carroceria até a altura do pneu.
- Como muitos países petrolíferos, vê-se uma enorme diferença social, refletida nos modelos dos carros: tem mais BMW e Mercedes que na Alemanha, e são todas SUVs. Ao mesmo tempo, 50% dos carros são Lada. Porém, durante esses 10 dias, não percebi nenhum caso de violência ou mendigos na rua. Só mesmo o fato de eu ter perdido meu celular e pen drive lá...
- Os irmãos Nobel (os suecos do prêmio) viveram boa parte da vida lá e se enriqueceram com o dinheiro do petróleo azeri. Diz-se que 30% do dinheiro entregue todos os anos aos premiados vem do petróleo do Azerbaijão.
- O povo é super receptivo, apesar de muito poucos falarem inglês. Descobri que se você sabe alguma coisa de turco, você consegue se virar em quase todos os "ão" daquela região! Até no noroeste da China! Herança do império turco-otomano.
Somas-se tudo isso às diversas pessoas de uns 50 países que estavam lá. É bem legal conhecer gente de culturas diferentes! O único revés é que eu tinha que explicar a cada um que eu encontrava que eu era brasileiro.
Um diálogo típico: "...É sério, é que meus avós eram japoneses... dos dois lados da família... mas existem muitos descendentes de japoneses no Brasil (1,5mi)...". E depois pra explicar que Allison não é nome de mulher no Brasil...
Boas lembranças do Azerbaijão. Quero voltar pra lá algum dia...
Next (and last) stop: 21h30 em Paris antes de voltar à São Paulo!
Tags: azerbaijão, baku, ijso
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Vésperas
Sempre vivi em vésperas. Estudar em véspera das provas, acordar na véspera do último ônibus, ir no supermercado na véspera da geladeira vazia. Entre vésperas, só faço coisa inútil. Preciso de vésperas pra me sentir útil.
Eis que chegam várias vésperas: continuação ou não do estágio, conta do banco, saída da residência, IJSO, Brasil.
Eis algumas possíveis datas até agora:
26/11 18:00 - Entregar site
28/11 14:58 - Paris Nord-Lille Flandres
29/11 15:00 - Lille Flandres-Paris Nord
01/12 10:15 - Saída da residência
01/12 17:00 - Saída da GE
01/12 23:00 - Paris CDG-Baku
11/12 19:00 - Baku-Paris CDG
11/12 21:33 - Paris CDG-Lille
12/12 13:24 - Lille-Paris Nord
12/12 19:20 - Paris Orly-Madrid
13/12 00:05 - Madrid-São Paulo
14/12 06:00 - Estágio na GE em São Paulo???
Cruzando os dedos para que o transporte público francês não me deixe na mão!
Este deverá ser meu último post em algum tempo, provavelmente até a volta ao Brasil. Não sei se vou ter tempo de dar notícias do Azerbaijão por aqui. Veremos.
Vai ser meio triste se esse for meu último post europeu... tão sem graça...
domingo, 8 de novembro de 2009
Hello Hurricane
A seguir, meus planos de viagem até dezembro:
- 21-22/11: Vichy/Cusset
- 01-11/12: Baku
- 13/12~: São Paulo
Vejamos se dá certo.
domingo, 25 de outubro de 2009
Dao of St. Paul
Nunca fui bom em tomar decisões.
Não no sentido de que só tomo decisões erradas, mas que muitas vezes passo muito tempo ponderando os fatores pra fazer uma escolha que pode ser muito simples. Por exemplo, no momento em que eu me formulo a seguinte pergunta: "Vou ao supermercado hoje?", surge uma balança dentro da minha cabeça, cheia de argumentos pendurados. De um lado, "tô a fim de comer carne", "aproveito e dou uma caminhada". Do outro, "tá frio hoje, talvez melhor amanhã", "não tenho tanta coisa pra comprar", entre outros. Até aí, tudo bem. Meu problema é que cada argumento tem um peso relativo e muitas vezes inconscientemente acabo fazendo com que a combinação desses pesos é tal que a balança fica perfeitamente equilibrada. As decisões mais rotineiras se tornam um martírio.
Vai ver é por isso que gosto tanto de viagens out of the blue.
Enfim, tudo isso pra dizer que não sei quando eu volto.
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Novidades de meio-fim de outubro: fomos eu, Anderson, Ni e Carlinha para Giverny, a casa do Monet. Manhã de domingo fria e neblinosa, cheia de flores caídas pelo outono. Enfim, um ambiente não muito ideal pra visitar um jardim, mas curiosamente foi um passeio bem divertido! Tudo bem que o tempo ficou maravilhoso quando estávamos esperando o ônibus pra voltar... Pra completar o dia, um Hippopotamus básico e um passeio pelo 16ème arrondissement, o bairro chic de Paris, com participação especial de Jaka e Bernardo! Domingo proveitoso!
Pra fechar as boas novas, finalmente tenho um celular que funciona!!! Aliás, por pouco a ausência de ceular não me prejudica!
Na GE, tudo vai bem, estamos agora exatamente na mesma fase do projeto na qual eu peguei 4 meses e meio atrás. A segunda vez é um pouco mais fácil. Agora consigo tirar umas pausas e sair antes das 19h!
Porém, workaholic que sou, aceitei pegar um trabalho extra de desenvolvimento de um site pessoal. Viva o trabalho aos sábados! =)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Pela memória
Depois de um mês e meio sem escrever, não me parecia mais útil continuar atualizando isso aqui. Estava num loop infinito de procrastinação.
Enfim, buguei. Ou melhor, resetei.
Por que eu criei um blog? Pra mandar noticias? Soltar minha veia pseudo-literária? Talvez. Porém, hoje, meu objetivo postando nesse blog é um só: guardar memórias.
Já disse e me repito pra não me esquecer, tenho uma memória péssima para momentos. Por isso, nesses ultimos 2 e poucos anos, tirei muitas fotos. Fotos guardam momentos. Mas fotos não guardam como eu me sentia durante o estagio do primeiro ano, ou quando o Montgolfiades acabou. Para isso, tenho esse espaço, e por isso decidi continuar a usá-lo.
Por que público? Afinal, um blog é basicamente um diário sem chave. Público pra não se perder tão fácil com o tempo. Pra deixar restinhos nas cabeças das outras pessoas, pra me lembrarem depois. Além do mais, do jeito que o Google domina o mundo (e acumula informações), esse site nunca vai sair do ar. Assim como ainda não saiu aquele meu site da 6a. série! Quem diria que há 10 anos atrás eu tinha feito um site!
Momento nostagia de lado, vamos aos fatos:
- Entregamos o programa! Mais de 300 usuários representando mais de 100 países! Ok, é meio difícil comparar a África e seus 53 países com a Rússia, mas ainda sim é muita gente e muito dinheiro envolvido! A instalação foi um sucesso (até que achem os primeiros bugs, hehehe). Essa semana foi bem mais tranquila pra mim, até porque fiquei levemente doente, e pra não arriscar um possível contágio aos meus colegas, trabalhei a semana inteira em casa. Viva a conexão remota! Sinceramente, do jeito que eu não acho estágio na GE no Brasil daqui, quem sabe eu não possa trabalhar como empregado remoto da GE Healthcare Europe diretamente de casa em São Paulo! Quem sabe...
Bom, o trabalho foi basicamente minha vida nesses ultimos 45 dias, então não tenho muito mais pra relatar... só coisas ruins:
- não tenho um telefone "móvel" há mais de dois meses (sim, é possível!), comprei um Nokia novo por 250 euros que não carrega, levei pro serviço pós-venda da Fnac, só vão consertar daqui a 3 semanas e o cara ainda disse que dependendo do problema eu posso ter que pagar a mais!! Lamentabilíssimo...
- Não recebo ajuda moradia do governo por incompetência francesa. Isso se traduz pra mim em uns 1000 euros de prejuízo.
- Não perca a conta... ainda não fui reembolsado pelo carro não recebido pra viagem do 14 de julho! 150 euros faltando no bolso...
- Hoje venceu meu visto. A partir de amanhã, até o dia 6 de novembro, trabalho ilegalemente. Resumindo, VDM.
Depois disso tudo, só uma coisa me consola.
Pela memória!
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P.S.: Banda do dia: Passion Pit. Passei do new-metal ao pop eletrônico. Sinal dos tempos...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
31 de agosto
Semanas intensíssimas no trabalho. Reuniões, planilhas pra atualizar, atrasos, pressão dos usuários. Devo ter trabalhado mais de 60 horas semana passada...
Consequência disso, não tenho muito o que falar dos últimos dias: trabalho, comer, dormir. Sem tempo de ir no banco (sem cartão há mais de um mês) nem na loja de celular (a bateria do meu celular agora não dura 2 horas no stand by!!!).
Porém, num instante de revolta com essa vida, resolvi finalmente comprar um monitor pra assistir TV (pela qual pago há 2 meses sem nunca ter usado). Um senhor monitor: 22", HDMI (F1 em HDTV é outra coisa!) e VGA (pra estender o desktop), imagem tão clara e nítida que chega a doer a vista.
A outra compra foi um desastre frustrante: um MP3 Player de 4GB da famosissima marca MP Man. Uma porcaria de 40€ que nem liga. E reclamar na Fnac, só semana que vem, porque eu estou no trabalho durante todo o horário comercial (10h às 20h)...
Bom, tcho voltar a aprender francês com a alta cultura das perguntas do Show do Milhão francês. A plus!
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Tags
Fim-de-semana, despedidas, Diguinho, Ana, Brasil, Agosto.
Aperitivos, champagne, jantar, La Coupoule, Francês, Centrale, Mlle Catsiapis.
Piquenique, Champ de Mars, gelateria, rue Montorgueil, promenade, Jardin des Halles, Châtelet, Paris, Versailles.
Siebel 8.0, Data Migration, Test Plan Lead, Quality Center, Admin Workbook, FCCC, UCM, BRK, STG, TM, OQs, PQs, GE, Deployment.
Ursa Major, Hello Hurricane.
Round-the-World?
Tags: Agosto, brasil, Deployment, despedidas, GE, La Coupoule, Mlle Catsiapis, paris, Round-the-World, versailles
terça-feira, 11 de agosto de 2009
About me
Na falta do que escrever, mas ao mesmo tempo buscando manter a audiência (haha) deste blog, seguem algumas recentes (re)descobertas minhas sobre mim mesmo:
- Não sou materialista, apenas tenho o essencial, mas também gosto de coisas práticas. Por exemplo, atualmente tenho um só prato e uma só panela em casa ao lado do meu fone de ouvido sem fio.
- Tenho uma péssima, mas terrível mesmo, memória para eventos e livros que li. Juro que eu li O Guia do Mochileiro das Galaxias e O Monge e o Executivo inteiros, mas só lembro do primeiro capitulo.
- Não sou nem um cara de praia, nem de montanha. Nem de fazenda.
- Só compro suco de uva e maçã ultimamente.
- Tenho uma preguiça anormal pra estender a roupa depois de secar. Não, a roupa amarrotada não é uma tentativa de fazer moda.
- Odeio profundamente meu celular atual, o LG Viewty. Desde a semana passada, a bateria não dura um dia inteiro, sem eu fazer nada! Não tente me ligar entre o começo da tarde e à noite, estarei sem bateria.
- Voltei à fase de ouvir pop rock famoso mas nem tanto. Ouvindo muito Third Eye Blind.
- Sou um imitador nato.
- Ando dormindo tarde, não sei o porquê.
- Sonho ganhar a vida viajando o mundo.
- Sonho ficar fluente em pelo menos mais uma língua.
- Pior prato do mês: pizza vegetariana (o que me deu na cabeça?) no restaurante da GE; melhor prato: sushi com espetos diversos num restaurante japonês (administrado por chineses) perto do Jardin de Luxembourg.
- Ouvindo meu primeiro audiobook da vida, Blink. Provavelmente não é o primeiro, mas como eu não lembro dos outros...
- Viciado em Internet e séries. Carente por boas séries de comédia.
- Roupa mais cara do guarda roupa: a primeira que eu comprei na França, em Vichy. Um casaco de 80 euros. O paletó da C&A e o sobretudo na promoção foram mais baratos.
- Pra me fazer dormir, bote-me num trem.
Vou tentar achar uma coisa mais útil pra escrever depois.
domingo, 2 de agosto de 2009
Test (bonus)
Question: Est-ce que je dois essayer d'écrire en Français aussi ?
Question: Should I start posting in English as well?
質問: 日本語でもポストを書いてみてもいいですか。 でも、それはちょっと難しいと思うね。。。
Não é pra me achar nem nada, apenas quero saber se seria melhor pra algumas pessoas...
90% brasileiro
O tempo passa rápido!
Nem pareceu, mas já se foram 8 semanas, quase 2 meses de estágio na GE. Aprendendo coisas totalmente novas pra mim, do tipo verificar os scripts e aprovar os testes de cenários de uso da plataforma. Curso intensivo de SQL e Quality Center.
Além disso, continuo co-coordenando o projeto: tenho que organizar 2 reuniões por semana e apresentar meu avanço toda semana na reunião geral do programa. Claro que não conseguiria fazer nada disso sozinho. A equipe com quem eu trabalho é super prestativa! Acho que já disse isso em algum momento antes, mas repito: acho que não podia ter encontrado estágio melhor! :)
Não é em toda empresa que você só conhece o seu chefe pessoalmente 6 semanas depois de trabalhar com ele. Houve um encontro de uma parte da equipe de projeto (que está espalhada pelo mundo todo; Índia, Hungria, Inglaterra, China, Singapura, etc.) duas semanas atrás e meu chefe veio pra França. Super inteligente e gente boa, pena que não deu muito tempo pra batermos um papo, muito trabalho durante essa semana.
Também acredito que poucas empresas organizam churrasco, boliche e jantares tanto quanto a GE, ou pelo menos o meu departamento. Nunca comi tanto em restaurantes na França! =) O único problema é que tudo acaba perto da meia-noite, só o tempo de voltar pra casa e dormir pouco antes de voltar ao trabalho no dia seguinte! Hoje foi a primeira vez em algumas semanas que consegui dormir mais de 5-6 horas e botar a casa em ordem.
Ok, ok, poderia aproveitar mais os fins-de-semana pra descansar, mas em minha defesa, sempre tem algum evento imperdível, como a chegada do Nakão em Paris antes de voltar pro Brasil, um passeio pra Disneyland com o Kamisaki (viva montanhas-russas!), etc. Aliás, a falta de espaço no Picasa 2 me obrigou a criar uma terceira conta que marca aproximadamente o início do meu terceiro ano na França. Ou seja, minhas próximas fotos serão postadas nas "Fotos de viagem, ano 3" no menu ao lado.
Por sinal, minha curiosidade numérica não deixou de notar que no dia 18 de agosto de 2009 terei 7870 dias de vida... E daí?
Daí que, no dia 18 de agosto de 2009, terei me comprometido a viver 787 dias dessa vida francesa.
Quem diria, o dia dos meus 10% franceses chegaram.
domingo, 19 de julho de 2009
Aventuras
Não sei é a monotonia de uma rotina ou o desespero de descarregar vários carpe diems acumulados, mas vez ou outra me vem aquela vontade de partir pra uma aventura louca.
Aos trancos e barrancos, conseguimos fechar eu, Kamisaki, Anderson e Matthieu pra fazer a tão aguardada viagem ao noroeste francês: Rennes, Caen, o Mont Saint Michel, o cemitério americano, Omaha Beach, a cidade fortificada de Saint-Malo.
Muito bem, hotéis reservados de última hora (e ainda durante o feriado prolongado mais importante da França, não foi fácil!), malas prontas, carro alugado (yes, mais uma chance de dirigir na França!)... ou era o que achávamos.
Chegando na agência da National/Citer/Alamo às 8h da manhã de sábado, descobrimos que por "culpa de uma pane no sistema", dizem eles, foram alugados mais carros do que eles tinham, e por isso não tinham mais carros no estoque. Sem palavras para expressar a ira e decepção decorrentes. Ainda me cobraram pelo carro que não recebi, reclamei e agora estou esperando o reembolso...
Enfim, como havia dito, maior feriado da França, então não existiam mais carros para alugar em Paris... em lugar nenhum, sério! Os lugares que sobravam em todos os trens do dia davam pra contar nos dedos e custavam pra mais de 150 euros ida e volta! Momento de desolação.
Mas eis que Kamisaki (aliás, apresentado rapidamente, produteiro de mesmo ano de Poli) propõe uma opção pouco convencional: covoiturage (ou carona solidária, de acordo com o Wikipédia). Fomos no site, achamos alguém que ia pro Oeste (no caso Caen), marcamos hora e lugar e pronto! Fizemos uma viagem de 3h no carro de um completo desconhecido! Na volta, de Rennes pra Paris, foi igual, com outros desconhecidos, no volante e no banco do passageiro. E tudo isso por 32€ ida e volta!
Foi uma viagem louca, íamos para os lugares sem saber como/se conseguiríamos voltar, onde íamos dormir, mas foi uma baita experiência.
Fora isso, o trabalho continua legal, mas às vezes sentado tempo demais na frente do computador, falando inglês como nunca, indo em churrascos da equipe e soirées de estagiários, semi-conduzindo um super projeto de IT Sales. A grande novidade pra próxima semana será o encontro com o meu chefe da Inglaterra que vem pra França, 6 semanas depois de ter começado a trabalhar com ele. Promete ser interessante!
Bom, não estou a fim agora e talvez nem depois pra escrever detalhes da viagem e da semana. Sobre os lugares, só digo que são bem legais, vale a pena visitar, e dêem uma olhada nas fotos do Picasa pra mais informações.
Desculpem a minha preguiça, mas meu cérebro antiquado está tendo dificuldades em acompanhar o ritmo de atualização de tantas ferramentas (blog, MSN, orkut, Facebook, Twitter...). Aliás, proponho que me sigam no twitter para informações mais fresquinhas, é mais fácil d'eu atualizar.
Peace out!
Tags: caen, mont saint michel, omaha beach, rennes, saint malo, viagem
segunda-feira, 6 de julho de 2009
My Everyday
Já? Será que os posts freqüentes deixarão de ser utopia e vão virar realidade? Será, será?
Olhando por cima, meu dias parecem bastante rotineiros, mas de algum modo todo dia é um dia diferente, bem mais do que os agitados e monótonos dias de Lille. Meus horários são relativamente flexíveis, dependendo dos compromissos do dia, a hora de sair de casa variando entre 7h30 e 9h. Mas geralmente saio umas 8h30 de casa pra chegar por volta das 9h no trabalho. Fico a maior parte do tempo no meu canto do openspace, cercado por dois indianos e um francês. São poucas as minhas ferramentas do dia-a-dia: o notebook da empresa (um Dell já meio velhinho, por pouco não pego a nova leva de novos notebooks...) e o seu kit (malinha, carregador, mouse, mouse pad, cabo de Internet), um telefone com um daqueles fones de atendente de telemarketing (muito util pra você não ficar apoiando aquele troço chato no seu ombro por uma hora enquanto está digitando no computador), um caderno (de caligarfia hahaha) e uma caneta. E só. É meio vazia a minha mesa.
Na maior parte do dia estou coisas do tipo MSOffice. Planejamento de projeto, apresentações, atualizando documentos. Embora parece chato, não é (ok, depende um pouco do trabalho), e estou aprendendo muito, coisa que não me acontecia há pelo menos uns... 2 anos?
Hora do almoço. Diria que é a parte que menos mudou em relação à minha rotina escolar. Filas diferentes pra diferentes pratos, varias opções de salada, queijos e sobremesa e milhares de mesas compridas. Almoço todo dia num mega bandejão, um pouco mais caro que o RU de Lille, mas a comida é bem decente. E se o dia está bom, uma voltinha no parque em frente à GE (e é um baita parque, vide fotos do Picasa) faz bem pra digestão.
Como já estou num nível hierárquico relativamente alto, sendo assistente do chefe de projeto, na outra parte do dia participo de reuniões que decidem se o projeto está indo bem, quais são as próximas etapas. Desde a semana passada, por exemplo, eu começo o dia apresentando o plano do projeto e dando as ultimas atualizações (my English is coming back! =D). Enfim, bem trabalho de escritório, mas por enquanto está relativamente dinâmico. Bom.
E o dia acaba entre 17h e 18h30, também depende do dia (torça pra não ter reuniões com o pessoal dos USA!).
Pego o ônibus, passo no mercado no caminho de casa, tiro as roupas sociais, janto um prato pronto de microondas ou um macarrão com... tempero, ou um enlatado. Triste a realidade de cozinhas por andar.
Mesmo morando na periferia da periferia de Paris, os fins-de-semana aqui são bem mais animados do que os de Lille. Talvez porque seja a vontade de conhecer essa vida nova na "cidade grande", ou pelo fato de sermos muitos (muitos mesmo!) brasileiros (de Lille, de Vichy, ou ainda e principalmente da Poli!), cada um em seus cantos durante a semana, querendo se encontrar nos momentos de descanso! Só sei até agora não houve sábados e domingos em branco: soirées em Paris, Fête de la Musique, fogos de artifício no Château de Versailles... semana que vem, feriado prolongado até terça, 14 de julho, festa nacional, se tudo der certo, um passeio às praias do dia D e ao Mont Saint Michel!
Depois adiciono o resto. Fui!
Tags: GE, General Electric, lille, paris, versailles
sexta-feira, 3 de julho de 2009
GE imagination at work
Pulando a parte resmungatória onde eu me auto-flagelo por não ter atualizado este blog mais regularmente, vamos ao que possa talvez, em algum instante no tempo, em algum lugar no universo, na mente de algum ser vivo pensante interessar.
Old news, saí do que foi o meu lar por 1 ano e 11 meses, o C108. Foi triste impessoalizar aquele quarto, tirar as fotos e pôsteres da parede. No sentido mais amplo, a Centrale acabou de vez. Cada um foi pro seu canto. Grandes amigos, vizinhos de todo dia virarão espasmódicos posts do Facebook no dia do aniversário de um dos dois.
Still old, fiquei hospedado na pequena casa/sótão do Bruno entre quarta dia 3 e domingo 7 de junho, no coração de Paris, pra procurar apartamento. Resumindo muito a história, achei-o, e é onde eu estou, apesar de ainda não ter certeza de que foi a melhor opção (eu tinha 2 escolhas), basicamente porque me senti enganado por ter que pagar várias taxas extras depois que eu cheguei e não poder fazer várias coisas do tipo hospedar amigos (teoricamente...) ou receber qualquer pacote pelo correio. O lado bom é que eu devo ser uma das pessoas que mora mais perto de onde eu trabalho, fico à 5 minutos da gare de Versailles, de onde sai o ônibus da empresa (mais 15 minutos até o trabalho).
Se você fez as contas direitnho, faz quase um mês que eu estou morando aqui. Mas ainda não me adaptei completamente. Casa nova, burocracia nova! Mudar de agência de banco (sendo que o banco fecha às 17h30 e eu chego do trabalho no mínimo a essa hora, então só posso ir aos sábados de manhã), aprender como funciona a nova máquina de lavar, re-comprar panelas, produtos de limpeza, instalar Internet (esse foi um sofrimento!), etc. Ainda por cima, culpa da lentidão da burocracia francesa, não tenho o aval da Poli pra prolongar a minha estadia aqui, o que é impossível, pois me comprometi com a empresa que ficaria até dezembro, senão não teria estágio!
Enfim, à parte boa da história e o motivo de toda essa confusão, o estágio!
Trabalho na General Electric (GE, pronunciada à inglesa, "/dji-i/" para os íntimos), mais especificamente da divisão Technology Infrastructure, mais precisamente na GE Healthcare, mais precisamente na GEHC IT, mais precisamente no setor IT Sales&Marketing. Deixo pra contar mais detalhes da minha rotina de trabalho depois, mas posso dizer que estou gostando, uma experiência totalmente nova, trabalhar numa megacorporação, e num domínio completamente fora do que eu fiz até agora, informática e vendas no setor médico!
Em termos práticos, ajudo o coordenador do projeto (detalhes sobre o projeto também explico depois, é meio complicado) a planejar (Excel), documentar (Word) e apresentar (Powerpoint) a fase final do projeto, pra ser validada antes da entrega aos usuários finais, e depois o treinamento e suporte do programa em outubro. Muita burocracia, muitas siglas (um exemplo, pra fazer um FCCC eu preciso contatar a equipe BA CoE, CM, PST e EIM e rodar no POC antes das sessões TTT), mas muito contato com gente do mundo inteiro! Nunca encontrei meu chefe e coordenador do projeto pessoalmente porque ele trabalha na Inglaterra. Falo com ele todo dia por conferência. Além disso, tenho contato com gente de Singapura, Coréia, Dubai, China, Índia, Austrália sem contar com os indianos, russos, chineses e holandeses que trabalham no mesmo espaço que eu. Francês é minoria no departamento. E lógico, a língua de trabalho é o inglês. Não fosse o restaurante padrão francês da empresa, nem parece que eu estou na França lá dentro.
Bom, mas por enquanto não tenho muito trabalho. Estagiário aqui não é como o estereótipo brasileiro, que serve café, faz só tarefa chata e sempre tá ocupado. Por enquanto, meus dias estão bem tranquilos (isso está mudando, mas ainda sim) e todos me tratam como se eu fosse um empregado. Me pedem pra fazer tarefas tanto quanto eu peço para os outros realizarem tal ação para tal dia. Me sinto bem aqui.
Outra observação sobre a GE, eles são os verdadeiros mestres da ideia de identidade com a cultura da empresa. Na primeira semana recebi tanta informação e tantos incentivos para seguir o espírito da empresa que realmente me sinto identificado com a GE e estou adorando poder trabalhar aqui. Uma verdadeira lavagem cerebral.
Falando nisso, eles lançaram uma propaganda nos EUA mostrando locomotivas do Brasil!
Aqui: http://www.youtube.com/watch?v=TdsRSs5ehkk
Tanta coisa pra contar, mas o post vai ficar muito grande. Por favor, sugiram-me tópicos pra eu comentar nos próximos posts.
Até!
Tags: GE, General Electric, Healthcare, versailles
sexta-feira, 26 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Respostas
Terça-feira, dia 26 de maio de 2009 foi um dia feliz.
De manhã, apresentação (quase) final do projeto Formulille. Deu tudo certo, o júri ficou bem contente! Devemos nos apresentar ao júri de felicitações (15 finalistas) na quinta!
Consegui meu estágio!!! Na GE, não no Haiti, mas na periferia de Paris, mesmo. Não exatamente em mecânica, mas em um projeto de implementação mundial de um novo sistema de dados pro setor de Healthcare. Meu problema: conseguir a aprovação da école daqui e da Poli, arrumar tudo e sair daqui em 5 dias e encontrar um lugar pra morar na grande Paris até a semana que vem, quando começa meu estágio. A correira não acaba!
Por isso, estou sem muito tempo pra escrever, agora estou desesperadamente tentando achar um lugar pra morar! A proposito, talvez não terei acesso à Internet muito facilmente nos proximos dias (semanas? meses?), então, deixo um até breve como garantia!
domingo, 24 de maio de 2009
Maio
O mês nem acabou, mas vai ficar pra história. Já estava escrito desde que cheguei na França há 1 ano e 11 meses: maio é o último mês de Centrale Lille. Adeus, curso! (mas até logo, provas!) Adeus, professores! Adeus, colegas do grupo H! Adeus, turma de japonês! Adeus, Montgolfiades! Adeus, Formulille! Adeus, apartamento! Adeus, estrangeiros! Adeus, brasileiros!
Ou será que não?
Maio tem sido um mês de incertezas. Começando pelo evento do ano, les 21èmes Montgolfiades Centrale Lille. Teremos dinheiro? Teremos pessoas? Teremos balões no céu? Até o dia 8, o tempo se mostrava bem instável. Mesmo assim fizemos tudo como planejado...
Planejado?
As 230 barreiras para separar o público da área de voo não tinham sido montadas pela prefeitura, o Renault Master (furgão que o grêmio da escola empresta) não tinha sido reservado pra nós por causa da campanha de eleição da nova atlética na mesma semana, o prefeito não tinha recebido convite pro cocktail feito para ele no sábado à tarde, os geradores de eletricidade não eram suficientes para todas as animações, etc...
Eramos 13 (mais a ajuda de alguns colegas da escola) a montar 7 tendas, organizar um banquete para 80 pessoas, coordenar o estacionamento e a circulação de no mínimo 10000 pessoas esperadas, entre outros.
Poderia ficar horas descrevendo todos os detalhes deste que provavelmente foi e continuará sendo o maior evento que eu irei presidir, mas prefiro resumir esse fim-de-semana louco em alguns fatos, como:
- dirigi vários furgões (Renault, Mercedes-Benz, Fiat), entre eles um mini caminhão frigorífico, além de um Ford Escort. Mais de 250km percorridos em um fim-de-semana. Bati num poste com um deles, o Renault, de ré a 5km/h. Não fez nada no furgão, mas entortei um pouquinho o poste... =p;
- carreguei a dois (merci Karthik!) 5 geradores à gasolina de 60kg cada um, uma tenda de 60m², 200 pratos, 600 talheres, 400 copos, 25 mesas, 100 cadeiras, tudo isso em 3 horas;
- dormi num caminhão de gaz propano;
- dormi entre as 2h30 e as 4h30 todas as noites entre sexta e segunda;
- voei de novo de balão, com o mesmo piloto do ano passado, dessa vez com uma aterrissagem emocionante, enroscando numa árvore e caindo no chão a 3m/s (pense numa queda de 3m em um segundo);
- o tempo nos permitiu realizar 3 vôos (sábado de manhã e à noite, domingo de manhã), um espetáculo de som e luz e um enchimento de balão (domingo à noite). Fizemos voar 75 pessoas.
- fui entrevistado 3 vezes, uma ao vivo pela rádio local e outras pelos jornais da região, onde tivemos uma edição especial de 2 páginas.
- perdi 4kg em 4 dias.
- estamos em déficit de quase 4000€ nas contas, por enquanto, mas conseguimos alguns novos patrocinadores que deverão cobrir o buraco.
Mas o evento não acabou: precisaríamos repassar todos os nossos conhecimentos e experiências aos nossos sucessores! Já fiz 3 horas de formação ao meu sucessor. Não foi suficiente.
Obrigado a toda a equipe que me ajudou e boa sorte aos próximos!
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Nesse meio tempo, consegui enviar algumas candidaturas pela Internet (malditos formulários gigantescos dos sites das empresas pra poder se candidatar!). Até agora tive 3 respostas:
- ABB, em pesquisa de trilhos a baixa temperatura, na Suiça. Ainda por cima em Baden, terra do Fujii!
- Nissan Europe, como assistente-chefe em After Sales Engineering. Na periferia de Paris (bem periferia, 2 horas de trem+ônibus do centro de Paris).
- General Electric, numa missão desconhecida como chefe de projeto no Haiti.
Estou aguardando resposta. Se não tiver nada até o começo de junho, serei obrigado a pegar qualquer coisa. Qualquer coisa = estagio não-remunerado num laboratório da Centrale!! Não!!!
Colocarei num outro tópico minhas aventuras na procura de estágio.
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Desde março, 5 japoneses da região de Aomori freqüentaram as aulas de japonês às segundas e quartas-feiras à noite. Comecei a ir nas aulas de quarta (Japonês 3), visto que a professora era japonesa e a aula acabava sendo mais desafiadora que a de japonês 5. Otto-kun, Shida-kun, Nabe-kun, Mina-chan e Arisa-chan viram fazer um intercâmbio de 10 semanas na França e, como parte desse intercâmbio, iam às aulas de japonês. Foram 10 semanas muito divertidas. Disseram que eu tenho muitos "instintos" japoneses, do tipo abaixar a cabeça pra cumprimentar alguém, o jeito de pronunciar as palavras (?) mesmo que o conteúdo esteja todo errado. Na terça-feira retrasada (12/05), a mesma terça depois do Montgolfiades e durante o relatório Formulille, fizemos um jantar em Lille com eles. É muito interessante perceber como a cultura japonesa é diferente da francesa e como ao mesmo tempo eu me sinto hoje identificado com as duas.
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Fim-de-semana passado foi a viagem de fim de ano do Club TIME, o clube dos estrangeiros da Centrale. Essa viagem é organizada pela nossa simpatica (mais meio paranoica) professora de francês, Mlle Catsiapis. Ano passado, fomos para os castelos da Loire. Esse ano partimos na direção contraria, para o leste francês. Primeira parada: Nancy. A cidade não parece muito grande, e não tem nada de interessante fora a grande praça principal, a Place Stanislas, dita como uma das mais belas praças reais da Europa. Além disso encontramos a Dri, mais uma da iPoli andando por terras francesas, que está estudando em Nancy. Em seguida, fomos jantar em Metz (que parecia uma cidade mais legal, mas sö tivemos tempo de jantar là). Jantar decente, apesar do prato principal (frango com macarrão) estar aquém das expectativas.
O dia seguinte, no entanto, foi bem mais animado! Visita a duas caves de champagne: Moët et Chandon e Mercier. Mais de 20km de túneis subterrâneos lotados de garrafas de champagne! Para fechar com chave de ouro, uma degustação de 3 champagnes diferentes e 18 porções de vàrias coisas "chics", como uma noix de Saint-Jacques marinada, foie gras, etc. Foi também o momento da entrega dos certifcados de francês e do livro feito pelos alunos (com o meu artigo sobre os balões =D). Momentos de emoção.
A parada final da viagem, bem mais deprimente, com metade do ônibus composto de bêbados gritando, foi em Reims, apenas pra visitar a catedral onde foram coroados todos os 3 últimos reis franceses.
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Segunda passada (o dia seguinte dessa viagem) também foi o dia das 2 provas de recuperação que eu tenho que fazer pra validar tudo na Centrale. Nas duas provas tirei 6, quando a nota mínima é 7. Sacanagem, né? Com Montgolfiades, Formulille, estágio e a viagem na cabeça, não deu pra estudar, então nem fui fazer as provas. Isso significa que deverei repor essas provas ano que vem, no Brasil. Os mesmos motivos me levaram a não ter uma história pra contar sobre Londres, porque acabei também não indo na quinta-feira passada.
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Formulille. Ele jà tem a estrutura,o sistema de direção e as peças necessárias para montar a suspensão e as rodas. Pode parecer simples, mas foram mais de 100 horas que os meus colegas de projeto ficaram no atelier usiando, soldando, fraisando, taraudando (traduzindo literalmente os nomes dos processos de fabricação do francês porque eu não sei mas os nomes em português)... Digo, "os meus colegas de projeto" porque infelizmente pouco participei nesse processo, culpa do Montgolfiades e também da minha preguiça. Esse será um dos meus grandes arrependimentos desses 2 anos.
Mal acabou o evento dos balões, tínhamos que acabar o mega relatório final do projeto. 82 paginas (escritas e resumidas em 2 dias) mais 123 de anexos. Tudo isso sem contar os arquivos eletrônicos do modelo do carro e das peças em 3D. E eu era o responsável de juntar tudo isso. Resultado: mais noites pouco dormidas.
Nesta terça-feira faremos a apresentação oral final do projeto. Terça-feira às 11h45 é o fim dos compromissos da Centrale pra mim (tirando as provas de recuperação ano que vem no Brasil)!
Ou será que não?
L'avant-dernière ligne droite
Eu tenho a impressão que eu sempre começo meus posts direta ou indiretamente me desculpando pelo atraso... Enfim, vamos ao que interessa:
Parei no 1o. de abril, dia da mentira e da minha entrevista em Montbéliard para um estágio na importante mas desconhecida Faurecia, fabricante de partes de carro. Fora as mais de 8 horas de viagem (ida e volta de Lille) e a localização rural da empresa (na periferia de uma cidade de 5000 habitantes), tudo era perfeito. Montbéliard é vizinha de Souchaux, sede histórica da Peugeot e onde hoje se fabricam o 308 e o 1007 para a Europa. Se vocês olharem no Google Maps, a fábrica é gigantesca! Empresa legal, em plena expansão, um estágio interessante em gestão de projeto, global, contato diário com filiais de 6 países e relativamente bem pago. Do meu ponto de vista, a entrevista correu bem, os caras estavam bem motivados.
2 semanas depois, tudo em vão, não fui selecionado. O pior é que estava tão certo de conseguir esse estágio que tinha parado de procurar por outros. Bom, hora de continuar. Mas quando?
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O feriado de Páscoa na França (e pelo jeito na Europa) cai na segunda. Eba! Fim-de-semana prolongado. Ainda mais, consegui dar um jeito de sair na sexta, ou seja viagem de 4 dias! O plano, mais nas coxas que na última viagem pela Suíça, era de pegar um carro e ir até Barcelona com Fujii e Nako. E como todo plano de última hora, ajustes de última hora. No final, ficamos só eu e Fujii saindo de C4 de Strasbourg rumo à até onde poderíamos ir em direção à Espanha! Porém, não contávamos com o tempo gasto perdidos em algum lugar (já demoramos uma meia hora pra sair de Strasbourg, depois o tempo de achar um Etap/B&B = hotéis baratos), os flammekeuches de queijo Münster queimados em Colmar ( = umas 2 belas horas de almoço) e as lentas estradas regionais francesas (e ainda por cima levei uma multa por excesso de velocidade! Lamentável!). Além disso, a volta da minha tosse crônica caiu bem durante esse período. Coitado do Fujii que teve que me aguentar tossindo a cada 2 minutos durante toda a viagem!
Finalmente, fizemos o seguinte percurso: Strasbourg - Colmar - Lyon - Gorges de l'Ardèche - Avignon - Montpellier (debaixo de chuva e com uma quase batida de roda) - Viaduc de Millau (sob forte neblina) - Clermont-Ferrand - Besançon - Strasbourg. Foi longe de ser uma viagem otimizada, passamos a maior parte do tempo dentro do C4, o Fujii não passou bem chegando em Strasbourg, mas foi divertido!
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Enquanto isso, usinagem de tubos, modelização dos triângulos de suspensão em CATIA, os preparativos pro Montgolfiades...
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Entre os dias 18 e 25 de abril, fui (com Biato, André Bandeira, Portillo, Carlinha, Mari, entre outros) numa viagem organizada pela "atlética" da escola à mais alta estação de ski da Europa, Val Thorens. Como era fim de abril, a estação estava nos seus últimos dias de funcionamento, a neve já não era ideal e em muitos lugares só tinha gelo, ou pior, mal tinha gelo, era rocha exposta. Obviamente, quase não passei por esses lugares.
Eu nunca havia esquiado na vida. E durante a semana inteira eu me perguntava porque a sociedade já gastou uma fortuna nesse "esporte" tão pouco prático e ilógico. Super construções no meio da montanha, complexos imobiliários, teleféricos para 150 pessoas... e não inventaram botas mais confortáveis e equipamentos menos pesados? Tudo isso pra descer uma montanha! Eu ainda prefiro a pé! E como é difícil se levantar no meio de uma descida com os skis! Todas as manhãs eram um sofrimento pra mexer as pernas, braços, pescoço. Meus joelhos quase estouraram, e isso porque eu era o mais cauteloso!
No ski, existem a grosso modo 5 categorias de pista: as verdes são para os completos iniciantes; as azuis são as pistas fáceis; as vermelhas são médias; as pretas são consideradas difíceis; e as hors-piste, que são as pistas não-demarcadas, não-monitoradas, você faz o percurso por sua conta e risco. Dizem que em uma semana muita gente sai do nível "não sei o que é um ski" para "pista azul não tem mais graça". Eu, fast-learner em esportes que sou, demorei 4 dias pra fazer uma azul, ainda tombando nas verdes. Só no último dia eu fiz uma vermelha, mas foi mais medonho e dolorido do que divertido. Na verdade, ainda não aprendi a esquiar, não consigo fazer aquelas viradas estilosas com os dois esquis ao mesmo tempo, eu fico o tempo todo em modo "chasse-neige", que é quando você fica com os pés virados pra dentro. Descer 600m nessa posição destrói os joelhos. Mas, apesar de tudo, foi legal!
Vale registrar também as soirées assistindo os programas de jogos franceses (que aliás são MUITO mais difíceis que um Show do Milhão da vida), jogando Mario Kart/PES/baralho e o jantar raclette (vide fotos Picasa), super pesado mas muito bom!
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Acabando abril... hora de organizar o voo da imprensa pro Montgolfiades! Mas quem disse que o tempo em Lille ajudaria? Chuva, ventos muito fortes... adia segunda, 30 ligações e e-mails, adia terça, mais 30 ligações e e-mails, e vamos indo até sexta. "Quer saber? Venham na sexta-feira que vem à noite", hora do primeiro voo previsto do evento em si.
Chegamos em maio.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Formulille e Montgolfiades em links
Sem tempo de escrever:
http://www.ec-lille.fr/1241015235120/0/fiche___actualite/
http://www.tourcoing.maville.com/actu/actudet_-Six-eleves-ingenieurs-ont-commence-a-relever-le-defi-du-Formula-Student_met-930015_actu.Htm
http://www.lavoixdunord.fr/Locales/Metropole_Lilloise/actualite/Secteur_Metropole_Lilloise/2009/05/09/article_si-le-temps-le-permet-prenez-de-la-haute.shtml
http://www.20minutes.fr/article/325167/Lille-Les-Montgolfiades-ont-joue-les-filles-de-l-air-ce-week-end.php
http://www.nordeclair.fr/Locales/Villeneuve-d-Ascq/2009/05/10/les-montgolfiades-vous-envoient-au-7e-ci.shtml
http://sartblog.canalblog.com/archives/2009/05/02/13543488.html
http://www.eguides.fr/tourisme/tourisme-montgolfiades+2009+en+france-109-vacances+de+printemps.html
http://www.lillelanuit.com/fiche_actu/Envole_moi___Les_montgolfiades_2009-401.html
Minhas desculpas aos não leitores de francês.
domingo, 3 de maio de 2009
Pra deixar registrado
Provavelmente não postarei nada por aqui até o fim do mês. O grande evento para o qual nos preparamos o ano todo é semana que vem, o final do projeto (relatorios pra escrever, apresentações orais a fazer), o estagio que eu não encontro (preciso conseguir um necessariamente até o fim do mês, mas não tenho tempo pra fazer entrevistas), as recuperações que eu tenho que fazer (provavelmente 2 provas para as quais eu não terei tempo de estudar)...
Marquem minhas palavras: maio de 2009 será o pior mês da minha vida.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Suiça II
Esquecimento. Não atualizar o blog por muito tempo dá nisso. Não fossem pelas fotos, eu teria esquecido que visitei Bern com o Fujii. Pegamos um caminho não-ideal que nos fez parar numa parte bem residencial e pacata da cidade, sem uma alma penada, separada do centro apenas por uma... ponte de no mínimo uns 80m. Mapas sem indicação de altitude também dão nisso.
Depois de jantar um tipico rösti bernês (?), pegamos o trem para a parada alpina da viagem, Interlaken. Chegamos na estação perto das 21h sem saber direito como chegar em 16 Alpenstrasse, local do nosso albergue em potencial (o qual descobrimos horas antes num cybercafé). Uma moça muito simpática do único bar (e lugar) aberto da cidade teve a bondade de nos explicar detalhadamente, desenhando um mapa com pontos de referência e tudo, a localização do nosso abrigo pretendido. Mesmo assim, conseguimos nos perder um pouco e só chegamos no albergue perto das 22h. Eis que quando estávamos tocando a campainha, a recepcionista que fazia o check-in estava indo embora!
*Momento a ser lembrado tamanha a sorte que tivemos*
Por uma questão de segundos, conseguimos nos alojar num albergue superbacana, com café da manhã all-you-can-eat incluso e canivetes suíços com desconto pra estudantes (comprei um modesto Spartan).
Prosseguindo, naquela manhã de domingo, partimos de Interlaken em direção ao ponto mais próximo que poderíamos chegar com pouco dinheiro de Jungfrau, a estação de trem mais alta da Europa, a 3454m.
Doce ilusão. Não querendo pagar mais de 100€ pra chegar até lá, fomos até Lauterbrunnen de trem, depois ônibus até o teleférico que nos levaria a Gimmelwald a alguns 900m de altitude. Não parece muito, mas você precisa ver o penhasco que separa as duas cidades! Rendeu boas fotos e reflexões sobre o cotidiano das pessoas que moram nesse lugar tão isolado e hostil todos os dias.
Já era tarde quando chegamos em Lausanne (obs: pegar o trajeto Interlaken-Lausanne passando pelo lago Thun, belas paisagens!). Que cidade chata de andar! Tem tantas subidas quanto Perdizes. Infelizmente, não deu pra visitar muito bem, culpa da falta de tempo e do mapa da cidade, mal explicativo. Apesar de tudo, parece uma cidade interessante, bem mais 'francesa' que as outras cidades que visitamos, como percebido pelo Fujii. Prédios imponentes e de arquitetura clássica, mais trabalhada, mais lixo no chão, mais gente estranha, do tipo que você se sente menos seguro na rua...
19h45 era a hora dos nossos trens, o meu pra Genève depois Lyon, o do Fujii pra Zurich depois Baden. Fiquei 20 minutos em Genève, tempo suficiente só pra tirar uma foto da gare. Cheguei em Lyon tarde, mas mesmo assim fui muito bem recebido na gare pelo grande Bernardo! A segunda foi só pra descansar mesmo: não visitei Lyon (o que faria dias depois mais uma vez com o Fujii, mas essa historia fica pra outra vez), mas sim a Ecole Centrale de lá, o RU, revi velhos amigos de Vichy e ainda assisti uma aula de Sociologia das Organizações (que eu já tive em Lille) num amphi. Aula em amphi era algo que eu não assistia fazia alguns meses... foi pela curiosidade mesmo! Aliás, a aula não foi ruim, o professor era meio louco mas a matéria era interessante, sobre a influência do stress no cotidiano.
Só pra deixar o gostinho, em breve o viagem de um dia a Montbéliard, a Páscoa de carro pela França com o Fujii e a semana esquiando em Val Thorens (ainda to com uma baita marca bronzeada com o contorno do óculos pra neve...)
Bom, está tarde e amanhã tenho que gerar meia-dúzia de pilotos de balão, uma dúzia de jornalistas, mandar uma quinzena de e-mails, postular pra estagio, dissertar sobre as características de um motor de moto e tudo isso tentando não enlouquecer.
Até.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Suiça I
Alguns dias depois da viagem pra Nantes ( = dias de loucura com provas, reuniões do Montgolfiades e devaneios neste mesmo blog), mais precisamente logo depois da prova de Machines Hydrauliques na sexta de manhã, era a vez de fazer um passeio intensivo e maluco com o Fujii!
Fui pra Bruxelas pegar um ônibus noturno pra Basel, Suíça. Acho que é a primeira vez que pego um ônibus noturno na Europa. Não difere muito dos ônibus "diurnos", tirando o fato de os bancos serem incrivelmente espaçosos e reclináveis. Soma-se isso ao fato de o ônibus estar bem vazio, então não atrapalhava ninguém deitar o banco no máximo e botar os pés na cabeceira do assento da frente (visualizem a posição...). Mesmo assim, não é o lugar ideal pra dormir (as pernas formigam com os pés pra cima), principalmente quando o ônibus é parado pela alfândega às 3 horas da manhã (até agora não sei, mas suponho que estávamos em Luxemburgo indo pra França). Além disso, as paradas começaram às 5h30, em Strasbourg. Depois disso, não consegui mais dormir.
Enfim, cheguei em Basel às 7h30. Não tinha pesquisado nada sobre as cidades que ia visitar, não tive tempo. Aliás, fomos descobrindo as cidades que visitaríamos on demand, mais detalhes em seguida. Fiz então o plano básico (para os momentos em que você chega numa cidade que não conhece e não tem intenção de ficar muito tempo). Peguem suas canetas e tomem nota:
1) Encontre o Tourist Information (supostamente você chegou de trem, o "i" deve estar por perto).
2) Encontrando o "i", peça (ou pague por) um mapa da cidade. Olhe rapidamente os diversos folhetos disponíveis e procure por informações sobre pontos turísticos. Atenção a dias e horas de abertura e fechamento, distâncias e curiosidades. Lugares curiosos são os mais legais. Uma praça ou uma igreja só são interessantes se elas tiveram uma historia intrigante.
3) A partir das informações recolhidas anteriormente, faça um roteiro, preferencialmente circular (da gare até a gare). Problema eventualmente encontrado (especialmente na Suiça): os mapas não tem indicação de altitude, logo um trajeto curto pode ser potencialmente bem cansativo num relevo acidentado!
4) Tire muitas fotos. Como é uma visita rápida, às vezes fica difícil se lembrar de ter passado por certos lugares. As fotos ajudam a "remontar a história".
Bom, foi isso que eu fiz. Resultado: cidade visitada em 1h30. Até peguei o trem antes do previsto. Impressões: cidade com estilo bem antigo, "medieval". As ruas são simpáticas, lembram um pouco Lille, mas a vida por lá parece ser pacata demais. Não me atraiu muito.
Em seguida, Baden, cidade principal da "metrópole" onde o Fujii mora! Em algumas palavras: uma ponte, um rochedo, um relógio sem ponteiro, Alstom, 16000 habitantes. Mesmo assim tem 1 McDonalds, 1 Burger King e uma estação de trem com 2 supermercados, quase tão equipada quanto um Iguatemi, dadas as devidas proporções. Bem-vindo ao primeiro mundo!
Zurich é feia pra caramba como cidade, só tem prédio cinza e umas igrejinhas sem graça. Não sei por que as pessoas mais ricas do mundo moram ali. Chega a ser vergonhoso comparar a Oscar Freire a Bahnhofstrasse. A loja mais pobre dessa rua seria a loja mais chique de São Paulo. Mercedes, Ferraris, Lamborghinis trafegam serenamente a cada farol. Foi difícil encontrar um humilde Corsa nessa cidade! Revoltados (inconscientemente) com essa perfeição, colaboramos com a poluição do lago de Zurich deixando cair acidentalmente nossos guardanapos de bratwurst de 8 CHF.
Ainda estamos em torno das 15h de sábado quando partimos à Bern, etapa fim de tarde/manifestação comunista(?)/ponte mega-alta da viagem.
Ufa, tá ficando longo e tenho coisa pra fazer, aguardem a segunda parte!
Tags: suiça
segunda-feira, 30 de março de 2009
Nantes
Vamos là, como sempre estou atrasado nos meus contos...
Fui num fim-de-semana pra Nantes. Isso foi o 13-15/03, véspera da minha (pen)última semana de provas. Fui recebido pelo meu grande colega politécnico (e também mecânico), Lucas! Ainda encontrei faces que não via desde Vichy como o Quintella, além dos jà habituais Bruno e Ciça e dos desconhecidos bixos de Nantes! Em geral, um fim-de-semana bem tranquilo, dando voltas pelo centro da cidade, conhecendo os crêpes, délices e cidras tipicos da região. Interessantes a arquitetura meio parisiense de Nantes, as ruas largas, os prédios à la Haussmann (merci Catsiapis!) e o castelo no meio da cidade.
Devo ressaltar minha eterna gratidão pela ótima recepção e estadia na casa do Lucas. E pelos deliciosos hamburgeres de carne moida à la maison! Ainda volto pro Oeste, ainda preciso conhecer muita coisa por là!
Proxima parada, Suiça!
Tags: nantes
domingo, 29 de março de 2009
Loading...
Pois é, a emoção do fim das aulas foi tão grande que eu estou desde sexta-feira meio doente. Faz tempo que não tinha uma dor de cabeça! Estou me auto-curando, acho que amanhã estarei em forma pra poder colocar as coisas em ordem por aqui (literalmente, quanta roupa eu preciso lavar!). Por enquanto, não tenho cabeça pra fazer nada além de assistir umas séries no computador...
quinta-feira, 19 de março de 2009
Deveria estar estudando... (2)
Queria deixar registrado em algum lugar este momento que pode ser (mas provavelmente não será) histórico.
São 1h15, comecei a estudar Electrotechnique (eletrotécnica, bobinas, conversores eletro-mecânicos, motores síncronos e assíncronos) às 21h30 apenas com meus conhecimentos perdidos de PEA da Poli e eletromagnetismo de física do Band.
OK, assisti 4 das 24 horas lecionadas (faltei no resto por preguiça mesmo). Mas não tenho nem material, estou o emprestando temporariamente do meu aplicado binômio Diguinho. Ainda mais a prova é sem consulta, mas cheia de formulinhas e diagramas vetoriais pra decorar (já que eu não tenho uma HP, só uma calculadora simples).
Acho que estou inconscientemente testando minha capacidade de absorver fórmulas e métodos super rápido. Se eu passar nessa matéria estudando 4 horas, será um recorde. Até menos de 4 horas, considerando que eu fico assistindo séries, YouTube, ouvindo música e escrevendo em blogs (=P) ao mesmo tempo. Preciso tirar 9/20 ou o equivalente a um 4,5.
Enfim, provavelmente isso não vai acontecer (dessa vez eu exagerei, admito), terei mesmo que fazer a Rec no final de maio. Mas, quem sabe, caso eu passe, está registrado.
Acho que estou ficando louco. Minhas desculpas. Prometo que voltaremos à programação normal em breve!
terça-feira, 17 de março de 2009
Deveria estar estudando...
Mas não estou.
Desculpe pelo devaneio de quem não aguenta mais esta école.
Voltaremos à nossa programação normal.
terça-feira, 10 de março de 2009
Últimos
Chegou o momento dos últimos.
Estou na última semana de aulas "obrigatórias", acabo de me dar conta. E na penúltima semana de aulas da Centrale inteira (me faltam 3 dias de aula optativa daqui a duas semanas). Isso também significa que semana que vem é minha última (espero) semana de provas. Serão 5, e algumas não parecem ser fáceis, especialmente Electrotechnique, a única matéria em que preciso tirar mais que 7/20 pra passar. Digo que espero que seja minha última semana de provas pois depois ainda tenho mais uma chance de refazer as provas (espécie de recuperação) no final do ano, no fim de maio.
O que farei da vida daqui a duas semanas, vocês se perguntam? Formulille e Montgolfiades são a resposta. E mesmo que inicialmente pareça, tenho certeza que minha vida não será mais tranquila por causa disso.
O Formulille já está pensando na equipe do ano que vem. Pra que o projeto continue na Centrale e nossos nomes fiquem para sempre marcados na história da Ecole, precisamos deixar TUDO pronto para os nossos sucessores, ou seja, organização e principalmente documentação técnica.
Imagine escrever um texto sobre a escolha do material, o cálculo de dimensionamento, o estudo de resistência, o tutorial de utilização para modelização da peça em programas específicos e a previsão de custo de um dos parafusos que posicionam o amortecedor entre o chassi e o wishbone (qual o nome disso em português??). Agora imagine isso para todas as 10000 peças do carro!!! OK, estou exagerando, não iremos fazer todos os cálculos para todas as peças, mas teremos muito trabalho de qualquer jeito!!!
O Montgolfiades está literalmente tirando o meu sono: Reuniões de emergência, pessoas que não fazem o trabalho delas, desencontro de informações, patrocinadores fugindo (Maldito ano de crise!). Basicamente estou vivendo para a associação desde o começo do ano. A próxima enrascada será uma reunião no meio da minha semana de provas com o diretor de voo e o responsável da prefeitura que estão indignados porque acham que as coisas não estão indo bem. E realmente não estão.
E como sou eu, sempre escolho meus momentos de descanso nas épocas onde eu mais preciso trabalhar! Essa sexta vou pra Nantes finalmente visitar a última cidade centralienne que ainda não fui. Sim, no fim de semana da véspera das provas mais importantes dos meus últimos 2 anos. E na sexta feira seguinte, logo depois da minha última prova, parto para um pequeno grande fim-de-semana na Suiça em companhia de Fujii e Nako, terminando em Lyon pra reencontrar velhos conhecidos! Tudo isso quando o Montgolfiades mais precisa de mim!
E se alguém tiver um estágio de 6 meses pra mim em alguma coisa que lembre remotamente engenharia (tirando TI), serei extremamente grato!
Wish me luck!
Tags: aulas, centrale, formulille, montgolfiades
sábado, 7 de março de 2009
São Paulo
Desculpem-me mais uma vez pela minha falta de atualizações. Prefiro escrever quando tenho alguma ideia na cabeça, um tema. Não apareceu nenhum, nem uma. Deve ser por causa do meu sistema de organização que ainda não se estabilizou. Mas vamos lá, compensar essas semanas de ausência.
Como eu avisei, viajei pra São Paulo. Sobre o trajeto em si ficaram três lições. A primeira é que não se deve pegar um voo em Orly (aeroporto no Sul de Paris) e chegar/partir de trem de Charles de Gaulle (aeroporto ao norte de Paris). 1h30 de RER (tipo um trem metropolitano) e OrlyVal (um trenzinho que faz ligação direta do RER pro aeroporto) e 17,60€ no bolso. A segunda é que se o voo não é Ryanair, é inútil ficar esperando na fila pra entrar no avião, você terá o seu lugar e cansa menos. E a terceira: nunca mais voe de Iberia. Voos sempre atrasados (OK, no Brasil foi culpa da Infraero), poltronas apertadas e um macarrão que eu faço melhor em casa como jantar. Além disso, levam-se 30 minutos para você ir de um canto a outro no (novo) Aeroporto de Madrid. Pelo menos não perderam minhas malas (por sinal basicamente constituídas de presentes), mesmo na viagem de volta, quando (por atraso do voo) eu perdi a conexão Madrid-Paris e peguei outro voo.
Sobre a estadia... o que eu posso dizer? Acho que estranha é a palavra.
Porque é a cidade onde eu nasci e morei 19 anos e meio da minha vida, mas ela mudou.
Comecei inevitavelmente a comparar tudo. Como as pessoas têm sotaques diferentes, como se nem fosse natural. Como São Paulo é grande. Que porcaria fizeram com a calçada da Teodoro! Como tem buracos nas ruas! Como os restaurantes ficaram caros! Como carne brasileira é gostosa! Como meu quarto é pequeno! Como é bom dirigir!
Mudou mas não tanto. Tudo é familiar, como se eu estivesse estado lá ontem, mas não é.
Foi uma pena não ter encontrado todos que eu gostaria. E, ironicamente, no momento em que eu chego na cidade, outros dois partem pras Europas. haha.
Também lamento não ter tirado quase nenhuma foto. Foi minha semana de turista em São Paulo, mas mesmo assim, não me parecia necessário registrar aqueles momentos. Talvez como se eu quisesse que isso não tenha sido algum momento especial, como se eu fingisse que sempre estive lá, como se tivesse sido apenas mais uma semana como todas aquelas de 2 anos atrás...
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De volta à realidade, sempre atrasado, a uma semana sofrendo de jet lag (já perdi 2 aulas obrigatórias por causa disso), sem estágio, desaprendendo japonês. E assim continua a minha vida.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Em 7, por 8
Aproveitando que eu vou pro Brasil daqui a uma semana, fico só por uma semana, e ainda não sei bem como ocupar esse tempo, aceito sugestões nos comentários. Eventos, lugares, souvenirs, feedback me!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Voltas (parte final)
Bom, está na hora de acabar logo essa história...
Protagonistas: eu, Thiagão e Marcelo.
Kraków, no pique! Centro velho, praça central gigante, a catedral. Igual a quase toda cidade europeia que eu conheço, só que ao estilo polonês! Faz você pensar como a Europa tem diferenças tão brutais em arquitetura, língua e cultura num espaço de poucas centenas de quilômetros (bom, no caso de Lille, logo ali na cidade belga do lado), mas no fundo conserva o mesmo 'estilo' de cidade: centro velho, praça central gigante, catedral. Notas pra me relembrar: o hotel Orbis, mais chique (e velho) da viagem, o primeiro dia patinação no gelo e a dor de garganta do dia seguinte, um cara e um carro correndo atrás de outro com uma arma na mão no meio da praça principal.
Próxima parada: Warszawa. De todas as cidades europeias, é a que mais me lembra São Paulo, ou a imagem que eu tenho na cabeça da cidade do trânsito. Prédios modernos, grandes centros comerciais, mas sempre com um toque de pobreza (não é bem essa palavra, mas enfim) num canto pra lembrar que você está num país subdesenvolvido. Como o mega Stand Center de roupas na frente do prédio-símbolo da cidade, ou a estação de trem reformada por fora e decadente por dentro. Geograficamente Warszawa também é grande; andamos pra caramba e não conseguimos ver tudo. Inesquecíveis: comidas baratas, segundo dia de patinação no gelo (e dores nas pernas), restaurante tcheco na praça do reveillon com porções gigantescas e talvez com as bactérias que me fizeram passar mal em Berlin (ou foi o suco de laranja do café da manhã no trem).
Berlin! Quase 10 meses depois da última visita, lá estava eu de novo! Morrendo de frio como da última vez , mas agora com uma terrível intoxicação alimentar. A lembrar: o Hotel de France, a segunda vez que janto no Subway do Checkpoint Charlie, réveillon na frente da Brandenburg Tor na companhia de alemães aleatórios de Köln e Bremen (Janine e Jenny?) e o sofrimento de ir diversas vezes no banheiro químico, o primeiro dia de 2009 acordando às 13h, saindo do hotel às 15h ainda sem poder comer nada indo dormir cedo.
Estamos no dia 2 de janeiro, partindo às 7h de Berlin pra chegar às 13h em Kobenhavn, Dinamarca, com uma boa surpresa pelo caminho: o trem que entra na balsa. O funcionamento completo desse mecanismo ainda me é um mistério, mas é certamente muito interessante! 118m de trilhos atravessando um barco que por sua vez atravessa as terras picotadas da Dinamarca... A destacar o quarto de hotel minúsculo (e depois falam do Japão...), as lojas engraçadas com pé-direitos desnivelados em relação à rua, a inexistência de iluminação fora do centro à noite, o troféu 'Manneken Pis' da Dinamarca, a pequena sereia (também mal iluminada), a cidadela (escura)e o lago congelado (que não dava pra enxergar).
Chegamos à cidade final da minha viagem: Hannover. Não costuma estar nos guias das cidades mais turísticas da Europa (ou mesmo da Alemanha), mas é justamente uma daquelas cidades que parece legal você morar um dia, exceto pra garçonete que nos atendeu no jantar que não aguentava mais a cidade. Depois de dias em que todos nós passamos mal em algum momento algum dia, em Hannover estávamos todos melhor! (ok, eu ainda estava me recuperando...) Viva o Bratwurst! Destaque para o quarto do Suitehotel, opostamente ao de Kobenhavn, excessivamente grande, o grande Ratthaus, a igreja destruída com um sino de Hiroshima, o pioneirismo arquitetônico da cidade (opera, museu, um prédio do Gehry), e o alto índice de imigrantes concentrados num canto da cidade.
Domingo, dia 4, foi o dia de nos separarmos: Thiagão e Marcelo foram pra Amsterdam enquanto peguei um trem de volta pra Lille. Seria o fim dessa historia, não fosse por um controlador de trem belga afobado. Segunda, dia 5, 18h, estava eu saindo de casa pra aula de japonês quando me toca o telefone. Era o Thiagão, desesperado, vindo pra Lille Flandres, sem uma mala! Aconteceu que uma das bagagens dele ficou num trem que se dividiu quando vinha pra Lille, e o Thiagão estava num dos vagões que iam ficar e foi apressado a mudar de vagão por um controlador belga. Depois de uma meia hora sem encontrar um numero de achados e perdidos da Bélgica, o Thiagão alugou um carro e partimos em direção a Courtrai (Kortrijk), onde o trem se dividiu, na esperança de que a mala tenha ficado lá e não partido pra outro lugar na Bélgica! Viagem completamente maluca, mas que deu certo no final: achamos a mala, o Thiagão dormiu em casa achando que tinha perdido o avião, mas no final por causa de uma nevasca no CDG o voo tinha sido atrasado pro dia seguinte.
E esse foi o fim da minha última grande volta pela Europa. Acho que não terei mais uma oportunidade como essa tão cedo. Brasil, ski, Montgolfiades e estágio devem ocupar o tempo das minhas últimas férias europeias. Lembro de já ter disso isso em posts anteriores, mas lamento muito ter perdido 'à toa' algumas semanas de feriado que eu tive. Ainda preciso conhecer os países ibéricos, nórdicos, Grécia e Turquia. Quem sabe um dia.
P.S.: Mais uma vez provo o efeito [ter coisas pra fazer] diretamente proporcional à [fazer qualquer outra coisa que não preciso fazer]. São 2h30 da manhã, tenho aula com uma provinha amanhã, um relatório a entregar, um vídeo a filmar, um estágio a achar, além de literalmente mais de 50 e-mails pra responder e responsabilidades a cumprir que podem até me levar pra cadeia caso contrário, mas estou aqui eu, escrevendo neste blog e pouco a fim de trabalhar...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Voltas (parte 2) + bola de neve
Aaiaiai, eu sei que estou super atrasado aqui, provavelmente esqueci coisas que poderia ter colocado aqui antes de me esquecer, mas os últimos dias (ou semanas) tem sido MUITO cheios e não consigo me organizar direito. É a tal da bola de neve.
Falando em neve, nevou forte hoje de manhã. Pra mim, um motivo a mais pra não ir na aula...
Enfim, voltando à nossa história, mas sendo obrigado a resumi-la drasticamente, visto que não vou ter tempo de contar tudo porque ainda tenho umas coisas pra fazer aqui...
Se eu esquecer de alguma coisa muito importante, eu coloco depois.
25 de dezembro de 2008: Natal em Dublin. Não fizemos nada de especial, tava tudo fechado. Conhecemos uns bairros (o dos bares, o da St.Paul's Cathedral) e umas estátuas de bronze engraçadas. Pobre vaquinha! Foi também o dia do jantar de 11 pacotes de miojo de sabores diferentes.
Dia 26 estávamos meio cansados de ficar em Dublin e decidimos meio à la Allison (leia-se em cima da hora e com emoção) pegar todas as coisas do albergue e pegar um ônibus pra Belfast e voltar direto pro aeroporto de Dublin no fim da tarde pra pegar o avião pra Edinburgh (essa frase ficou grande e confusa, né?). No começo um cara que encontramos no ônibus nos disse que Belfast era super religiosa e estaria tudo fechado, o que derrubou a gente, já que era um dos motivos pelos quais estávamos saindo de Dublin. E a visão inicial da estação de ônibus na saída de Belfast parecia que ele tinha razão. Ainda bem que não! Belfast é uma cidade bem animada, com uma arquitetura ligeiramente diferente da Irlanda, mais moderna e ao mesmo tempo pequena e acolhedora. Está na minha lista de cidades pra morar.
Pegamos o avião à noite e chegamos de noitinha em Edinburgh, cidade mais alta que eu visitei até hoje (a 55 graus, ganha de Glasgow por 5' de latitude). Fiquei pouco tempo, mas também gostei bastante. Mas não sinto tanto como uma cidade pra morar como Belfast, e sim pra visitar. Destaque para o albergue louco com papel de parede do Totoro, o quarto com 36 camas, meu recorde, a paisagem, os castelinhos e as coisas muito baratas graças à libra desvalorizada!
Não perca a conta, ainda estamos no dia 27 e estou saindo às 15h de Edinburgh à Glasgow. Glasgow é uma cidade com muito mais cara de cidade grande. Agora pra mim isso não é um elogio. Paredes pichadas, ruas com bares velhos e gente estranha, muito mendigo e gente pouco educada. Mas a cidade tem um certo charme à noite (eram umas 16h30 quando cheguei e já estava escuro). A lembrar: o longínquo e minúsculo aeroporto de Glasgow Prestwick, onde passei a noite dormindo no banco e onde comprei um livro que ficou apenas umas 8 horas na minha mão (esqueci ele depois no avião).
6h20 estava em Prestwick e 10h10 estava em Wroclaw, Polônia. Quantas pessoas no mundo podem dizer que fizeram essa viagem? Enfim, foi nesse dia que ocorreu o único erro de planejamento da viagem. De Wroclaw a Auschwitz foram 3h30 de trem, o que fez com que eu chegasse tarde demais pra ver os campos de concentração que já estavam fechados porque começa a escurecer às 15h na Polônia. Ainda por cima estava chovendo... Peguei então o trem pra Kraków para encontrar um velho e um novo amigo...
Thiagão, te deixo contar o resto.
P.S.: antes que me esqueça, coisas interessantes que aconteceram por aqui depois dessa viagem maluca de Natal/Ano Novo (a qual eu vou acabar de contar numa terceira parte): semana de provas, também conhecida como os dias mais tranqüilos de Janeiro (2 temporadas inteiras de My Name Is Earl), soirée pós-provas, soirée mexicaine, visita do Daniboy, nivers da Ana Laura (07), Gustavo (10), além logicamente do meu (31), com direito a show do Oasis em Lille na véspera, despedida de um lillois pro Rio, visita de parisienses e cearenses e a estadia do meu cearense preferido aqui em casa! Voilà!
P.S. 2: recomprei o livro que tinha perdido no avião da Ryanair. Aos curiosos, ele se chama The Economic Naturalist - Why Economics Explains Almost Everything, Robert H. Frank.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Voltas (parte 1)
Ano Novo, de volta à mesma école. Ano Novo, vontade de mudar, fazer coisas novas, pensar porque continuar com as velhas, rever metas. Tênis, roupas, músicas, blog. Decidi a partir de agora tentar escrever apenas coisas, eventos dos quais eu gostaria de lembrar. Tenho uma péssima memória pra eventos. Do tipo:
Pessoa: - Você lembra daquela vez quando ...[resgate de memória X] ?
Eu: - Ahn... não...
Pessoa: - Como não? Quando Fulano de Tal ...[ação engraçada e/ou bizarra realizada por Fulano].
Eu (em mais de 50% das vezes): - Hum... ainda não...
Mas afinal é o que eu venho tentando fazer desde o começo. Uma coisa que ajuda bastante são fotos. Logo, pretendo tirar mais fotos do que nunca em 2009. Assim vou ter material a beça pra ficar vendo quando eu ficar velhinho. Haha.
Bom, dito isso, vamos aos acontecimentos dos últimos tempos:
- Viajei. Pra quase todas as cidades que eu tinha planejado, algumas a mais. Considero ticadas 16 cidades e 6 países, em especial a Alemanha. Calculei uns 7100 km no Google Earth. Como referência, o raio médio da Terra é de 6371km. Viajei.
Primeiro pra Köln com Biato, Diguinho, Sonnino e Guilherme, irmão do Biato (ele é Biato tb, mas enfim). Gostei bastante da cidade, gostosa de andar pelas grandes e pequenas ruas, marchés de Nöel por todo lugar e, claro, a catedral gigante na saída da gare.
Próximo destino: Düsseldorf. Menos 'bonitinha' em relação à Köln, mas mais cidade de morar em bairros tranquilos e trabalhar em prédios grandes e modernos do lado da sua casa. Como cheguei no fim da tarde, já estava escuro, e não tinha um mapa (gosto de andar assim mesmo por uma cidade nova - e segura - como a maioria das cidades daqui). Uma hora estava andando no escuro total numa parte residencial (confesso que o instinto paulistano deu umas cutucadas em alguns momentos, até eu ver uma velhinha andando na mesma rua). A destacar: a promenade cheia de lojas, o computador com internet instalado num daqueles painéis que ficam no meio da calçada, a torre-restaurante e umas casinhas do Frank Gehry.
Em seguida, Frankfurt, a cidade mais São Paulo que eu encontrei na Alemanha. Mega prédios modernos (os mais altos da Europa, fora a Rússia), centro financeiro da Europa (BCE, Bolsa de Frankfurt) ao lado de bêbados, drogados e sex shops na frente da gare. Apesar de ser super seguro, não me senti muito bem lá. Quero ver quando voltar pra São Paulo...
Mesmo dia, uma passadinha em Darmstadt, uma cidade claramente universitária. Foi onde mais ouvi português na Alemanha, e olha que eu só fiquei umas 3 horinhas lá. O centro é pequeno mas muito simpático. Pena que a gare era longe pacas.
No dia seguinte, fui pra Stuttgart. De uma certa maneira me lembrou Düsseldorf. a cidade não é muito turística por natureza, mas tem uma rua principal de comércio bem longa e prédios bem sóbrios. Parece um lugar legal pra morar, pratico, pelo menos. O marché de Nöel mais enfeitado que eu vi foi lá.
Encontrei Tainá, Liba e Steil à tarde e fomos pra Ludwigsburg, uma cidade a 10 minutos de Stuttgart que conservou todo o estilo clássico de séculos atrás. Fizemos uma visita no castelo com um guia alemão traduzido improvisadamente em inglês por outro simpático alemão que estudou nos EUA e estava viajando com a namorada jamaicana! O castelo é uma espécie de Versailles alemã, gigantesco, e o guia tinha muitas histórias pra contar e deixava encostar em tudo, tirar foto com flash, etc. Lição aprendida: chineses aprendem alemão mais fácil que francês.
Na volta pra Frankfurt ainda passei por Heidelberg, outra cidade onde o centro fica a uns 3km da estação. Bonita pra ver, não parece tão animada pra morar. Destaque para o mega castelo no topo na montanha. Pena que as fotos não ficaram tão boas quanto parecia na realidade.
Dia 24/12/2008, acordei 5h da manhã pra pegar um ônibus de 2h pro aeroporto de Frankfurt-Hahn da Ryanair. Fui enganado pela Ryanair. Mais lições para o futuro: aviões voam com forte neblina, pegar cadeira da fileira da saída de emergência. Cheguei em Dublin perto do meio-dia e na minha primeira hora na terra dos duendes já tinha ouvido 9 pessoas falar português. No aeroporto, no ônibus e no caminho até o albergue. Dublin é a cidade com mais brasileiros na Europa, sem a menor dúvida. E foi a cidade dos encontros também. Foi onde encontrei mais gente que eu conhecia: Mateus, Jéf, Macho e a 'primeira-dama', Ezequiel, Bruna e uma galera da Unicamp, além de Aline, Anderson, Bolota e Andre de Marseille que coincidentemente estavam no mesmo albergue. Falando em albergue, não comentei sobre onde eu fiquei antes justamente porque eram muito bons, sem o que reclamar (tirando talvez os chuveiros coletivos alemães que eu encontrei em Düsseldorf e Frankfurt, muito estranhos). O quarto onde eu fiquei em Dublin tinha capacidade pra 20 pessoas. O banheiro (compartilhado prumas 200 pessoas imagino) era meio nojento. E tinha um cara que reclamava de tudo e tinha tiques assustadores, carinhosamente apelidado de Brown's, o nome do albergue. Mas de resto o ambiente era legal, caras que tocam violão por dinheiro na rua ensaiando no hall, nós fazendo 11 pacotes de miojo (de sabores diferentes, mas principalmente frango) pra 9 pessoas numa panela gigante. Experiência interessante. No fim, passei o Natal com Mateus, Jéf, Macho e primeira-dama no albergue onde eles estavam, mais 'normal'. Pizza, nuggets, torta de salmão(?) e bolo foram a nossa ceia. Feliz Natal a todos!
Fim da parte 1
