segunda-feira, 27 de abril de 2009

Suiça II

Esquecimento. Não atualizar o blog por muito tempo dá nisso. Não fossem pelas fotos, eu teria esquecido que visitei Bern com o Fujii. Pegamos um caminho não-ideal que nos fez parar numa parte bem residencial e pacata da cidade, sem uma alma penada, separada do centro apenas por uma... ponte de no mínimo uns 80m. Mapas sem indicação de altitude também dão nisso.

Depois de jantar um tipico rösti bernês (?), pegamos o trem para a parada alpina da viagem, Interlaken. Chegamos na estação perto das 21h sem saber direito como chegar em 16 Alpenstrasse, local do nosso albergue em potencial (o qual descobrimos horas antes num cybercafé). Uma moça muito simpática do único bar (e lugar) aberto da cidade teve a bondade de nos explicar detalhadamente, desenhando um mapa com pontos de referência e tudo, a localização do nosso abrigo pretendido. Mesmo assim, conseguimos nos perder um pouco e só chegamos no albergue perto das 22h. Eis que quando estávamos tocando a campainha, a recepcionista que fazia o check-in estava indo embora!

*Momento a ser lembrado tamanha a sorte que tivemos*

Por uma questão de segundos, conseguimos nos alojar num albergue superbacana, com café da manhã all-you-can-eat incluso e canivetes suíços com desconto pra estudantes (comprei um modesto Spartan).

Prosseguindo, naquela manhã de domingo, partimos de Interlaken em direção ao ponto mais próximo que poderíamos chegar com pouco dinheiro de Jungfrau, a estação de trem mais alta da Europa, a 3454m.
Doce ilusão. Não querendo pagar mais de 100€ pra chegar até lá, fomos até Lauterbrunnen de trem, depois ônibus até o teleférico que nos levaria a Gimmelwald a alguns 900m de altitude. Não parece muito, mas você precisa ver o penhasco que separa as duas cidades! Rendeu boas fotos e reflexões sobre o cotidiano das pessoas que moram nesse lugar tão isolado e hostil todos os dias.

Já era tarde quando chegamos em Lausanne (obs: pegar o trajeto Interlaken-Lausanne passando pelo lago Thun, belas paisagens!). Que cidade chata de andar! Tem tantas subidas quanto Perdizes. Infelizmente, não deu pra visitar muito bem, culpa da falta de tempo e do mapa da cidade, mal explicativo. Apesar de tudo, parece uma cidade interessante, bem mais 'francesa' que as outras cidades que visitamos, como percebido pelo Fujii. Prédios imponentes e de arquitetura clássica, mais trabalhada, mais lixo no chão, mais gente estranha, do tipo que você se sente menos seguro na rua...

19h45 era a hora dos nossos trens, o meu pra Genève depois Lyon, o do Fujii pra Zurich depois Baden. Fiquei 20 minutos em Genève, tempo suficiente só pra tirar uma foto da gare. Cheguei em Lyon tarde, mas mesmo assim fui muito bem recebido na gare pelo grande Bernardo! A segunda foi só pra descansar mesmo: não visitei Lyon (o que faria dias depois mais uma vez com o Fujii, mas essa historia fica pra outra vez), mas sim a Ecole Centrale de lá, o RU, revi velhos amigos de Vichy e ainda assisti uma aula de Sociologia das Organizações (que eu já tive em Lille) num amphi. Aula em amphi era algo que eu não assistia fazia alguns meses... foi pela curiosidade mesmo! Aliás, a aula não foi ruim, o professor era meio louco mas a matéria era interessante, sobre a influência do stress no cotidiano.

Só pra deixar o gostinho, em breve o viagem de um dia a Montbéliard, a Páscoa de carro pela França com o Fujii e a semana esquiando em Val Thorens (ainda to com uma baita marca bronzeada com o contorno do óculos pra neve...)

Bom, está tarde e amanhã tenho que gerar meia-dúzia de pilotos de balão, uma dúzia de jornalistas, mandar uma quinzena de e-mails, postular pra estagio, dissertar sobre as características de um motor de moto e tudo isso tentando não enlouquecer.

Até.

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