sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Voltas (parte final)

Bom, está na hora de acabar logo essa história...

Protagonistas: eu, Thiagão e Marcelo.

Kraków, no pique! Centro velho, praça central gigante, a catedral. Igual a quase toda cidade europeia que eu conheço, só que ao estilo polonês! Faz você pensar como a Europa tem diferenças tão brutais em arquitetura, língua e cultura num espaço de poucas centenas de quilômetros (bom, no caso de Lille, logo ali na cidade belga do lado), mas no fundo conserva o mesmo 'estilo' de cidade: centro velho, praça central gigante, catedral. Notas pra me relembrar: o hotel Orbis, mais chique (e velho) da viagem, o primeiro dia patinação no gelo e a dor de garganta do dia seguinte, um cara e um carro correndo atrás de outro com uma arma na mão no meio da praça principal.

Próxima parada: Warszawa. De todas as cidades europeias, é a que mais me lembra São Paulo, ou a imagem que eu tenho na cabeça da cidade do trânsito. Prédios modernos, grandes centros comerciais, mas sempre com um toque de pobreza (não é bem essa palavra, mas enfim) num canto pra lembrar que você está num país subdesenvolvido. Como o mega Stand Center de roupas na frente do prédio-símbolo da cidade, ou a estação de trem reformada por fora e decadente por dentro. Geograficamente Warszawa também é grande; andamos pra caramba e não conseguimos ver tudo. Inesquecíveis: comidas baratas, segundo dia de patinação no gelo (e dores nas pernas), restaurante tcheco na praça do reveillon com porções gigantescas e talvez com as bactérias que me fizeram passar mal em Berlin (ou foi o suco de laranja do café da manhã no trem).

Berlin! Quase 10 meses depois da última visita, lá estava eu de novo! Morrendo de frio como da última vez , mas agora com uma terrível intoxicação alimentar. A lembrar: o Hotel de France, a segunda vez que janto no Subway do Checkpoint Charlie, réveillon na frente da Brandenburg Tor na companhia de alemães aleatórios de Köln e Bremen (Janine e Jenny?) e o sofrimento de ir diversas vezes no banheiro químico, o primeiro dia de 2009 acordando às 13h, saindo do hotel às 15h ainda sem poder comer nada indo dormir cedo.

Estamos no dia 2 de janeiro, partindo às 7h de Berlin pra chegar às 13h em Kobenhavn, Dinamarca, com uma boa surpresa pelo caminho: o trem que entra na balsa. O funcionamento completo desse mecanismo ainda me é um mistério, mas é certamente muito interessante! 118m de trilhos atravessando um barco que por sua vez atravessa as terras picotadas da Dinamarca... A destacar o quarto de hotel minúsculo (e depois falam do Japão...), as lojas engraçadas com pé-direitos desnivelados em relação à rua, a inexistência de iluminação fora do centro à noite, o troféu 'Manneken Pis' da Dinamarca, a pequena sereia (também mal iluminada), a cidadela (escura)e o lago congelado (que não dava pra enxergar).

Chegamos à cidade final da minha viagem: Hannover. Não costuma estar nos guias das cidades mais turísticas da Europa (ou mesmo da Alemanha), mas é justamente uma daquelas cidades que parece legal você morar um dia, exceto pra garçonete que nos atendeu no jantar que não aguentava mais a cidade. Depois de dias em que todos nós passamos mal em algum momento algum dia, em Hannover estávamos todos melhor! (ok, eu ainda estava me recuperando...) Viva o Bratwurst! Destaque para o quarto do Suitehotel, opostamente ao de Kobenhavn, excessivamente grande, o grande Ratthaus, a igreja destruída com um sino de Hiroshima, o pioneirismo arquitetônico da cidade (opera, museu, um prédio do Gehry), e o alto índice de imigrantes concentrados num canto da cidade.

Domingo, dia 4, foi o dia de nos separarmos: Thiagão e Marcelo foram pra Amsterdam enquanto peguei um trem de volta pra Lille. Seria o fim dessa historia, não fosse por um controlador de trem belga afobado. Segunda, dia 5, 18h, estava eu saindo de casa pra aula de japonês quando me toca o telefone. Era o Thiagão, desesperado, vindo pra Lille Flandres, sem uma mala! Aconteceu que uma das bagagens dele ficou num trem que se dividiu quando vinha pra Lille, e o Thiagão estava num dos vagões que iam ficar e foi apressado a mudar de vagão por um controlador belga. Depois de uma meia hora sem encontrar um numero de achados e perdidos da Bélgica, o Thiagão alugou um carro e partimos em direção a Courtrai (Kortrijk), onde o trem se dividiu, na esperança de que a mala tenha ficado lá e não partido pra outro lugar na Bélgica! Viagem completamente maluca, mas que deu certo no final: achamos a mala, o Thiagão dormiu em casa achando que tinha perdido o avião, mas no final por causa de uma nevasca no CDG o voo tinha sido atrasado pro dia seguinte.

E esse foi o fim da minha última grande volta pela Europa. Acho que não terei mais uma oportunidade como essa tão cedo. Brasil, ski, Montgolfiades e estágio devem ocupar o tempo das minhas últimas férias europeias. Lembro de já ter disso isso em posts anteriores, mas lamento muito ter perdido 'à toa' algumas semanas de feriado que eu tive. Ainda preciso conhecer os países ibéricos, nórdicos, Grécia e Turquia. Quem sabe um dia.

P.S.: Mais uma vez provo o efeito [ter coisas pra fazer] diretamente proporcional à [fazer qualquer outra coisa que não preciso fazer]. São 2h30 da manhã, tenho aula com uma provinha amanhã, um relatório a entregar, um vídeo a filmar, um estágio a achar, além de literalmente mais de 50 e-mails pra responder e responsabilidades a cumprir que podem até me levar pra cadeia caso contrário, mas estou aqui eu, escrevendo neste blog e pouco a fim de trabalhar...

9 comentários:

Older Istari disse...

E aí Allison, tudo bom? Sou o Bruno Guedes, e fui selecionado pro duplo diploma pela UFRGS pra Lille, em 2009! Parabéns pelo teu blog, li todo ele e foi uma excelente fonte de informações! Boa sorte no término do ano letivo aí, com a associação dos balões e com o projeto! XD
Flws!

Unknown disse...

Olha só, Lissão, seu blog virando referência aos futuros duplo-diplomados!

Viu, passo sempre aqui. Obrigado pela atualização!

Até mais!

Unknown disse...

Calma aí,

Terminei de ler isso agora e:

- Ei, você ainda tem que fazer uma viagem à Suíça, especificamente para Zürich - Baden.

- Que negócio é esse de cadeia?

Allison disse...

- Bruno, que bom que o meu blog lhe foi útil! Mas leve em consideração que são opiniões pessoais e às vezes meio sensacionalistas!

- Fujiu!! Sim, preciso ir pra Suíça! E jà tenho um fds em mente, o do 21 e 22/03! Vê se vc estará livre! E a historia da cadeia é um caso muito improvável, mas sempre possível, caso o evento não dê certo e algum patrocinador der queixa... e a responsabilidade é minha como presidente... são uns documentos que eu tenho que assinar que eu preciso entregar pra semana que vem! Mas isso tb foi o meu lado meio sensacionalista falando. =P

Unknown disse...

Por mim, pode ser 21 e 22 de março. Ainda não marquei nenhum compromisso lá. Aliás, só o Salão de Genebra, que pretendo visitar.

Só espero que as autoridades suíças não atrasem ainda mais a emissão do meu visto.

Unknown disse...

poxa vida lissao....
como sempre ler isso aqui é mto engraçado...haha..

qnd aparecer por aqui te explico melhor os detalhes no CDG...foi mais emocionante do que parece....hauhuahuha

aguardando ansiosamente (é assim q escreve??) a presença em terras tupiniquins!!!

abs!

Unknown disse...

Ei, Lissão,

Estava vendo aqui com o Nako qual seria a melhor opção gastronômica para o dia 22.

Naturalmente, as coisas que fizeram ou vão fazer falta são: japonês e churrascaria.

Qual o seu voto?

Allison disse...

Japonês!

Unknown disse...

Lissão,

quanto à sua visita à Zurique, não tenho certeza se poderei acomodá-lo em minha residência. Vai dando uma olhada em hostel em Zurique. Eu dei uma pesquisada por cima e vi coisas por menos de €40 (Bom, é a Suíça...) Tem um até por €23.90. Mas, com certeza, você já é um profissional na procura por hostels.

Estou tentando convencer o Nakão para aparecer em Zurique dia 21.

Até mais,

Fujii