Aqui na ECLille, os estrangeiros tem direito a validar até 3 matérias do primeiro ano, se a gente já as fez no pais de origem. Como engenheirando mecânico, todas as grandes matérias desse periodo (de agora até janeiro) eu já fiz no Brasil: Electricité Industrielle ( = trifásico, transformadores = PEA), MMC ( = MecSol com o Pesce), Méca.Sol. (que não é igual a MecSol e sim = MecA / MecB) e Termodynamique (que dispensa apresentações...). Dessas 4, validei as 2 primeiras, na minha opinião as mais chatas. A outra que eu validei é Informatique, que eu só terei depois do estagio de fevereiro. Alguns diriam então "Poxa, tá fácil o negocio, aí hein?". O problema é que, mais uma vez, como Mecanismos e PMR que eu tive aqui de novo, o jeito que eles dão o conteúdo é diferente, mais "matemático" e (acreditem, politécnicos) muito mais jogado que algumas matérias da Poli.
Enfim, aproveitando esse relativo tempo livre que eu terei até o Natal, ou seja, um tempo livre como o da Poli (umas 2 tardes livres, às vezes um pouco mais), tenho tempo agora pra contar minhas impressões sobre Amsterdam.
Partimos eu, metade dos brasileiros que estão em Lille, mais o time de vôlei da escola (porque originalmente a viagem era pra essa galera participar de um torneio), mais quase uma centena de franceses. Chegando na cidade, lá pelas 23h30 de sexta, a primeira impressão foi de que, mesmo a Holanda sendo um pais minúsculo, eles desperdiçam muito espaço. Na periferia da cidade, parece que construíram vários prédios novos, gigantescos, todos estilizados e super espaçados um do outro, parecendo a La Defense de Paris. Prédios comerciais moderníssimos vazios mas com todas as luzes acesas! Que desperdício!
Desperdiçando em energia elétrica, pelo menos eles economizam em combustíveis fosseis. A cidade é movida a bicicleta: tem uma enganchada num poste a cada 5 metros, e milhares sobre as pequenas pontes que atravessam os infinitos canais da cidade. À primeira vista, Amsterdam é uma cidade aconchegante (geladissima, mas aconchegante), romântica com sua arquitetura clássica, um castelinho no meio da praça, cisnes nadando sobre os canais e todos moradores se deslocando de bicicleta...
Pura ilusão. Bastou alguns minutos andando pela cidade pra encontrarmos muitos dos famosos "coffee shops" onde se vende maconha legalmente, o "Red Light District", onde as, digamos, mulheres de vida fácil se exibem atrás de portas e janelas (fotos proibidas?) além das diversas lojas de souvenirs com biscoitos de cannabis e objetos fálicos. Ou seja, Amsterdam é uma cidade muito maluca. O contraste pareceu mais forte ainda quando vimos no domingo diversas inocentes crianças fantasiadas pelas ruas esperando a chegada do Papai Noel... Que diferença!
Pulando pra parte cultural, fomos no Museu Van Gogh e na Casa do Rembrandt. O primeiro tem quase todas as obras do cara, o segundo não tem nenhuma, mas foi legal do mesmo jeito. Os dois são muito interessantes, deu pra aprender um pouco da historia da arte holandesa. A parte baixa da minha viagem foi saindo do Museu do Van Gogh, que foi quando eu perdi minha câmera... Bem que os panfletos pela cidade diziam: "Beware of pickpockets!". 200€ e 100 fotos insubstituíveis ficaram em Amsterdam. Pelo menos o ladrão esqueceu de roubar o carregador também. Haha. Bem-feito pra ele.
Como toda viagem, conhecemos o melhor da culinária local: Burger King, KFC, falafel e croquetes do Febo, um fast-food barato onde você pega o lanche em janelinhas, no mesmo método das maquinas de comida.
Minha impressão dos holandeses: pode ser que a gente os tenha pego num fim de semana ruim, mas a maioria me pareceu muito antipática. Outro problema são as próprias bicicletas. Fui quase atropelado e vi quase-atropelamentos varias vezes. Eles pedalam muito rápido! E o fato curioso é que todo mundo fala inglês, o que facilita bastante as coisas numa cidade em que todas as placas de rua tem palavras de no mínimo 11 letras!
Bom, acho que é isso. Se eu lembrar de mais coisas eu coloco no próximo post. Em resumo, Amsterdam é uma cidade bizarra ("o último refugio de liberdade", como dizia uma das inúmeras camisetas que vc encontra nas lojinhas de turista), mas que vale a pena conhecer. Dà pra visitar tudo em um dia, se vc não tiver torcido o tornozelo, né Portillo? =D
Até mais!
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Ch. 12: os altos e baixos de Amsterdam
às
18:09
Tags: amsterdam, validações
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4 comentários:
Que engraçado, Allisão!
Vc sai do Brasil pra ter seus pertences furtados aí na Europa!! Acho que é o efeito relaxamento, né! Afinal não estamos no Brasil, hehehe, podemos andar com a mala para trás, não ficar segurando os bolsos, etc...
Outra coisa curiosa são as luzes vermelhas... Parece ser uma quadra onde a iluminação é toda dessa cor, hehehe! Lamentável!
Abs!
Allison,
Já faz um tempo que eu não comento por aqui. Estamos na fase de muitos trabalhos, relatórios, provas etc. Contudo, eu continuo acompanhando os boletins periódicos (os mais periódicos já vistos em todo B-8)
Até mais,
Fujii
obs.: Está escrito que dá para usar umas tags HTML, mas recusaram o marquee.
Pois é Sandri, não acho q fiquei mais "relaxado", jà tinha ouvido mta historia de gente q foi roubada por aqui... Mas aconteceu, fazer o quê...
E sim, todo lugar é marcado pelas luzes vermelhas...
Imagino como deve estar complicado aih, Fujii, me lembro bem dos fins de semestre! Aqui não tem muito disso, relatorios a gente tem q entregar todos no fim da aula e trabalho tem soh 1 (mas enorme, de 2 anos) e dà uma subida na semana de provas.
O q não significa que eu jà consegui acabar um relatorio nem que hà muitas etapas intermediarias durante o projeto (pra 20/12 um relatorio de "necessidade de mercado" e "fazibilidade", q no nosso carro terà no minimo 250 criterios...).
E o marquee é culpa no Blogger, eu desisti da minha carreira de webmaster e to deixando tudo por conta dos modelos de blog prontos! XD
Saudações lilloises,
Allison
nossa alissao, vc indo pra esses paises alternativos aih pra perder sua camara e para o portillo torcer o tornozelo? deviam ter pegue o dinheiro e vindo pro gala! :P
mas nao se preocupem, a gente da um jeito de ir no gala de vcs se a data for conveniente...
poxa, desole pra sua maquina cara... sei como é, é como perder um filho... me lembro da minha que o albert quebrou em vichy :P
abracao!
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