terça-feira, 30 de setembro de 2008

Como andam as coisas?

Respondendo...

As coisas andam como sempre, muita coisa pra fazer, pouca coisa sendo feita, em média 8 horas de aula por dia, das quais em média 2 horas "matáveis" (e matadas). Faz frio (14°C agora, 19h), garoou e neblinou nos últimos dias.

Estou achando esse ano (por enquanto) mais fácil e mais tranquilo que ano passado. Estou fazendo minhas centésimas horas (literalmente) de CATIA (software de desenho e modelização 3D), viajando nas aulas de Automação e Transmissão de potência (não que sejam matérias necessariamente ruins, mas as aulas são horríveis) não indo muito nas aulas de MecFlu e Materiais, fazendo uma optativa de mercado financeiro (só pra lamentar por que eu ainda não tirei meu dinheiro do banco antes que ele vá à falência), reaprendendo Access em Info2 e contabilidade em Gestão de empresas.

Pra essa semana, preciso contatar centraliens daqui e do resto do mundo pra fazerem vídeos-depoimentos sobre as experiências deles no exterior, editar e publicar no site da école. Parte da minha "Atividade Profissionalisante", mais uma invenção do currículo Centrale Lille. Mas o projeto fui eu mesmo que escolhi.

Na sexta, devo começar com o meu grupo de projeto (o outro, Formulille) a elaborar o plano de fabricação do chassis do nosso belo protótipo de carrinho de corrida. Por plano de fabricação entenda-se documentar detalhadamente em papel e desenho técnico todas as fases de fabricação, máquinas e materiais utilizados, dimensionamento das ferramentas, etc. Ah, e estamos com meio pé dentro de um patrocínio da Toyota, esperemos que dê certo, afinal, modestamente, nós merecemos.

O Montgolfiades tá meio capengando no momento. Fecharam temporariamente o lugar onde faríamos a apresentação e jantar da associação, mas precisamos motivar e trazer novos membros, sem orçamento, de algum jeito. E preciso preparar uma reunião com vários membros da prefeitura pra começar a organização do evento em termos burocráticos (zilhões de autorizações a assinar). Além disso, no sábado parto pra Arras (uma cidade a uns 100km de Lille) pra uma assembleia geral da associação dos engenheiros da Centrale Lille (tipo a AEP da Poli) pra puxar o saco dos diretores em busca do anual patrocínio da associação.

Fora isso, dou umas voltas por Lille no fim-de-semana com os novos bixos (muito legais por sinal, e normais pro meu padrão distorcido), fazemos jantares periódicos entre brasileiros, tudo isso tossindo no meio do caminho (não estou resfriado, mas estou com uma tosse crônica muito irritante - principalmente pros outros durante a aula - desde semana passada).

Alterno idas ao bandejão e almoços feitos em casa, alterno arroz, macarrão, torta e purê, hamburger, salmão, presunto e legumes congelados, suco de maçã, uva, abacaxi, laranja, guaraná, uma mistura estranha e refrigerantes.

Pra semana de feriado de outubro/novembro, estava pensando em ir pra Irlanda e talvez Escócia, pro Natal/Ano Novo tava pensando em voltar pro Brasil, mas as passagens já estão absurdamente caras, o que me faz pensar em talvez voltar na uma semana de férias em fevereiro/março, que coincidentemente bate com o Carnaval. A suivre...

Ah, e pra não levar ovada sobre meus erros ortográficos e a mediocridade das minhas construções semânticas, uso recurso da minha especial e intransferível licença poética enquanto politécnico em mobilidade internacional.

Esqueci alguma coisa?

sábado, 27 de setembro de 2008

O fim do começo ou o começo do fim?

Teoricamente, o programa de duplo diploma dura 2 anos, mas somando os 2 meses iniciais em Vichy mais os prováveis 6 meses de estágio depois do fim das aulas do segundo ano, devem acabar virando dois anos e meio. O que significa que estou mais ou menos na metade agora, 1 ano e três meses. Meio caminho andado.

Como todos os dias, peguei o "20 minutes", jornal grátis francês de manhã. Não do corredor das associações na école, mas de um posto de distribuição no metrô. Matei as aulas da manhã de hoje pra ir em Lille arrumar uns problemas que eu estou tendo com o meu plano de saúde (um exame de sangue que não pagaram). Isso resolvido (eu espero, o reembolso deve sair em 4 semanas), fui almoçar no Quick (McDonald's franco-belga), onde li que aprovaram a construção de um estádio de futebol gigantesco em Villeneuve d'Ascq (o município onde eu moro) até 2012. O problema é que ele ficará bem perto do centro da cidade, o que não deverá ser bom em termos de transporte nem de urbanismo. Por esse motivo, o prefeito de Villeneuve d'Ascq se absteve da assembléia dos dirigentes da região (porque é um projeto da região inteira, então o prefeito não tem muito poder de voto nem dentro da sua própria cidade) como forma de protesto.

Bom, vocês não devem estar nem aí pra tudo isso que eu falei no último parágrafo, e eu também não deveria estar, O problema é justamente esse. O 20minutes, o Quick, essa notícia, toda essa rotina... virou a minha rotina. Esse é o meu ponto.

Não entendeu, né? Deixa eu tentar de novo:

Comprei um celular novo hoje (LG Viewty, por enquanto me parece bem bacana, ainda mais por 1€). E fiz um plano de 24 meses (porque é mais barato), sendo que (dizem que) eu posso cancelar o plano no meio sem pagar nada extra se eu provar que eu vou sair da França antes desse período, que é o que eu devo fazer. Sair da França... voltar pro Brasil...

Não sei se estou olhando pro copo cheio ou vazio aqui. Um lado da minha cabeça pensa: "oba, é só sobreviver mais uma vez o período que eu já vivi desde que eu cheguei aqui e volto pra casa!"; enquanto um outro me lembra: "a partir de agora estamos na metade final dessa aventura louca. Todas essas pessoas com quem eu estou convivendo agora ou vão ficar por aqui, ou vão se espalhar por todos os lados do mundo, assim como as pessoas que eu deixei no Brasil."

Acho que estou muito influenciado pelo final de "Bienvenue chez les ch'tis".

domingo, 14 de setembro de 2008

Promessas de ano novo (letivo)

- ficar menos tempo na Internet
- reduzir o tempo de sono de 8 pra 7h
- tomar café da manhã (implica acordar antes das 7h40)
- sair mais de casa

Bom, se eu fizer pelo menos essas 4 já será um ano proveitoso.

Perdido na Europa volta à programação normal.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A cidade mais desenvolvida do mundo

Impressionante como Tokyo é moderna. E também por isso tem aquele mesmo ar de Paris. O individualismo, cada um vive por si, o silêncio do metrô e as caras nos celulares. Lógico, tem os seus lados de prédios velhos e lojas abandonadas, mas tem tanto lugar chique, com cara de que foi construído ano passado, arranha-céus gigantescos, mares de shoppings sem fim pela metrópole toda, arquiteturas inigualáveis... Só pra citar alguns 'bairros' com essas características: Shinjuku, Shibuya, Roppongi, Shinbashi, Ginza, Odaiba, Ueno, etc. É um outro mundo. É o futuro.

Nem fui embora ainda mas tenho certeza que eu vou sentir muitas saudades daqui. Do cheiro dos restaurantes de lamen na rua, do rodizio de sushi fresquinho e barato, das lojas de 100 yen, dos combinis, de comer a menos de 4 euros por refeição sem o esforço de procurar muito (percebe-se que muito do que eu sentirei falta está ligado à minha pão-durice), das privadas com assento elétrico, dos onsens, dos gadgets que você só encontra no Japão e talvez na França 1 ano depois e bem talvez no Brasil uns 3 anos mais tarde...

É uma vida prática e relativamente barata, essa do Japão. Excelente pra turista conhecer o país, mas talvez não tão simples assim para os que vivem e trabalham aqui. Pensando na quantidade de lojas que ficam abertas 24 horas, nos escritórios com luz acesa altas horas da noite e mesmo olhando pra caras das pessoas às 18h no metrô, dá pra perceber que o trabalho é duro.

O negócio é ganhar em euros e gastar em ienes mesmo! =D

França, me aguarde, estou voltando.